Skip to content
Almanaque do Tigre
Menu
  • Início
  • História
    • Anos 1910
    • Anos 1920
    • Anos 1930
    • Anos 1940
    • Anos 1950
    • Anos 1960 e 1970
    • Anos 1980
      • 1980
      • 1981
      • 1982
      • 1983
      • 1984
      • 1985
      • 1986
      • 1987
      • 1988
      • 1989
    • Anos 1990
      • 1990
      • 1991
      • 1992
      • 1993
      • 1994
      • 1995
      • 1996
      • 1997
      • 1998
      • 1999
    • Anos 2000
      • 2000
      • 2001
      • 2002
      • 2003
      • 2004
      • 2005
      • 2006
      • 2007
      • 2008
      • 2009
    • Anos 2010
      • 2010
      • 2011
      • 2012
      • 2013
      • 2014
      • 2015
      • 2016
      • 2017
      • 2018
      • 2019
    • Anos 2020
      • 2020
      • 2021
      • 2022
      • 2023
      • 2024
      • 2025
  • Almanaque do Tigre
    • Todos os jogadores
    • Todos os técnicos
    • Retrospectos
    • Temporadas
  • Memorabilia
Menu

2016

O Rio Branco beirou a várzea em 2016. Não foram poucos os acontecimentos típicos do amadorismo que ajudaram a levar o clube de volta para a Série A-3, no primeiro ano de mandato do presidente Valdir Ribeiro. Com a tardia definição do novo presidente, na eleição de dezembro de 2015, todo o planejamento para a Série A-2 ficou comprometido e o clube foi o último a começar a montar o elenco.

O técnico escolhido foi um estreante na profissão, o ex-zagueiro Marcelo Bordon, que falou grosso e prometeu um time comprometido em sua apresentação (16-12-2015). Junto com ele, como auxiliar, estava um ex-jogador do Tigre, o volante Emerson, que atuou no clube em 2011.

No final do ano (28-12-2015), o Tigre ainda foi buscar um nome conhecido no interior, Claudio Henrique Albuquerque, o Kiko, ex-dirigente da Ponte Preta, para ser o gerente de futebol. Logo na chegada, ele já deixou bem claro qual era a situação: “O Rio Branco está atrasado, não tem tempo nem pra chorar”.

Kiko durou apenas quatro rodadas e acabou dispensado sob a alegação de contenção de despesas (13-2-2016). Quem durou uma rodada a mais foi o vice-presidente de futebol, Vanderlei Favarelli, que, após 45 dias no cargo, entregou uma carta de demissão, sob a justificativa de falta de patrocínios para manter o futebol do clube (14-2-2016).

Quem assumiu o comando do futebol foi Paulo Araújo, que já trabalhava na base do Tigre. E logo de cara saiu disparando, que o clube não tinha dinheiro para nada, que Bordon trabalhava de graça e que não descartava até deixar o campeonato antes do fim – Araújo também não aguentaria muito tempo no cargo, e deixou a função alegando que lhe faltava tempo para seus compromissos (20-6-2016). O ambiente era ruim fora de campo e, dentro dele, o time só apanhava.

Nas seis primeiras rodadas, o Rio Branco conseguiu um mísero ponto e colecionou episódios pitorescos. Contra o Juventus (14-2-2016), o atacante Marcelo Soares simplesmente se recusou a ser substituído e acabou afastado. Na rodada seguinte, contra o Monte Azul (17-2-2016), o time se perdeu no caminho e chegou em cima da hora do jogo. Além disso, viajou sem contar com médico na delegação, infringindo o regulamento geral.

O time ainda chegou a esboçar timidamente alguma reação, mas só esboçou. Além dos péssimos resultados, a equipe de Marcelo Bordon abusava das faltas e cartões (terminou o campeonato líder em cartões amarelos, cartões vermelhos e faltas). O extracampo estava para lá de conturbado, com o presidente Valdir Ribeiro chegando até a descer das tribunas para discutir com torcedores, após o empate em casa com o Batatais (16-3-2016).

