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1993

Um ano especial

Pela primeira vez em sua história, o Rio Branco disputou o Campeonato Paulista ao lado de todos os grandes, após conquistar a classificação no ano anterior. Foi um ano para se guardar com carinho. Primeiro pela vitória sobre o então campeão do mundo São Paulo. O Tricolor, com força máxima (e Macedo no banco), esteve em Americana no dia 9 de março e perdeu por 1 a 0, gol de Edmar. A partida marcou o recorde oficial de público do Décio Vitta, com 19.244 torcedores superlotando as arquibancadas, em uma noite de gala em Americana.

Mas não foi só isso. A três rodadas do final da 1ª fase, o Tigre ainda brigava pela classificação. Entretanto, a tabela era complicada: Marília fora, São Paulo fora e Guarani em casa. O Tigre foi ao Bento de Abreu Sampaio Vidal e venceu por 3 a 0 (2-5-1993). Depois foi ao Morumbi (7-5-1993) e bateu de novo o São Paulo, por 1 a 0, com gol de Mazinho Loyola, resultado que deixou o time a uma vitória da classificação.

Na última rodada (9-5-1993), o Tigre precisava fazer o que o Mogi Mirim fizesse contra o Corinthians. O Tigre perdia para o Guarani quando o jogo entre Mogi e Corinthians terminou, em 2 a 2. O empate então bastava para o Tigre, que conseguiu o gol salvador, novamente de Mazinho Loyola, aos 45 minutos do segundo tempo. Foi um golaço, com uma arrancada da intermediária que terminou com o jogador invadindo a área e chutando cruzado.

Ingresso do jogo com recorde oficial de público no Décio Vitta, 19.244 torcedores, na vitória sobre o campeão do mundo São Paulo por 1 a 0. O jogo estava marcado para 17 de fevereiro de 1993, mas uma excursão do São Paulo ao Chile adiou a partida para o dia 9 de março

Na 2ª fase, o Palmeiras, com um timaço, sobrou e garantiu vaga na decisão contra o Corinthians, quando sairia da fila que durava desde 1976. O Tigre foi o lanterna do grupo, mas proporcionou, em 1993, momentos de muita emoção para sua torcida. A 8ª posição no Paulistão rendeu prêmio de US$ 30,8 mil da federação. A vaga na fase semifinal rendeu prêmio de até US$ 3 mil (só Hugo recebeu esse valor) aos jogadores, proporcional ao número de jogos disputados. A boa campanha ainda fez o Palmeiras aceitar pagar os US$ 50 mil pedidos pelo Rio Branco para emprestar, por seis meses, o volante Flávio Conceição.

Em campo, o técnico Cassiá não teve vida fácil. Novato em São Paulo, não havia nem completado 40 anos de vida e teve de administrar a desconfiança geral desde o início da preparação (5-1-1993), quando teve apenas dez jogadores à disposição. Teve problemas de indisciplina com pelo menos três jogadores, Heraldo, Marcelo Fernandes e o experiente Edmar, mas sempre mostrou uma postura firme, para não perder o comando. Com menos de dois meses de clube, Edmar acabou dispensado por indisciplina.

Com o Paulistão no primeiro semestre, começando logo no início do ano, o Rio Branco precisou inverter seu calendário. Teve ajudas importantes entre o final de 1992 e o início de 1993 para viabilizar a montagem do time. Por valores não revelados, renovou com a Vicunha (13-1-1993). O clube também tinha os valores pagos pela Brahma na última semana do ano anterior e a renovação com a Goodyear (21-1-1993). A Ripasa também renovou. O clube ainda conseguiu dinheiro e reforços ao emprestar Darci ao Santos e receber um valor não revelado e os empréstimos de Camilo e Marcelo Fernandes.

Conseguiu ainda diminuir os custos com o estádio graças a um acordo com a Nitroquímica (14-1-1993), que, alegando “dívida” com Americana por concentrar na cidade 30% de suas vendas, fechou doação ao clube até 31 de dezembro de 1994 de três mil sacos de cimento e mil sacos de cal, em troca de duas placas no gramado.

