Skip to content
Almanaque do Tigre
Menu
  • Início
  • História
    • Anos 1910
    • Anos 1920
    • Anos 1930
    • Anos 1940
    • Anos 1950
    • Anos 1960 e 1970
    • Anos 1980
      • 1980
      • 1981
      • 1982
      • 1983
      • 1984
      • 1985
      • 1986
      • 1987
      • 1988
      • 1989
    • Anos 1990
      • 1990
      • 1991
      • 1992
      • 1993
      • 1994
      • 1995
      • 1996
      • 1997
      • 1998
      • 1999
    • Anos 2000
      • 2000
      • 2001
      • 2002
      • 2003
      • 2004
      • 2005
      • 2006
      • 2007
      • 2008
      • 2009
    • Anos 2010
      • 2010
      • 2011
      • 2012
      • 2013
      • 2014
      • 2015
      • 2016
      • 2017
      • 2018
      • 2019
    • Anos 2020
      • 2020
      • 2021
      • 2022
      • 2023
      • 2024
      • 2025
  • Almanaque do Tigre
    • Todos os jogadores
    • Todos os técnicos
    • Retrospectos
    • Temporadas
  • Memorabilia
Menu

2000

5 a 2 no Palmeiras

Uma goleada por 5 a 2 sobre o Palmeiras do técnico Luiz Felipe Scolari marcou a temporada 2000 do Rio Branco (9-4-2000). Marcus Vinícius, que, no jogo anterior, havia feito os quatro gols do Tigre na vitória sobre o União São João por 4 a 3 (3-4-2000), repetiu a dose contra o Verdão em um dos jogos mais marcantes da história do Décio Vitta.

O Rio Branco, que havia voltado a fazer pré-temporada fora da cidade (dez dias em Serra Negra), conseguiu a classificação para a 3ª fase do Campeonato Paulista na última rodada, com uma vitória sobre o Botafogo. Na briga por uma vaga na semifinal, o Tigre enfrentou Corinthians, Palmeiras e Ponte Preta com a menor cota da federação entre os oito finalistas (R$ 140 mil). Os jogadores, que recebiam bicho de R$ 300 por ponto conquistado, tinham a promessa de bicho de R$ 10 mil para cada, caso levassem o time à semifinal.

Para a fase decisiva, o Rio Branco acertou (28-4-2000) o patrocínio do site brasileiro ffc.com.br, criado pela Zcorp. Os valores não foram divulgados, mas falou-se à época que girariam em torno de R$ 80 mil para os seis jogos. O clube chegou a negociar antes com Casas Bahia e Guilton, empresa de Americana. Ao final dos seis jogos, a vaga não veio, mas o time deixou boa impressão em campo.

Marcus Vinicius antecipa o goleiro Marcos e cabeceia para o gol, na vitória do Rio Branco por 5 a 2 sobre o Palmeiras
Marcus Vinícius comemora após marcar de pênalti na vitória por 5 a 2 sobre o Palmeiras
Marcus Vinícius comemora após marcar de pênalti na vitória por 5 a 2 sobre o Palmeiras

Após o imbróglio que envolveu o futebol brasileiro naquele ano e levou à criação da Copa João Havelange, tendo como estopim o caso Sandro Hiroshi, o Tigre tentou uma vaga na 2ª Divisão, mas não apareceu na lista de 34 convidados para o Módulo Amarelo feita pelo Clube dos 13. Acabou recebendo o convite (7-7-2000) para participar do Módulo Branco, o equivalente à 3ª Divisão. No dia seguinte, aceitou. O torneio daquele ano garantia um “acesso imediato”, já que o campeão entraria nas oitavas de final do Brasileirão, o módulo Azul.

Com gastos estimados em R$ 60 mil por mês, o Tigre fez uma grande 1ª fase e disputou a classificação com o Malutrom-PR até a última rodada da 2ª fase, mas acabou derrotado fora de casa pelo rival (18-10-2000), que avançou na competição. Os jogadores não receberam bicho no Brasileiro, por decisão de Pantano, o que gerou descontentamentos no elenco. Para amenizar, o técnico Zé Teodoro, que criava gado, chegou a doar um boi para os jogadores fazerem um churrasco.

