Skip to content
Almanaque do Tigre
Menu
  • Início
  • História
    • Anos 1910
    • Anos 1920
    • Anos 1930
    • Anos 1940
    • Anos 1950
    • Anos 1960 e 1970
    • Anos 1980
      • 1980
      • 1981
      • 1982
      • 1983
      • 1984
      • 1985
      • 1986
      • 1987
      • 1988
      • 1989
    • Anos 1990
      • 1990
      • 1991
      • 1992
      • 1993
      • 1994
      • 1995
      • 1996
      • 1997
      • 1998
      • 1999
    • Anos 2000
      • 2000
      • 2001
      • 2002
      • 2003
      • 2004
      • 2005
      • 2006
      • 2007
      • 2008
      • 2009
    • Anos 2010
      • 2010
      • 2011
      • 2012
      • 2013
      • 2014
      • 2015
      • 2016
      • 2017
      • 2018
      • 2019
    • Anos 2020
      • 2020
      • 2021
      • 2022
      • 2023
      • 2024
      • 2025
  • Almanaque do Tigre
    • Todos os jogadores
    • Todos os técnicos
    • Retrospectos
    • Temporadas
  • Memorabilia
Menu

1987

Escapando do facão

A confirmação oficial de um campeonato que na prática rebaixaria metade de seus participantes veio quando o presidente do Conselho Nacional dos Desportos (CND), Manoel Tubino, aprovou a criação da Divisão Especial (1-4-1987).

A situação inusitada fez o presidente Fred Pantano sair em busca de apoio e deixar bem claro o que o torcedor deveria esperar do time em 1987. “Nossa grande preocupação não é subirmos para a 1ª Divisão, mas sim não cairmos para a Terceira”, afirmou em março. Pantano, sabendo que não receberia dinheiro do prefeito Carroll Meneghel, enviou documento à Câmara pedindo aos vereadores ajuda para conseguir material esportivo, remédios, alimentos e transporte, bem como para que ajudassem a abrir portas no comércio e na indústria em busca de patrocinadores.

A conta era parecida com a do ano anterior. Do total arrecadado com as mensalidades dos 6 mil sócios, 25% iria para o futebol – a previsão era de Cz$ 175 mil –, valor que se somaria às outras verbas do departamento de futebol, como renda dos jogos e publicidade estática no estádio. No final do ano, Pantano anunciou que o futebol usou 21% do dinheiro do associado, muito porque o clube conseguiu dois bons contratos de patrocínio.

O clube já havia acertado com a Nardini quando anunciou acordo com a têxtil Dahruj (23-2-1987), repetindo o patrocínio do ano anterior. Os valores de ambos não foram divulgados, mas o acordo até o final do ano com a Dahruj, segundo a imprensa, giraria em torno de Cz$ 1 milhão.

Em setembro, Pantano revelaria que outras duas empresas davam dinheiro ao clube, sob a condição de não terem seus nomes revelados. E mostrou mágoa com a falta de ajuda do poder público. “Queríamos verbas, mas a prefeitura nada pôde fazer pois não queria investir em profissionalismo. À Câmara foi solicitada ajuda, mas nem recebemos resposta”, disse para O Liberal.

Com o técnico Wagner Martins, contratado no início do ano, chegou também o preparador físico Marcos Geraldo de Sá, 36, de Campinas. Eles já haviam trabalho juntos no Capivariano. O preparador físico Fred Smania não teve então seu contrato renovado (8-1-1987) e depois até se arriscaria a tentar a carreira de treinador no União Barbarense (30-3-1987).

Sem David Tunussi no futebol, abriu-se o caminho para a volta de Zito, que havia se desentendido com o diretor no ano anterior. O passe do jogador era do ex-presidente do Rio Branco Tchida Marin, que deixou claro: se ele fosse emprestado a qualquer clube, o preço era de Cz$ 150 mil; se fosse para o Rio Branco, o clube nada pagaria pelo empréstimo.

A demissão de Tunussi no ano anterior provocou a saída de seu companheiro de diretoria de futebol Lairço Pegorari. Ele não havia gostado da não renovação do contrato de Smania, da contratação de Wagner e da saída de Tunussi. Assim, entregou sua carta de demissão (28-1-1987). Lairço não era a voz mais importante do futebol em 1986 e isso se repetiu na preparação para a temporada de 1987, quando Reginaldo Papa assumiu as principais decisões após a saída de Tunussi.