No segundo semestre, o Rio Branco teve esperanças de jogar o Campeonato Brasileiro da Série B porque o presidente da federação, Eduardo José Farah, tentava junto à CBF a inclusão de 16 times do estado no campeonato, com uma fórmula regionalizada. Isso não aconteceu e o Rio Branco ficou sem calendário, o que o fez emprestar alguns de seus principais jogadores e apostar em um projeto com a volta do técnico Cilinho (23-6-1993).

O objetivo, segundo deixou claro o vice de futebol, Edison Fassina, era que o Rio Branco pudesse montar uma base que o fizesse ter jogadores próprios por dez anos. Para isso, Cilinho era o homem certo e, mesmo sem campeonato, foi contratado com salário de US$ 5 mil. Junto com ele, o preparador físico Walter Mafei chegou com salário de US$ 2 mil para substituir Fred Smania, por indicação de Cilinho. Smania havia trazido em 1993 uma novidade no clube: sessões de hidroginástica no dia seguinte aos jogos, para relaxamento. A primeira aconteceu depois do empate em 2 a 2 com o Santos (11-3-1993).

O Rio Branco reapresentou-se cinco dias depois da chegada de Cilinho (28-6-1993) e iniciou os treinos para uma série de amistosos, muitos deles contra times amadores, nos quais o técnico testou jogadores – alguns já vieram com o passe comprado, depois de observação – visando a temporada seguinte. Cilinho chegou inclusive a dirigir a equipe de juniores para observar garotos.

Pouca coisa se aproveitou e a tão sonhada base da casa não teve início como planejado. Mesmo assim, o contrato com o treinador, que terminaria no dia 31 de dezembro, foi renovado para o Paulistão seguinte, com o salário dobrado, US$ 10 mil.

O Rio Branco disputou em 1993, pela primeira vez, a final do Campeonato Paulista infantil, após eliminar a Ferroviária na semifinal com um empate sem gols e uma vitória em casa por 3 a 0. Sob o comando do técnico Zé Pulga e com a maioria dos jogadores de Americana, o Rio Branco venceu a Portuguesa no primeiro jogo da final por 1 a 0, com gol de Diogo, no Décio Vitta (27-11-1993).

Mas no segundo, no Canindé (4-12-1993), com dois ônibus de torcedores do Tigre indo a São Paulo, a Lusa devolveu o 1 a 0 e venceu por 5 a 3 nos pênaltis. O time jogou a final com Thelmis; Rogério, Alexandre (Leandro), Nenê e Júnior; Thiago (Fio), Wilton e Clébson (Anderson); Fernando, Diogo (Márcio) e Everton.

O técnico Zé Pulga na primeira final que o Rio Branco disputou de Campeonato Paulista infantil, perdendo o título nos pênaltis para a Portuguesa no Canindé, em 4 de dezembro de 1993

Em setembro, Borelli manifestou o interesse em disputar a reeleição ao término de seu segundo ano de mandato. Quatro meses antes, havia afirmado que gostaria de ver Paulo Brancatti, proprietário da AVA (Auto Viação Americana), como seu sucessor, mas os compromissos profissionais do empresário não permitiram que se levasse o assunto adiante.

No mesmo mês, o ex-diretor de futebol Minão Vitta apareceu como um possível candidato e ele mesmo admitia essa possibilidade, mas acabaria descartando-a depois (27-9-1993). No entando, deixou no ar a possibilidade de tentar o cargo máximo do clube no futuro, o que logo aconteceria.

Quem apareceu como opção a Borelli, no último dia de inscrição de chapa (4-11-1993), foi o dono da Rádio FM Notícia, Edilberto de Paula Ribeiro. Vice de marketing nos primeiros seis meses de Borelli, cargo que já havia ocupado com Chico Sardelli presidente, Edilberto registrou a chapa com dois apoios de peso, o do próprio Sardelli e o do também ex-presidente Fred Pantano.