Na rodada seguinte, o ápice da crise. O Tigre enfrentava o lanterna Atlético Sorocaba (19-3-2016) e Valdir passou parte do jogo cobrando os atletas da tribuna, aos berros. No final da partida, o zagueiro Márcio Luiz e o volante Roberto subiram a arquibancada para tirar satisfação. Houve troca de empurrões entre Valdir e Roberto. Depois do jogo, Bordon soltou os cachorros reclamando até de falta de comida na concentração.

Para encerrar a várzea, o Rio Branco perdeu feio do Paulista na rodada seguinte por 3 a 0 (23-3-2016). Chegou atrasado para a partida porque os jogadores seguiram de carro, já que, quando a delegação iria embarcar para o jogo, um ônibus escolar apareceu para o transporte. Foi a gota d’água para Bordon, que, após várias ameaças, pediu demissão e foi embora.

Andrezão, ex-zagueiro do Tigre, assumiu ainda com uma remota chance de evitar o rebaixamento, após o time passar toda a Série A-2 na zona da degola. O Tigre até venceu a primeira das últimas três partidas: 2 a 0 sobre a Portuguesa (27-3-2016), encerrando um jejum de 22 jogos fora de casa sem vitória. Mas acabou rebaixado na penúltima rodada, com uma derrota por 1 a 0 para o Bragantino no Décio Vitta (30-3-2016).

Técnico Andrezão deixa o campo chorando após a derrota para o Bragantino, em 30 de março de 2016, e o novo rebaixamento para a Série A-3

Cinco dias depois do fim da 1ª fase, uma das entradas do Décio Vitta foi pichada (8-4-2016) com protesto contra o ex-presidente Teo Feola. Ele foi chamado, na pichação, de o pior presidente da história do clube. No dia seguinte, foi pintada a palavra “melhor” no lugar de “pior”. Foram quatro pichações no portão e no muro.

A novela para conseguir jogar em casa desde o início do ano mais uma vez se repetiu, desta vez com final feliz. O clube conseguiu em janeiro a renovação do laudo de engenharia, que havia vencido e provocado a interdição do estádio. Só que o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) vencia em 26 de janeiro, dias antes da estreia.

Em vistoria do Corpo de Bombeiros (27-1-2016) para tentar renovar o documento, foram apontadas três necessidades: a concretagem de uma pequena área de saída de torcedor, a retirada de panos que serviam como forro na área de arquibancadas cobertas e o funcionamento do sistema sonoro de emergência.

O clube correu, no dia seguinte, para deixar tudo em ordem. Foi quando descobriu que existia um outro AVCB do estádio. O que havia vencido em 26 de janeiro era um AVCB com limite reduzido de público. Mas, depois que o Rio Branco reconstruiu o muro que o havia impedido de estrear em casa em 2015, um novo AVCB havia sido concedido, este com vencimento em 12 de fevereiro. Só que ninguém no clube havia encontrado o documento.

O secretário de Esportes, Edilson Bissoli, conseguiu uma cópia e a enviou à federação, confirmando a estreia em casa. O documento depois foi renovado e o Tigre não precisou mandar jogos fora de Americana, o que havia se tornado corriqueiro em anos anteriores. Mas, tanto em casa quanto fora, raríssimos foram os bons momentos do clube na Série A-2.

O fato de jogar o campeonato inteiro em casa não refletiu em um bom público nas arquibancadas. Levantamento feito pela federação em setembro com os jogos das Séries A-1, A-2 e A-3 e da 4ª Divisão, que estava em sua reta final, mostrou que o Tigre teve apenas a 48ª média de público entre 92 clubes, com 886 torcedores por jogo como mandante.

Pouco depois do fim da Série A-2, surgiu a possibilidade de empresários da cidade, através do ex-jogador Sandro Hiroshi, que comandava o sub-17 do Tigre, tocarem o time na Copa Paulista.