Repórter José Alberto Fuminho descansa os pés durante goleada sobre o Nacional em 24 de setembro de 2000

Na base, o time de juniores chegou à decisão da Copa Brasil 500 Anos. Após eliminar o União Barbarense na semifinal, enfrentou o Corinthians na preliminar da decisão do Campeonato Paulista entre São Paulo e Santos. No primeiro jogo (10-6-2000), empate sem gols, com Da Silva, do Tigre, sendo expulso. No segundo (18-6-2000), o Corinthians, que jogava pelo empate, fez 2 a 1 e ficou com a taça. Gil passou por quatro rivais para fazer 1 a 0 e Andrezinho ampliou. Osmar, de pênalti, descontou no fim para o time do técnico Diolei Candido, que tinha como destaques Igor, Ludemar e Gustavo.

O apoio de empresas à recém-criada S/A dominou o debate extracampo do Rio Branco durante toda a temporada. No início do ano (5-1-2000), o Conselho Deliberativo do Rio Branco aprovou a adequação do estatuto para que a S/A gerenciasse o futebol até o fim da temporada. Como presidente da Rio Branco S/A, Borelli havia começado cedo a preparação para a temporada 2000. Primeiro nomeou Celso Abrahão como gerente de futebol, único cargo remunerado (28-10-1999). Ele estava na Inter de Limeira. No dia seguinte, Mário Antonucci tornou-se o primeiro diretor da S/A.

Abrahão logo definiu o técnico (1-11-1999), Edu Marangon, e com ele chegaram o preparador físico, Adilson Meneghel, e o de goleiros, Marquinhos Sartore. O auxiliar Chiquinho, ex-lateral, veio uma semana depois (8-11-1999). O clube chegou ao final de 1999 sem parceiros para a S/A, por isso a venda de jogadores foi fundamental para começar cedo a montagem do elenco, que, no primeiro dia de dezembro, já começou os treinamentos.

O acordo era que a S/A só comandaria o futebol após o dia 31 de dezembro de 2000 se tivesse uma parceira. O mandato de Borelli ia até 19 de outubro de 2001, mas, se não conseguisse parceiro, o futebol voltaria a ser comandado pelo Rio Branco Esporte Clube.

Marcus Vinícius se prepara para finalizar contra o Guarani em 19 de março de 2000

A Lei Pelé havia mudado em 2000 e o diretor jurídico do Tigre, José Antonio Franzin, já estudava em agosto pedir o fim da S/A. A legislação deixou de exigir uma sociedade anônima dentro dos clubes e, diante da falta de parceiros, a empresa tornava-se ainda mais inviável porque o clube tinha de arcar com a carga tributária que ela gerava.

Um acordo de intercâmbio de jogadores ajudou a enfraquecer ainda mais a empresa. O Rio Branco assinou contrato com o Caldas-GO (23-8-2000), pelo qual trocariam jogadores profissionais e de base. Borelli logo reclamou que não havia sido avisado do acordo que envolvia o futebol, então sob o seu comando, e exigiu do Conselho Deliberativo uma definição sobre os poderes da S/A dentro do clube. Logo depois, ameaçou deixar a presidência (5-9-2000) devido ao que considerava intromissão.

Foi o que aconteceu. Alegando ingerência, Borelli pediu demissão em reunião do Conselho (3-10-2000), aceitando ficar no cargo até dia 9, quando seria eleito o Conselho Administrativo da S/A. O anúncio do intercâmbio havia sido só a gota d’água. No meio do ano, Borelli havia demitido Abrahão da S/A (31-6-2000), mas o dirigente foi mantido por Pantano no clube. No fim do ano, em dezembro, Borelli teve problemas de saúde e precisou passar por cirurgia cardíaca.