Sardelli havia trabalhado no futebol do clube nos primeiros cinco meses de Borelli e deixado o cargo devido à sua campanha à Prefeitura de Americana. Depois de lançar Borelli a presidente, o relacionamento entre os dois já não era mais o mesmo, tanto que Sardelli decidiu apoiar Edilberto.

Borelli também havia reclamado, embora de forma sutil, da situação financeira do clube quando assumiu o lugar de Sardelli, com a dívida que tinha de administrar. Situação semelhante acontecia com ele na prefeitura. Como diretor financeiro, revelou um rombo no caixa da prefeitura de Cr$ 135 bilhões, o que gerou uma discussão via imprensa com o coordenador de planejamento do governo anterior, Gelson Ginetti. Borelli ocupou em 1993 outro cargo na prefeitura, o de diretor da empresa de economia mista Prodam (27-9-1993), responsável por contratos importantes da administração, como coleta de lixo e transporte, além de obras, entre outras coisas. A Prodam foi extinta em 1998.

Sardelli, depois da derrota para o prefeito eleito Frederico Polo Muller, para o qual Borelli trabalhava, resolveu em janeiro aceitar um cargo na federação paulista, como o presidente Eduardo José Farah havia lhe oferecido em 1991. Na véspera de assumir, ele nem sabia qual cargo ocuparia. Só soube quando tomou posse (22-1-1993) para ser o diretor administrativo e de comercialização da entidade. Não teria salário e daria expediente na federação toda quinta, das 12h às 18h.

Em meio a pesadas críticas e uma crise na arbitragem paulista, não demorou para Farah nomear Sardelli (15-4-1993) como membro da Comissão de Arbitragem da federação, ao lado dos juízes Emídio Marques Mesquita e Ilton José da Costa. Na cerimônia de posse do novo comando, na qual Sardelli não pôde comparecer, os dois juízes anunciaram veto total a entrevistas de árbitros sobre lances duvidosos e o fim da geladeira como forma de punição aos homens do apito.

Esse era o mais forte apoio que tinha Edilberto, que pregava uma maior atenção para a parte social, para ele relegada a segundo plano por Borelli. Por sua vez, o presidente falava de “interesses políticos” dentro do clube com o registro da chapa Tradição.

A eleição foi equilibrada. Com a presença de 1.244 sócios, cerca de 30% dos que tinham direito a voto – um número expressivo levando-se em conta eleições anteriores -, a chapa de Borelli, Continuação, venceu por 694 a 541 (seis votaram em branco e três, nulos). Mantida a tradição, ele só teve tempo de tirar a carteira do bolso antes de ser jogado de roupa e sapatos na piscina da sede social.

Na eleição dentro do Conselho (15-12-1993), Borelli foi aclamado pelos 52 conselheiros presentes. Candidato único, Altino Cia se manteve na presidência da Comissão de Obras e Reinaldo Bernardi derrotou Walter Bartels por 42 a 8 e foi reeleito à presidência do Conselho Deliberativo.

Borelli, que iniciaria em 1º de janeiro seu novo mandato, já tinha seus vices definidos. Francisco Carlos Rangel (marketing), Manoel Augusto Matias Moreira (administrativo), Sérgio Luiz Meneghel Silveira (financeiro), Celso Abrahão (esportes amadores), José Carlos Bertoloucci (sede náutica), José Luiz Meneghel, o Pé (social) e Gérson da Silva (futebol), que assumiu o cargo (24-11-1993) depois que Fassina decidiu deixar o clube para seguir a carreira de empresário. Ele teria o auxílio direto no futebol de Gilberto De Nadai, que seguiria no clube, e de Sérgio Meneghel.

O clube ganhou em 1993 o apoio do Politec para o handebol masculino profissional e juvenil (14-4-1993). Também teve de reformar uma das torres de iluminação depois que, no início de julho, um trator que fazia serviços na área onde a diretoria pretendia construir um Centro de Treinamento (CT), ao lado do estádio, bateu em uma dessas torres. Foi necessário retirar as luminárias para realizar a manutenção.

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