Sem vaga garantida devido à péssima campanha na 2ª Divisão, o clube chegou a ser convidado, mas o presidente anunciou (25-4-2016) que, após reunião com seus diretores e diante da proposta que era apenas para o sub-20, o clube iria recusar o convite, mantendo apenas a base no segundo semestre, assim como havia feito quando caiu pela primeira vez para a Série A-3, em 2011.

Uma entrevista coletiva (4-5-2016) com as participações, entre outros, de Valdir e do presidente do Conselho Deliberativo, Armindo Borelli, expôs a precariedade do clube. Após quatro meses de mandato, eles traçaram um cenário apocalíptico, escancarando um completo abandono e falta de acesso a documentos originais e balanços.

Revelaram que não conseguiam nem ao menos saber qual era a dívida, que aumentava ainda mais com a notícia dada por eles de uma pendência de R$ 1,3 milhão junto ao Departamento de Água e Esgoto (DAE), sendo que R$ 680 mil ainda eram da antiga sede social, já demolida.

Na véspera, o Conselho deu carta branca para que Valdir cobrasse “todos os atos praticados pelas ex-diretorias” que tivessem prejudicado o clube. Nessa mesma reunião do Conselho, o presidente anterior, Teo Feola, alegando problemas pessoais, deixou o cargo de conselheiro, continuando apenas a ser sócio (3-5-2016).

A reunião no Conselho aconteceu no dia em que estourou a notícia de que a sede náutica iria a leilão em uma ação de execução fiscal por parte da União. A juíza Ana Paula Alvarenga Martins, da 1ª Vara do Trabalho de Americana, em entrevista ao jornal O Liberal (6-5-2016), esclareceu que as dívidas eram de R$ 539,9 mil, sendo R$ 397 mil de execuções fiscais e R$ 197 mil em créditos trabalhistas. Além disso, havia 29 processos que ainda não estavam em fase de execução.

A sede foi avaliada pela Justiça em R$ 15 milhões, com lance mínimo estipulado em R$ 7,5 milhões (de praxe, segundo a juíza, os valores para leilões giravam em torno de 40% a 60% da avaliação).

José Antonio Franzin, conselheiro que foi ex-presidente do Conselho e da diretoria, deixou de defender o clube em processos. Com contrato desde 2002, mas atuando no clube antes disso, ele renunciou a todos os processos, segundo reportagem do jornal TodoDia (13-5-2016). Franzin afirmou que haviam sido mais de 900 processos.

Segundo Valdir, houve um pedido da diretoria para a mudança do Departamento Jurídico, que passou a ser de responsabilidade de Cláudio Bonaldo. Não demorou e Valdir teve a segunda baixa em seu alto escalão – depois de Favarelli – em pouco mais de cinco meses, com a saída do vice-presidente financeiro Aldo Morelli (20-5-2016), que alegou afazeres pessoais e profissionais para deixar o cargo.

Sem futebol profissional, o Décio Vitta foi alvo, de novo, de ladrões durante uma madrugada de domingo (22-5-2016). Segundo o roupeiro Peixe Gato, foram levados do vestiário principal do estádio televisão, uniformes, camisas, calções, chuteiras e uma mala que o acompanhava havia muito tempo, com bomba de encher bola e máquina de fazer rosca em chuteiras.

O Rio Branco finalizou em 2016 sua adesão ao Profut (22-7-2016), projeto de modernização do futebol com parcelamento de dívida dos clubes com a União em até 240 vezes e redução de multas e juros. O clube começaria a pagar parcelas de R$ 9 mil mensais, o valor mínimo. Com a adesão, o Rio Branco conseguiu na Justiça a suspensão do leilão da sede náutica (28-7-2016).

Sem futebol, o Rio Branco anunciou uma parceria com o Cartão de Todos Torcedores para a temporada seguinte (21-9-2016). Da mensalidade de R$ 34,90, o clube receberia R$ 9,90. Quem tivesse o cartão teria desconto de 60% na compra dos ingressos dos jogos com mando do Rio Branco e descontos em supermercados e serviços nas áreas de saúde, educação e lazer.

