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Almanaque do Tigre
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1990

O ano da glória

Afrânio Riul, o técnico que comandou o time em toda a Divisão Especial de 1990

Afrânio Riul é o nome que melhor simboliza a mais comemorada conquista da história do Rio Branco, o até então inédito acesso à elite do futebol paulista, em 1990, após 11 tentativas frustradas desde 1979. Foi ele quem, como dirigente, montou o time que mobilizou a cidade e atraiu grandes públicos na campanha do vice-campeonato da Divisão Especial. Foi ele quem acabou assumindo o comando do time diante do não acerto com outros treinadores.

Contratado como supervisor de futebol no ano anterior, Afrânio descartou, na ocasião, voltar a ser técnico. Mas desde então seu nome foi sempre cogitado quando o cargo estava vago. Assim foi depois que Luiz Carlos Ferreira deixou o comando do Tigre (13-12-1989) porque não concordou com as primeiras contratações que o ainda supervisor Afrânio fez para a temporada seguinte. Ferreira não admitia não ser ele o responsável por montar o elenco.

Quando era supervisor do Botafogo, de Ribeirão Preto, meses antes de chegar ao Rio Branco, Afrânio jogou quatro vezes contra o Operário-MT e tinha certeza de que as contratações de Silva, Bugre e Gilson, os primeiros reforços, por empréstimo (8-12-1989), dariam certo.

Com a saída oficializada de Ferreira, o Rio Branco começou a buscar treinadores. Nomes foram aparecendo, entre eles Nicanor de Carvalho, João Magoga, Zé Duarte, Ernesto Guedes, Borba Filho e Lauro Burigo. Não houve acerto. Enquanto isso, Afrânio seguiu a montagem do elenco e foi buscar mais dois jogadores no Operário-MT, Jorge Luis e Cido (4-1-1990).

O garoto Macedo, o grande nome do acesso em 1990

Os reforços chegavam e nada de técnico. Depois de defender o Palmeiras, de Porto Ferreira, por empréstimo, o garoto Macedo voltou e assinou, a pedido de Afrânio, contrato para a temporada (6-1-1990). Dois dias depois, Nicanor descartou acertar com o Rio Branco, que, por sua vez, tentava outras opções porque queria Afrânio no cargo de supervisor.

Afrânio ainda trouxe Rinaldo (10-1-1990) e colocou como auxiliar o zagueiro Agenor, que queria parar de jogar, até que, diante dos insucessos nas negociações com um treinador, aceitou o desafio de voltar a ser técnico do Rio Branco (11-1-1990). O elenco estava praticamente montado com os reforços que chegaram e os jogadores que permaneceram, como Ailton Luís, Pianelli e Waguinho, que teve o passe comprado junto ao Mogi Mirim.

Ainda com a participação de Afrânio, então já treinador, na negociação ainda chegariam outros jogadores que seriam titulares, como o volante Pedro Paulo, cujo passe foi comprado junto ao União São João (20-1-1990), além do goleiro Rogério e do zagueiro Claudir, ambos ex-Bahia (5-2-1990). Bira voltou de empréstimo do União Barbarense e, de Santa Bárbara, também chegou o volante Miel.

A preparação teve início (22-1-1990) com poucas peças faltando. Um reforço que chegou a ser cogitado foi o meia Zenon, que esteve no clube naquele dia para levar o irmão Zilton para testes. Aos 34 anos, o meia tinha vínculo com o Guarani até dia 10 de fevereiro, quando receberia passe livre e até cogitou defender o Rio Branco, mas o negócio não evoluiu.

Macedo finaliza diante do goleiro Rogério em treino no Décio Vitta em 1990
Fred Smania, preparador físico, comandando aquecimento em 1990
Henrique controlando a bola em treino em 1990: patrocínio até no material de treino, da Vicunha

O time, que se concentrava no Florença Palace Hotel, encaixou desde o início da competição, o que fez o técnico Afrânio Riul descartar a necessidade de reforços (2-5-1990), esperando apenas a chegada de mais um goleiro, já que o clube tinha apenas Rogério e Carlos. Marquinhos, ex-goleiro do Tigre, chegaria depois, após comprar seu passe junto ao Bragantino e emprestá-lo ao Rio Branco.

