Para abrir essa seção do site, uma relíquia.
Essa medalha de ouro pertenceu a Vergílio Braga, o último jogador campeão do interior de 1922 a morrer, em 1995, no Lar São Vicente de Paulo, em Americana.
Vergílio não tinha familiares na cidade e não há registros no asilo sobre o destino de seus pertences.
O fato é que essa medalha foi parar nas mãos de José Valter Galbieri, que recebeu o objeto de um colega de trabalho que lhe devia dinheiro.
Disse-lhe esse colega que havia encontrado a medalha no terminal de ônibus da Avenida Dr. Antonio Lobo.
Valter pensou em derreter e fazer uma aliança para a esposa, mas foi convencido pelos filhos a desistir da ideia.
Essa medalha foi feita pelo Rio Branco e dada aos jogadores campeões do interior de 1922 e é a única que se tem notícia que ainda exista.
Quem acabou comprando-a foi Decinho Vitta, filho de Décio Vitta e neto de Raphael, um dos jogadores daquele time.
Raphael também recebeu uma, mas ninguém sabe o que aconteceu com ela.
A família ainda guarda o ofício que o Rio Branco fez para a entrega da medalha a Raphael, em 1923.