O Cartão de Todos Torcedores era uma união entre o cartão de desconto Cartão de Todos e o Movimento por um Futebol Melhor. O Rio Branco era o segundo clube a firmar a parceria – o primeiro havia sido o Ipatinga -, e o objetivo era conseguir 5 mil adesões.

Em grave crise financeira, a prefeitura anunciou oficialmente (11-10-2016) que estava devolvendo o Estádio Décio Vitta ao Rio Branco. Alegando gastos na casa dos R$ 30 mil mensais com a manutenção do estádio e em meio a um decreto de calamidade financeira, a prefeitura notificou o Rio Branco e teria, pelo contrato de comodato, de administrar o estádio por mais 180 dias. A notificação oficial chegou um mês depois (11-11-2016).

O trabalho de Sandro Hiroshi com a base do Tigre acabou rendendo, depois de muito tempo, uma convocação. Artilheiro do time no Paulista sub-17 com 17 gols em 24 jogos, o atacante Júlio Vitor, 15, foi convocado (15-10-2016) para um período de treinamento na seleção brasileira sub-16, comandada pelo técnico Guilherme Dalla Déa.

O sub-17 do Tigre chegou à 3ª fase do estadual e Júlio Vitor voltou a ser convocado em outras ocasiões – fez um gol na derrota do Brasil para a Inglaterra por 4 a 3, em amistoso (23-11-2016).

No final do ano, Julio Vitor foi negociado com a Ponte Preta (28-12-2016). A Macaca comprou 70% dos direitos econômicos do atleta. O Tigre ficou com 30% e ainda teria 0,75% dos valores de futuras vendas ao exterior, como clube formador, pelos três anos em que o jogador havia ficado na base do clube.

O pagamento da Ponte foi através de auxílios durante a disputa da Série A-3, arcando com custos de viagens e arbitragens. Júlio Vitor havia chegado ao Rio Branco aos 10 anos de idade e jogou por três temporadas com contrato na base do clube, dois pelo sub-13 e um pelo sub-17. Gerente de futebol no ano anterior, sob o comando da Zaka Sports, Airton de Moraes morreu (29-8-2016) após problemas cardíacos que teve durante processo de recuperação de um tumor na garganta.

YouTube Instagram Facebook
siga-nos nas redes sociais

Próximo jogo

A definir
Paulista Série A-3 2027
Rio Branco
Rio Branco
x
A definir
A definir

Último jogo

21/03/2026 - 15h
Paulista Série A-3 2026
Rio Branco
Rio Branco
0 x 2
Bandeirante
Bandeirante

Tigre na história

2.311 jogos
900 vitórias
602 empates
761 derrotas
48 placares desconhecidos
3.328 gols marcados
2.931 gols sofridos

MAPA DO SITE

INÍCIO

QUEM SOMOS

ALMANAQUE DO TIGRE

Todos os jogadores

Todos os técnicos

Retrospecto

Temporadas




HISTÓRIA

Anos 1910

Anos 1920

Anos 1930

Anos 1940

Anos 1950

Anos 1960

Anos 1970

Anos 1980

Anos 1990

Anos 2000

Anos 2010

Anos 2020




NOTA SOBRE DIREITOS AUTORAIS

A pesquisa que resultou no site "Almanaque do Tigre", além de outros trabalhos como o filme "Tigre de Americana - Uma paixão centenária" e o livro "Almanaque do Rio Branco - O Embaixador de Americana", foi extensa. Foram décadas consultando jornais, edição por edição, e colhendo informações. Foram centenas de entrevistas com jogadores e técnicos, que gentilmente cederam fotos ou vídeos ao acervo.

Por isso, ao reproduzir alguma informação, foto ou vídeo desse site, dê os créditos. É importante para que o trabalho de resgate da história do Tigre continue existindo e seja valorizado.

©2026 Almanaque do Tigre | Design: Newspaperly WordPress Theme