Skip to content
Almanaque do Tigre
Menu
  • Início
  • História
    • Anos 1910
    • Anos 1920
    • Anos 1930
    • Anos 1940
    • Anos 1950
    • Anos 1960 e 1970
    • Anos 1980
      • 1980
      • 1981
      • 1982
      • 1983
      • 1984
      • 1985
      • 1986
      • 1987
      • 1988
      • 1989
    • Anos 1990
      • 1990
      • 1991
      • 1992
      • 1993
      • 1994
      • 1995
      • 1996
      • 1997
      • 1998
      • 1999
    • Anos 2000
      • 2000
      • 2001
      • 2002
      • 2003
      • 2004
      • 2005
      • 2006
      • 2007
      • 2008
      • 2009
    • Anos 2010
      • 2010
      • 2011
      • 2012
      • 2013
      • 2014
      • 2015
      • 2016
      • 2017
      • 2018
      • 2019
    • Anos 2020
      • 2020
      • 2021
      • 2022
      • 2023
      • 2024
      • 2025
  • Almanaque do Tigre
    • Todos os jogadores
    • Todos os técnicos
    • Retrospectos
    • Temporadas
  • Memorabilia
Menu

2005

Salvo pelo rival

Salários atrasados e risco de rebaixamento já faziam parte da vida do Rio Branco e apareceram com força novamente na temporada de 2005, ano no qual o clube firmou um dos melhores contratos de patrocínio de sua história, dando início a uma longa relação com o São Vicente.

O acerto com a rede de supermercados (12-1-2005), então com lojas apenas em Americana e Santa Bárbara d’Oeste, envolvia dinheiro e alimentação de todas as categorias, valendo até o final do Paulistão, quando voltariam a conversar para uma renovação. “Igual, o Rio Branco nunca teve”, definiu assim o acordo, à época, o vice-presidente de marketing, Carlos Scaliche.

Na apresentação do uniforme com a marca do patrocinador (17-1-2005), o presidente Sérgio Meneghel classificou o acordo como o melhor contrato que o Rio Branco já havia feito desde quando ele estava no clube, em 1992. Após o estadual, o São Vicente renovou (24-5-2005) por mais um ano.

A situação financeira era delicada. O clube havia contratado (17-11-2004) o técnico Luís Carlos Cruz, ex-auxiliar de Lula Pereira, para o estadual e, logo após a disputa da Copa São Paulo, quando o time caiu nas oitavas diante do Paraná (18-1-2005), nove jogadores subiram para o elenco que jogaria o Paulistão. A meta era colocar os garotos no mercado e economizar em reforços.

Após pré-temporada em Jacutinga-MG, o clube começou mal o campeonato. A campanha ruim e uma goleada sofrida diante do Santos por 5 a 1 (23-2-2005), no dia de seu aniversário de 41 anos, fizeram com que Cruz colocasse o cargo à disposição. A diretoria o convenceu a ficar, mas dias depois ele caiu de fato (29-2-2005) e Zé Teodoro voltou ao clube.

Deivid passa por Max Sandro na vitória do Santos sobre o Rio Branco em 23 de fevereiro de 2005

Com o Estádio Décio Vitta recebendo públicos pequenos, o Rio Branco chegou à penúltima rodada na zona de rebaixamento. O jogo era contra o Palmeiras, no Décio Vitta (10-4-2005). Com grande atuação de Jales, que marcou os três gols, o Tigre venceu por 3 a 0 e chegou à última rodada precisando vencer o Paulista, em Jundiaí, para escapar sem depender de outro resultado (17-4-2005).

Com um time pouco confiável, perdeu por 1 a 0 e acabou salvo pelo maior rival, o União Barbarense. Em Araras, o time de Santa Bárbara d’Oeste venceu o União São João, por 3 a 1, mas mesmo assim amargou o seu primeiro rebaixamento após estrear na elite, em 1999. O time de Araras também caiu e o Tigre se salvou.