Edu Manga faz alongamento em treino no dia 17 de março de 2000

O Conselho Administrativo da S/A foi eleito (10-10-2000), com os presidentes da diretoria, Pantano, e do Conselho, Bartels, ocupando cargos por força do estatuto. Junto a eles, três membros da oposição, Arthur Martins, Sérgio Sega e Jairo Camargo Neves, que derrotaram Edilberto de Paula Ribeiro e Aires Ribeiro. Caberia a eles definir, em um mês, o presidente da S/A. Edson José Bassette acabaria eleito por unanimidade dentro do Conselho de Administração – apenas Bartels não compareceu à reunião – como novo presidente de uma S/A que tinha seus dias contados (26-10-2000).

Pantano já havia assumido a montagem do time para a temporada seguinte, com Ary Cia, Abrahão e Juraci Catarino colocando em prática as ordens do presidente. No início do ano, em entrevista para O Liberal, Pantano havia dito que não teria disputado a eleição se tivesse de tocar o futebol, porque era uma função cansativa e desgastante. Aceitou voltar ao clube justamente porque o futebol estava na S/A e assim poderia fazer um trabalho voltado ao associado, que, para ele, havia sido abandonado pela administração Minão Vitta. Mas lá estava de novo ele, Pantano, à frente do futebol.

O presidente lançou um projeto de marketing (21-11-2000) em busca de investimentos de empresas. O objetivo era reunir 80 empresários em troca de publicidade nas sedes social e náutica e no estádio. O projeto era coordenado por Douglas Baptista.

Cativa e arquibancada lotadas no início dos anos 2000

O clube negociava uma parceria com a marca de relógios Magnum, que não foi para a frente, mas conseguiu assinar contrato de um ano com o Consórcio Embracon (8-12-2000). Durante o Paulistão do ano seguinte, o clube receberia cerca de R$ 35 mil mensais. Em 2000, o Rio Branco teve apoio de uma velha conhecida da iniciativa privada, a Goodyear, que ajudou o clube na instalação de um placar eletrônico no Décio Vitta.

Um acidente marcou a temporada do clube (9-6-2000). O ex-presidente Minão Vitta, 52, dirigia o seu Santana às 23h30 de uma sexta, sentido Capital-interior da Rodovia Anhanguera, quando, na altura do quilômetro 121, perto do acesso ao Iate Clube de Campinas, o ciclista José Marcos da Silva, 29, invadiu a pista. O ciclista foi atingido e o carro capotou. Minão e o ciclista morreram no acidente, assim como o aposentado do ramo têxtil Artêmio Luchesi, 60, que estava no carro com Minão.

YouTube Instagram Facebook
siga-nos nas redes sociais

Próximo jogo

A definir
Paulista Série A-3 2027
Rio Branco
Rio Branco
x
A definir
A definir

Último jogo

21/03/2026 - 15h
Paulista Série A-3 2026
Rio Branco
Rio Branco
0 x 2
Bandeirante
Bandeirante

Tigre na história

2.311 jogos
900 vitórias
602 empates
761 derrotas
48 placares desconhecidos
3.328 gols marcados
2.931 gols sofridos

MAPA DO SITE

INÍCIO

QUEM SOMOS

ALMANAQUE DO TIGRE

Todos os jogadores

Todos os técnicos

Retrospecto

Temporadas




HISTÓRIA

Anos 1910

Anos 1920

Anos 1930

Anos 1940

Anos 1950

Anos 1960

Anos 1970

Anos 1980

Anos 1990

Anos 2000

Anos 2010

Anos 2020




NOTA SOBRE DIREITOS AUTORAIS

A pesquisa que resultou no site "Almanaque do Tigre", além de outros trabalhos como o filme "Tigre de Americana - Uma paixão centenária" e o livro "Almanaque do Rio Branco - O Embaixador de Americana", foi extensa. Foram décadas consultando jornais, edição por edição, e colhendo informações. Foram centenas de entrevistas com jogadores e técnicos, que gentilmente cederam fotos ou vídeos ao acervo.

Por isso, ao reproduzir alguma informação, foto ou vídeo desse site, dê os créditos. É importante para que o trabalho de resgate da história do Tigre continue existindo e seja valorizado.

©2026 Almanaque do Tigre | Design: Newspaperly WordPress Theme