Durante a campanha, poucos jogadores chegaram, casos de Mirandinha (10-5-1990), Hélder, emprestado pelo Mogi Mirim (2-8-1990), e Cláudio José, emprestado pelo Bangu (13-8-1990). Cogitou-se o ex-corintiano Biro-Biro, logo descartado por Afrânio porque ele não poderia treinar três dias na semana devido aos seus compromissos como vereador em São Paulo, um dos motivos que levaram o técnico Emerson Leão a não o querer na Portuguesa.

O campeonato foi uma maratona de nada menos do que 42 partidas para o Rio Branco, começando em março e só terminando em dezembro. Na 1ª fase, o Tigre foi o líder de sua série, além de ter a melhor campanha entre os 26 participantes e o melhor ataque, com 23 gols.

Rio Branco e Central Brasileira, de Cotia, perfilados na abertura da Divisão Especial de 1990, em 4 de março

Isso se repetiu na 2ª fase, com o Tigre conquistando o título simbólico de melhor equipe de toda a Especial, com 36 pontos de 44 possíveis, mantendo o posto de melhor ataque, com 39 gols. Na 3ª fase, o Tigre voltou a ser o melhor de sua série, garantindo vaga no hexagonal final já na antepenúltima rodada.

Ingresso do jogo do acesso no estádio Tereza Breda, em 1º de dezembro de 1990: Olímpia x Rio Branco

Contudo, o início da fase decisiva assustou a torcida. Em três jogos, o time perdeu um e empatou dois, mas conseguiu reagir na sequência. Na véspera (23-11-1990) da partida contra o Rio Preto, uma carreata com cerca de 100 veículos, carro de som e bandeiras percorreu ruas da cidade para promover um jogo considerado decisivo. A vitória por 3 a 0 deixou o Tigre bem perto do acesso, que veio com uma rodada de antecedência, após um empate sem gols com o Olímpia, fora de casa. O sonho de subir à 1ª Divisão se tornou realidade às 17h52min do dia 1º de dezembro.

Os heróis do acesso foram recebidos com muita festa pela torcida, que parou a Rua Fernando de Camargo, com direito a trio elétrico em frente à sede social do clube. “A gente ia chegar em Americana na noite de sábado. Quando estávamos perto de Limeira, o Chico Sardelli me chamou e pediu para eu conversar com o elenco. Ele queria que a gente chegasse com festa em Americana. Ficamos num hotel em Limeira e só retornamos para Americana no domingo de manhã. Valeu a pena. Foi uma festa muito bonita”, relembra Pianelli. Apenas Rogério, Gilson, Bugre e Silva resolveram seguir para Americana ainda no sábado à noite para reencontrar suas famílias, mas participaram da festa no domingo.

O ônibus chegou às 9h30 no trevo da Goodyear, onde torcedores já esperavam os jogadores. Às 10h, a delegação entrou na cidade pela Avenida Antonio Pinto Duarte, onde uma caravana de 150 carros esperava para acompanhá-la. Jogadores, comissão técnica e dirigentes deixaram o ônibus e subiram em carro aberto do Corpo de Bombeiros para desfilar pela cidade.

O comerciante Edson Rando conseguiu 5 mil litros de chope, que se juntaram a 5 mil litros de refrigerante para festejar em frente à sede social. O atacante Henrique chegou a se atirar do caminhão nos braços da torcida. A festa reuniu entre 4 mil e 5 mil pessoas e seguiu até por volta das 15h30.

Grupo comemorando o acesso em cima do carro do Corpo de Bombeiros, em desfile por Americana
Grupo comemorando o acesso em cima do carro do Corpo de Bombeiros, em desfile por Americana
Vista aérea do desfile pelas ruas de Americana no dia 2 de dezembro, dia
seguinte ao acesso

Ainda em meio à festa pelo acesso, o Rio Branco teve, pela primeira vez, um jogador seu convocado para a seleção brasileira. O lateral Odair, emprestado ao Novorizontino e que logo seria negociado com o Palmeiras, foi chamado pelo técnico Falcão (3-12-1990) para um amistoso do Brasil diante do México, no dia 12 daquele mês, em Los Angeles.

