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Almanaque do Tigre
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1992

Um novo acesso

Armindo Borelli assumiu a presidência do Rio Branco sem dinheiro em caixa. O patrimônio do clube havia aumentado com as obras no estádio e na sede náutica, além dos jogadores contratados em uma época na qual o passe do atleta ainda pertencia aos clubes, mas não havia liquidez e a dívida estava na casa dos Cr$ 130 milhões.

O ano virou e o clube ainda não havia conseguido pagar o 13º de jogadores e funcionários (4-1-1992). Os tributos e encargos sociais já haviam começado a atrasar, assim como o aluguel de casas e apartamentos de jogadores.

Pela primeira vez, falou-se em dívida com a Vicunha. O que sempre foi tratado como um patrocínio, na verdade, era em grande parte um empréstimo, assunto que voltaria à tona em reunião do Conselho Deliberativo daquele ano.

Por isso, ao assumir, Borelli foi logo falando em política pés no chão, sem grandes investimentos, para conseguir colocar a casa em ordem. Ajudou muito o fato de o Campeonato Paulista ser apenas no segundo semestre. Depois de sondar Geninho e José Galli Neto, o Rio Branco acertou o retorno de Afrânio Riul no início do ano, avisando que não faria outras contratações em janeiro, além de tentar emprestar, durante o primeiro semestre, atletas que lhe pertenciam.

A volta de Afrânio durou poucos dias e deixou uma rusga no relacionamento. Dizendo que só receberia o Monza 0 km prometido pela diretoria do Araçatuba pelo acesso se voltasse ao clube, decidiu deixar o Rio Branco (9-1-1992). O carro valia Cr$ 35 milhões e Afrânio receberia Cr$ 10 milhões de luvas do Tigre.

Lateral-direito Márcio Rocha, à época chamado apenas de Marcinho, com o barrancão do Décio Vitta completamente tomado, em 1992

Isso revoltou a diretoria. O vice-presidente de futebol, Edison Fassina, classificou a atitude de Afrânio como palhaçada. Para o clube, o técnico havia feito leilão. Decidiram então classificá-lo como persona non grata no clube, inclusive proibindo a sua entrada no estádio. A solução encontrada pelo clube foi promover Edson Machado, o Edinho, que havia sido contratado no ano anterior como técnico dos juniores e dos aspirantes, para o time profissional (17-1-1992).

A situação financeira do clube voltou a ganhar destaque no dia da votação das contas do mandato de Chico Sardelli (29-4-1992), que ganhou ares políticos na cidade porque o ex-presidente do clube seria o candidato do PSDB à sucessão do prefeito Waldemar Tebaldi. Membros da diretoria e do Conselho Fiscal na gestão de Sardelli foram ao Conselho explicar as contas. Apenas três conselheiros pediram explicações: o ex-presidente Fred Pantano, João Correa e Germano Bordon.

Pantano foi o mais incisivo. Primeiro, questionou se a Vicunha havia doado ou emprestado dinheiro. O vice financeiro de Sardelli, José Milani Filho, respondeu que a princípio pensava ser doação (como patrocínio), mas depois foi informado de que não era, ressaltando, no entanto, que a venda de Macedo cobriria esse valor, informação que foi corrigida depois nos balanços do clube. Correa então ressaltou que aquele superavit de Cr$ 315 milhões apontado em balanço evidentemente não era real e Pantano escancarou o valor da dívida com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): Cr$ 260 milhões.

Após as explicações, as contas acabaram aprovadas por unanimidade, em uma reunião com 81% de presença. Na hora da votação, apenas um conselheiro havia se ausentado da sala, o futuro presidente Oswaldo De Nadai. Os outros 47 presentes aprovaram as contas.

Em maio, Borelli deu entrevista garantindo que as contas já estavam sob controle, mas que precisava do apoio de empresários porque os gastos aumentariam com o início do Campeonato Paulista. O clube havia conseguido renovar com a Goodyear (20-3-1992) por mais um ano. A empresa passaria a ter, além de placas no estádio, o direito de estampar seu nome no uniforme de treino e viagem.