A definição dos grupos da Segundona irritou a diretoria devido às viagens mais longas, para Franca, Bebedouro, Catanduva, Sertãozinho, Batatais e São Carlos. Antes da estreia, ocorreu outra viagem longa, desta vez para pedir proteção em Aparecida do Norte (30-4-1987). Dias antes, o Rio Branco tentou, sem sucesso, contratar o goleiro Zetti, ainda garoto, mas o Palmeiras resolveu tê-lo como reserva de Martorelli.

O Rio Branco mostrou muita irregularidade no início e Wagner Martins não resistiu nem à 1ª fase – o preparador Sá caiu uma semana antes, em junho. O técnico Varlei de Carvalho chegou e Flávio José Trevisan, 29, assumiu a preparação física (17-6-1987), após trabalhos no Ituano, União Barbarense e Catanduvense. Como jogador, havia atuado como lateral-direito e conquistado acesso com o Velo Clube.

Bola da vitória sobre o Lemense por 1 a 0, em 2 de agosto de 1987, que classificou o Rio Branco para a Divisão Intermediária

O Tigre conseguiu escapar do megarrebaixamento na penúltima rodada, com uma vitória sobre o Lemense por 1 a 0. Na terceira posição, o time não correu sérios riscos de não conseguir vaga na Divisão Intermediária.

Afastada a possibilidade de rebaixamento e com sentimento de dever cumprido, o Rio Branco relaxou em sua estreia na Intermediária. A diretoria até gastou dinheiro com oito reforços – e arrependeu-se por isso. Chegaram (13-8-1987) o goleiro Jung, os meio-campistas Sergio Peres e Serginho, o lateral Bira, o centroavante Bittencourt e o lateral Rebeque. Depois, Marcos César e César. A maioria, indicação de Varlei de Carvalho.

Mas o time caiu muito de rendimento e, um mês depois, já tinha dispensado a maioria deles, com Jung e Bittencourt nem entrando em campo. Ainda com seis rodadas pela frente, o Rio Branco já havia dispensado até o treinador de goleiros Ditão e o roupeiro Hélio Rodrigues, o Tatu (21-9-1987). O elenco tinha apenas 17 jogadores e usar os juniores estava fora de cogitação, já que a equipe disputava o Campeonato Paulista da categoria. Foi assim que o Rio Branco fechou a temporada.

O fim do ano marcou o aparecimento com mais força no cenário político do clube de Francisco Antonio Sardelli, o Chico Sardelli, então presidente da Liga Americanense de Futebol de Salão. Uma chapa de oposição para as eleições do ano seguinte era articulada com Tchida Marin, Jorge Arruda Guidolin e Sardelli, com o importante apoio de Edson Bassette, nome forte entre os frequentadores da sede náutica.

Foi em 1987 também que outro nome importante na história do clube começou a ganhar espaço, com o secretário Juraci Catarino sendo nomeado para dirigir o departamento de futebol instalado no estádio, controlando todas as questões burocráticas que envolviam o futebol do clube.

No início do ano (23-1-1987), o Rio Branco assinou contrato com a Visockas Fonseca Construtora, de Campinas, para construção do parque aquático na sede náutica. Participaram do acerto final o presidente Fred Pantano, o secretário geral Antonio Carlos Camargo, o membro da Comissão de Obras Décio Vitta e, pela empresa, os diretores João Carlos Domingues da Fonseca e Dafinis Fama Visockas.

A obra tinha prazo de 240 dias para conclusão. Em 3.700 metros quadrados, seriam construídas duas piscinas, uma adulto e uma infantil, além da área de sol, vestiários e casa de máquinas.

O Rio Branco teve em 1987 o seu primeiro assessor de imprensa (12-3-1987), com a contratação de Carlos Zaramello Júnior, que trabalhava no Diário de Americana e na FM Notícia.

Posts Recentes

  • Nova matéria
  • Hello world!

Comentários Recentes

  1. A WordPress Commenter em Hello world!

Arquivos

  • junho 2025
  • maio 2025

Categorias

  • Memorabilia
  • Uncategorized
©2026 Almanaque do Tigre | Design: Newspaperly WordPress Theme