Ainda havia um jogo por fazer e uma grande festa foi preparada. Logo depois do acesso, o presidente do Conselho Deliberativo, Vilson José Tescaro, o Pipa, iniciou uma campanha (3-12-1990) para arrecadar dinheiro para pagar a premiação pelo acesso. Cada jogador receberia Cr$ 850 mil pela conquista.

O clube imprimiu 50 mil cupons e os colocou em 14 pontos de venda. Cada cupom custava Cr$ 100 e dava direito a concorrer, no jogo contra o Comercial, a prêmios: televisão, bicicleta, rádio-relógio, liquidificador, ferro elétrico e 11 camisas oficiais. Sorteio para atrair torcedores foi algo muito utilizado durante o ano pelo clube, que implantou a novidade em abril, no jogo contra o Capivariano (15-4-1990).

O jogo contra o Comercial foi uma grande festa (9-12-1990). A diretoria homenageou 85 pessoas – a maioria dirigentes – que fizeram parte da história do clube, entre eles o último campeão do interior de 1922 vivo, Vergílio Braga. Considerado o esportista-símbolo do clube, Nicola Vedrani, o Nicolino, ganhou um cartão de prata. O jogo teve oito minutos de fogos – 16 mil tiros –, 1,5 mil balões, uma bandeira do clube subindo ao céu, apresentação da Banda Monsenhor Nazareno Magi e show de paraquedismo.

Então diretor de futebol, Minão Vitta homenageia Nicolino após o acesso, no jogo contra o Comercial
Imagens da festa que o Rio Branco fez no jogo seguinte ao acesso, uma vitória sobre o Comercial por 3 a 2
Imagens da festa que o Rio Branco fez no jogo seguinte ao acesso, uma vitória sobre o Comercial por 3 a 2
Imagens da festa que o Rio Branco fez no jogo seguinte ao acesso, uma vitória sobre o Comercial por 3 a 2
Imagens da festa que o Rio Branco fez no jogo seguinte ao acesso, uma vitória sobre o Comercial por 3 a 2
Imagens da festa que o Rio Branco fez no jogo seguinte ao acesso, uma vitória sobre o Comercial por 3 a 2
Zé Rubens desconta de pênalti para o Comercial quando a torcida já se preparava para invadir o campo em 9 de março de 1990

O tão sonhado acesso chegou com o vice-campeonato, mas, na soma de todas as fases, ninguém fez mais pontos que o Tigre, nem mesmo o campeão Olímpia, que, embora tenha disputado quatro partidas a mais (46 x 42), somou três pontos a menos que o Rio Branco (60 x 57). O Tigre teve ainda o melhor ataque da competição, com 61 gols.

O time teve diversos destaques, como Claudir, Miel e Pianelli, mas foi Macedo quem mais brilhou, sendo em seguida negociado com o São Paulo. O garoto Macedo havia voltado do Palmeiras, de Porto Ferreira, no início do ano e logo foi colocado na linha pela diretoria, que exigia uma imagem mais séria e o corte do cabelo que foi apelidado pelos companheiros como “Três Andares” (8-2-1990). Começava ali uma era, consolidada anos depois, na qual o clube ficou famoso pelos bons talentos revelados em suas fileiras de base.

A taça de vice-campeão da Divisão Especial de 1990 – Foto: Juarez Godoy

A boa campanha faria o Tigre ceder cinco jogadores (Jorge Luís, Claudir, Bugre, Macedo e Adilson) para a Seleção da Divisão Especial, dirigida por Norberto Lopes, que perdeu por 1 a 0 para a seleção da Segundona, no Morumbi, na preliminar da decisão do Campeonato Brasileiro, entre Corinthians e São Paulo (16-12-1990).

Paralelamente à boa campanha, o Rio Branco teve de acelerar as obras de ampliação do estádio, diante da possibilidade de acesso e das exigências da FPF – como capacidade mínima para 15 mil pessoas – para os clubes da 1ª Divisão. Não tão urgentes, mas necessárias, eram as obras para iluminação do estádio.