O Rio Branco conseguiu novas fontes de receita em 1992. No final do ano, após abrir concorrência para venda de cerveja no estádio e nas sedes social e náutica, anunciou (8-12-1992) que a Brahma havia feito a melhor proposta e seria a fornecedora do clube por cinco anos.

Os valores foram revelados no início do ano seguinte. Na última semana de 1992, a Brahma depositou US$ 40 mil (cerca de Cr$ 489,7 milhões, na cotação do início de janeiro de 1993) de luvas pela assinatura do contrato e pagaria mensalidade de US$ 2 mil. A Brahma também teria de colocar guarda-sol na sede náutica, no total de 15, e gastar US$ 3 mil por ano, em quatro parcelas trimestrais, na confecção de brindes com a marca conjunta Brahma-Rio Branco.

O acordo envolvia também placas de publicidade no gramado, segundo o diretor da distribuidora Brahma em Americana, Jefferson Machado, futuro presidente do União Barbarense. Segundo o vice-presidente administrativo, Francisco Rangel, a verba seria dividida entre futebol (65%) e social (35%) em 1993, mas inteiramente destinada ao futebol a partir de 1994.

Além disso, os donos de cadeira cativa também passaram a pagar taxa de manutenção em 1992. Todos que haviam pagado taxa de adesão em 1991 estavam isentos, mas quem não havia feito a adesão teria de pagar. Para o Paulistão, o clube colocou carnê à venda para os 13 jogos da 1ª fase, com direito a dois ingressos por partida, o que representava uma economia ao torcedor de 50%, além da possibilidade de concorrer a prêmios como TV e motos pela Loteria Federal, em uma campanha da federação para estimular a ida ao estádio.

Buscando aproximar o clube da comunidade, a diretoria instituiu o Projeto de Integração Comunitária. Os jogadores seguiam a pontos da cidade (o primeiro foi o ginásio do Zanaga) para tirar foto e conversar com torcedores. Nesses dias, o clube sorteava brindes. A diretoria havia feito algo semelhante quando abriu o gramado para pais e filhos (11-7-1992), com sorteio de brindes para crianças e possibilidade de pedir autógrafos e tirar fotos. Cerca de 200 pessoas foram ao estádio, o que deixou até o técnico Cilinho, contratado para o Paulistão, surpreso.

Cilinho, o responsável por iniciar o trabalho de base no Rio Branco, com as antigas cabines de imprensa do Décio Vitta ao fundo, em 1992

O futebol do Rio Branco, comandado por Fassina, Gerson da Silva e também Gilberto De Nadai, o Filé, teve duas caras novas em 1992, com a chegada do ex-centroavante Parraga (2-4-1992) para observar jogadores por todo o país em busca de reforços para o Paulistão e a contratação, a pedido de Cilinho, do supervisor Geraldo de Oliveira (23-9-1992), ex-Ponte Preta, Corinthians, Bragantino e São Paulo. A maior baixa no alto escalão de Borelli foi de José Carlos Baccan, que deixou o posto de vice-presidente de esportes amadores (6-10-1992), alegando motivos pessoais e profissionais.

Em campo, depois de passar o primeiro semestre inteiro disputando amistosos e a Copa 90 Anos da Federação Paulista de Futebol, torneio no qual não passou da 1ª fase, o Rio Branco mirava um segundo acesso em dois anos.

O clube havia subido em 1990, mas mudanças no regulamento a partir do ano seguinte ainda o deixavam em um grupo contra equipes mais fracas. Precisava urgentemente deixar aquele grupo, já que, como o tempo iria mostrar, aquela chave viraria a Série A-2 e não garantiria mais o acesso no mesmo ano.

O campeonato de 1992 dava aos seis primeiros colocados o direito de disputar o grupo mais forte (futura Série A-1) no ano seguinte. Esse era o objetivo principal, naquele ano, do Tigre, que chegou a atrair 200 torcedores a um treino (16-7-1992). Tal objetivo foi alcançado até com certa tranquilidade, na antepenúltima rodada, com o empate em casa sem gols com o XV de Piracicaba (21-10-1992). A festa, com direito a litros de chope de graça, aconteceu na rodada seguinte, quando o Tigre bateu o Novorizontino por 1 a 0.