O clube conviveu, durante o campeonato inteiro, com salários atrasados. Os de fevereiro, por exemplo, foram pagos apenas no dia 10 de maio. Dívidas com funcionários e jogadores envolviam o 13º inteiro de 2004 e uma parcela do 13º de 2003. Além disso, o clube devia ao banco parcelas do empréstimo pessoal feito por funcionários para quitação do 13º de 2002 e os salários de janeiro de 2003. Com os atrasos, o clube sofreu várias ações na Justiça, com jogadores, principalmente da base, conseguindo liberação. No meio do ano, eram 43 ações envolvendo o clube, entre trabalhistas e cíveis.

Não à toa, funcionários do Departamento de Futebol entraram em estado de greve no início de junho. Segundo Meneghel, o departamento tinha gastos de R$ 70 mil por mês e o clube ainda pagava cerca de R$ 15 mil em energia do estádio e das sedes náutica e social, enquanto as mensalidades dos sócios significavam receita mensal de R$ 50 mil.

Em julho, o clube precisou oferecer o Estádio Décio Vitta, avaliado em R$ 26,7 milhões, como garantia para que tivesse andamento uma ação de contestação do clube com o INSS. O Rio Branco não concordava com o valor cobrado pelo instituto, R$ 4,2 milhões, em dívidas.

Mesmo com todos os problemas, o Rio Branco contratou o técnico Ruy Scarpino (10-6-2005) e jogou a Série C. Com base de garotos da casa, passou bem da 1ª fase e eliminou o Volta Redonda no primeiro mata-mata (17-9-2005), mas caiu diante do Vila Nova-MG nas oitavas (1-10-2005).

As dificuldades afastaram possíveis candidatos na eleição de fim de ano. Existia uma pequena possibilidade de pessoas ligadas ao ex-presidente Armindo Borelli lançarem uma chapa de oposição, mas Meneghel reuniu-se com vários setores do clube e, diante das dificuldades do clube, decidiu-se pelo registro de chapa única, a Rio Branco, ao Conselho Deliberativo (24-10-2005). Sem disputa, os apenas 12 novos conselheiros da chapa foram aclamados (26-11-2005).

Liderando o grupo, Meneghel refez uma promessa que outros já haviam feito: equacionar definitivamente os problemas financeiros e promover a independência do futebol em relação ao social. “Chegamos a ter 5,5 mil associados. Hoje não temos mil”, disse, escancarando os problemas de usar o dinheiro do associado para pagar as despesas do futebol. Por aclamação, Meneghel foi reeleito pelos conselheiros (14-12-2005) para um biênio que marcaria o primeiro rebaixamento da história do clube.

YouTube Instagram Facebook
siga-nos nas redes sociais

Próximo jogo

A definir
Paulista Série A-3 2027
Rio Branco
Rio Branco
x
A definir
A definir

Último jogo

21/03/2026 - 15h
Paulista Série A-3 2026
Rio Branco
Rio Branco
0 x 2
Bandeirante
Bandeirante

Tigre na história

2.311 jogos
900 vitórias
602 empates
761 derrotas
48 placares desconhecidos
3.328 gols marcados
2.931 gols sofridos

MAPA DO SITE

INÍCIO

QUEM SOMOS

ALMANAQUE DO TIGRE

Todos os jogadores

Todos os técnicos

Retrospecto

Temporadas




HISTÓRIA

Anos 1910

Anos 1920

Anos 1930

Anos 1940

Anos 1950

Anos 1960

Anos 1970

Anos 1980

Anos 1990

Anos 2000

Anos 2010

Anos 2020




NOTA SOBRE DIREITOS AUTORAIS

A pesquisa que resultou no site "Almanaque do Tigre", além de outros trabalhos como o filme "Tigre de Americana - Uma paixão centenária" e o livro "Almanaque do Rio Branco - O Embaixador de Americana", foi extensa. Foram décadas consultando jornais, edição por edição, e colhendo informações. Foram centenas de entrevistas com jogadores e técnicos, que gentilmente cederam fotos ou vídeos ao acervo.

Por isso, ao reproduzir alguma informação, foto ou vídeo desse site, dê os créditos. É importante para que o trabalho de resgate da história do Tigre continue existindo e seja valorizado.

©2026 Almanaque do Tigre | Design: Newspaperly WordPress Theme