O clube organizou uma campanha em busca de doações para ampliar a capacidade do estádio. A diretoria fazia obra e buscava dinheiro, assinando contrato com a construtora Ronizan ainda com o Projeto Arquibancada em andamento – 120 empresas já haviam comprado cotas de Cr$ 45 mil, a serem pagas em três parcelas. Além da ampliação do estádio, o clube planejava instalar novas cabines de imprensa, na área sem arquibancada, depois de já ter comprado uma estrutura metálica junto ao União São João com capacidade para oito equipes de transmissão. Um lance de arquibancada seria construído de cada lado e a concretagem da parte à direita das cabines de imprensa (as cabines à época ficavam no mesmo local onde estão localizadas hoje) teve início (14-8-1990) com previsão de 40 dias de obras.

Além disso, Sardelli enviou um ofício ao prefeito Waldemar Tebaldi (2-8-1990) pedindo servidores públicos e ajuda financeira para fazer a bilheteria do estádio, arruamento interior, muro de arrimo do fosso, muro de fecho do fosso, galeria de águas pluviais do fosso, escadas de acesso às arquibancadas, vestiários e sanitários novos e reforma dos existentes, além da continuação da rede de esgoto.

O presidente que levou o Rio Branco ao acesso, Chico Sardelli

Tebaldi topou e mandou um projeto para a Câmara para destinar Cr$ 20 milhões ao clube. Por 12 a 5, os vereadores aprovaram a verba (6-11-1990), apenas com a emenda de que o clube teria de ceder o estádio para eventos públicos, o que já havia feito em outras ocasiões, como, por exemplo, para cadastramento em projeto habitacional, recebendo cerca de 4 mil pessoas (1-8-1990).

No entanto, a prefeitura, que já tinha destinado ao clube Cr$ 5 milhões do valor total (26-11-1990), teve uma queda de arrecadação, principalmente de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), não esperada no final do ano, e ameaçou cancelar o convênio (18-12-1990). Com ajuda do vereador Cláudio Froner, que fazia parte da diretoria do Rio Branco, a prefeitura aceitou liberar mais R$ 5 milhões divididos em duas parcelas iguais, no dia 26 de dezembro e outra no início de janeiro, antes da vistoria da federação, mas só a primeira foi paga.

No fim do ano, veio outra importante ajuda. A Nitroquímica, empresa do Grupo Votorantim que anos depois patrocinaria a camisa do clube, doou mil sacos de cimentos – avaliados em Cr$ 750 mil – para as obras à esquerda das cabines de imprensa (4-12-1990).

Bandeira da Malucos do Tigre na festa do acesso – a torcida organizada foi fundada em 1989

Para a iluminação do estádio, veio uma verba do Governo do Estado, com a ajuda do deputado federal Ralph Biasi, que fez o anúncio (14-9-1990) de Cr$ 27 milhões para esse fim ao lado de Sardelli após o aval do governador Orestes Quércia. Como o Estado não podia destinar o dinheiro diretamente ao clube, isso ainda dependeria de um convênio com a prefeitura e posterior aprovação dos vereadores. O convênio só foi assinado no fim do ano (27-12-1990), com previsão de liberação em 30 dias. Porém a inflação já havia corroído a maior parte do valor. Se em setembro Cr$ 27 milhões eram suficientes, em dezembro já eram necessários Cr$ 43 milhões.

Outros gastos com obras vieram com a sede náutica, com a necessidade de adequações no parque aquático, que, desde a inauguração, em 1988, não podia ser utilizado. As obras que liberaram as piscinas para os sócios foram entregues no início do ano (25-1-1990). O clube estava à época sem vice-presidente da sede náutica, após Edson Bassette deixar o cargo.

Na parte financeira, o Rio Branco foi afetado em cheio pelo plano econômico anunciado pelo presidente Fernando Collor de Mello (16-3-1990), eleito no ano anterior. Menos de um mês após a implantação do Plano Collor, o presidente Chico Sardelli, em entrevista para O Liberal (10-4-1990), revelou algumas consequências das mudanças na economia. Segundo ele, das 100 empresas que haviam comprado o carnê (pagavam dois salários mínimos por mês ao clube), apenas 12 – a maioria ligada aos próprios dirigentes do clube – mantiveram a ajuda. As placas de publicidade no estádio haviam caído pela metade.