O time chegou à última rodada ainda com chances de ficar entre os dois primeiros e disputar a 2ª fase do Paulistão. A vitória sobre o São José por 3 a 2, fora de casa, não foi o bastante, já que a Ponte Preta ficou com a segunda vaga ao bater o XV de Piracicaba por 3 a 0. Mas a missão já estava cumprida. Em números absolutos, ninguém levou menos gols que o Tigre no Paulistão de 1992: 20.

César Xavier tenta o desarme no Barão da Serra Negra, contra o XV de Piracicaba, em 30 de agosto de 1992

No fim do ano, o Rio Branco voltou a tentar sediar um grupo da Copa São Paulo de Futebol Júnior e disputá-la pela primeira vez, mas novamente foi preterido. Só teria sucesso nessa empreitada no final de 1995, para a edição do ano seguinte.

Fora de campo, o estádio seguiu merecendo atenção especial. Pela primeira vez, o clube cogitou a construção de um lance de arquibancada no barrancão, uma obra que só sairia do papel após o acesso de 2009, por exigência da federação. À época, falava-se em cinco degraus e 80 metros de extensão, para abrigar 500 torcedores.

O clube também projetou em agosto fazer a terraplanagem em área atrás das cabines de rádio, instaladas na área oposta às cativas. O objetivo era construir um Centro de Treinamento, em um projeto que previa vestiário, sanitários e dois campos no local, um com medidas oficiais e outro menor. A previsão era acabar em 1993. A obra voltou a ser assunto várias vezes nos anos seguintes, mas nunca foi feita.

O que aconteceu de fato foi o início (26-11-1992) das obras para que as cabines de rádio deixassem a estrutura metálica e voltassem para o local de origem. A obra previa 17 cabines de rádio (onde elas funcionam até hoje). No lugar das tribunas onde havia espaço para duas emissoras de TV trabalharem, seria aberto espaço para mais três, atendendo à federação, que queria cinco espaços para TVs.

As obras, que tiveram início em novembro, também previam pisos de borracha nos vestiários e área de aquecimento, grade de proteção nos túneis de acesso ao gramado, obras de drenagem, concreto na cobertura dos bancos de reservas, construção de salas atrás da cativa e muro para isolamento do estádio também na região atrás das cativas. Um mês antes do início dessas obras (25-10-1992), o Rio Branco inaugurou o sistema de som do estádio, que foi doado pela AVA (Auto Viação Americana).

O ano terminou com Borelli aceitando acumular o cargo de presidente do Rio Branco com uma das pastas mais importantes do município. Atendendo a pedido do prefeito eleito Frederico Polo Muller, que assumiria o governo no ano seguinte, Borelli foi anunciado como novo diretor de Finanças (10-12-1992).

Borelli vinha manifestando, como havia feito no início do ano, preocupação com a falta de apoio de empresas ao futebol do clube. A diretoria chegou a convidar 45 empresas para expor seus planos para o futebol em 1993 na sede social (4-12-1992), mas apenas três aceitaram o convite (Têxtil Dahruj, Toyobo e Corttex). No social, Borelli fez um balanço de seu primeiro ano comemorando o fato de que 99% dos shows promovidos pelo clube foram pagos apenas com a bilheteria do evento.

O atirador Athos Pisoni tentou, em 1992, iniciar uma campanha para dar à sede náutica o nome de Lionello Ravera, mas não teve sucesso porque o próprio Ravera fez logo questão de recusar. Ainda triste com o clube pela forma como o tiro foi desativado, ele agradeceu o amigo Pisoni pela ideia, mas deixou claro que dispensava uma eventual homenagem.

Foi em 1992 (4-4-1992) que morreu um dos maiores torcedores e apoiadores do Rio Branco. Ex-jogador e diretor do clube, Nicolino sempre se colocou à disposição por décadas para ajudar no que fosse preciso, independente de quem comandasse o clube. Foi responsável por anos por comandar a torcida do clube.

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