Com 19 mil sócios – 7 mil pagavam em dia –, o Rio Branco seguiu mesmo assim buscando ajuda da iniciativa privada. Conseguiu renovar, por um ano, com a Unimed (14-3-1990) para as categorias de base do futebol e ter apoios como o da Tecelagem Oyapoc para o atletismo (21-2-1990) e da Natale Lohr Seguros para o vôlei masculino infanto-juvenil (7-3-1990).

Mas o principal apoio foi novamente da Ripasa, que assinou novo contrato de patrocínio de camisa (13-2-1990), com validade até o final do ano seguinte. Extra-oficialmente, o valor que a empresa pagaria ao clube seria de NCz$ 300 mil (cerca de US$ 6 mil à época) mensais. O valor era 50% maior do que o futebol poderia usar mensalmente da arrecadação estimada do clube (25%, algo em torno de NCz$ 200 mil).

A camisa principal do acesso em 1990
A camisa principal do acesso em 1990

Outro apoio importante durante o ano veio da Vicunha, que acertou um contrato para patrocínio do uniforme de treino e viagem (18-9-1990), com valores não divulgados, mas com pagamento em duas parcelas, em outubro e dezembro, quando o clube se via com a corda no pescoço com as obras do estádio e a vistoria da FPF. Embora não divulgado na época, uma boa parte desses valores era na verdade empréstimo, que o clube pagaria depois com a venda de jogadores.

Os ingressos, que começaram o ano custando NCz$ 50 (descoberta) e NCz$ 100 (coberta), logo dobraram de preço. Na 3ª fase, os valores chegaram a Cr$ 300 e Cr$ 1.000, sendo que o primeiro, para arquibancada descoberta, encerrou o ano, contra o Comercial, a Cr$ 400. O clube também buscava outras fontes de recurso, como através de abertura de edital (6-10-1990) para exploração, na sede náutica, de bar no salão de jogos, na lanchonete social e na piscina.

Outra tentativa – esta não saiu do papel – foi a da Agência Central de Marketing, de André Bastelli, de produzir um disco com músicas compostas para o que ainda era um possível acesso (29-9-1990). O objetivo era fazer 3,1 mil LPs, com a Marcha do Tigre da Paulista, Trilha do Tigre, Marcha-Frevo do Tigre, Hino do Rio Branco (gravado pela orquestra), Jingle de Guerra da Torcida e a locução de gols da campanha.

Mas nem tudo foi festa em 1990. Ainda antes da estreia na Divisão Especial, o Rio Branco perdeu Décio Vitta, aos 69 anos (26-2-1990). Um dos fundadores do PDC (Partido Democrático Cristão) em Americana, Décio Vitta foi eleito vereador pela primeira vez em 1963, com 435 votos, e ocupou o cargo até 1988, quando não conseguiu se reeleger.

O Rio Branco de luto pela morte de Décio Vitta em 1990: Bugre, Jorge Luís, Gilson, Claudir, Aílton Luís e Rogério (em pé); Pedro Paulo, Silva, Pianelli, Macedo e Miel (agachados)

Ex-presidente do clube e um dos maiores entusiastas da construção do estádio – foi por anos integrante da Comissão de Obras do clube –, Vitta morreu no Hospital São Francisco quando seu coração parou de bater às 18h10 de uma segunda-feira. Deixou a esposa, Odila Pigato Vitta, e quatro filhos, além de uma série de serviços prestados ao Rio Branco, imortalizados através do batismo do estádio com seu nome.

O clube ainda teve um incêndio no estádio que irritou o conselheiro e membro da Comissão de Obras Lionello Ravera. Lá estavam as máquinas lança-pratos tiradas da sede náutica depois da desativação do tiro no local. Cerca de 40 máquinas, importadas da Itália e com comandos eletrônicos, ficaram danificadas. Elas haviam sido compradas pelo antigo Clube de Caça e Tiro nos anos 70.

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