Skip to content
Almanaque do Tigre
Menu
  • Início
  • História
    • Anos 1910
    • Anos 1920
    • Anos 1930
    • Anos 1940
    • Anos 1950
    • Anos 1960 e 1970
    • Anos 1980
      • 1980
      • 1981
      • 1982
      • 1983
      • 1984
      • 1985
      • 1986
      • 1987
      • 1988
      • 1989
    • Anos 1990
      • 1990
      • 1991
      • 1992
      • 1993
      • 1994
      • 1995
      • 1996
      • 1997
      • 1998
      • 1999
    • Anos 2000
      • 2000
      • 2001
      • 2002
      • 2003
      • 2004
      • 2005
      • 2006
      • 2007
      • 2008
      • 2009
    • Anos 2010
      • 2010
      • 2011
      • 2012
      • 2013
      • 2014
      • 2015
      • 2016
      • 2017
      • 2018
      • 2019
    • Anos 2020
      • 2020
      • 2021
      • 2022
      • 2023
      • 2024
      • 2025
  • Almanaque do Tigre
    • Todos os jogadores
    • Todos os técnicos
    • Retrospectos
    • Temporadas
  • Memorabilia
Menu

1998

Revelações salvam o ano

A dependência cada vez maior da venda de jogadores para sustentar o futebol do clube ficou escancarada em 1998. As cotas da federação eram importantes (elas dobraram em relação a 1997, passando a R$ 50 mil por jogo para os clubes menores), porém o mais importante era conseguir vender jogadores. Tanto que foi uma venda que garantiu o clube no Brasileiro da Série C no segundo semestre.

O presidente Minão Vitta, já em abril, falava em não disputar a Série C por falta de recursos – o clube estimava em R$ 150 mil mensais os custos no segundo semestre. Tentando ajudar, por inciativa do vereador Matias Mariano, um grupo de seis vereadores reuniu -se com Minão (28-5-1998). Na pauta, estava a possibilidade de apresentar um projeto para adicionar taxa facultativa na conta de água a ser revertida para o clube, como a Prefeitura de Piracicaba fazia com o XV, mas a iniciativa não vingou. Poucos dias antes (14-5-1998), Minão havia dispensado toda a comissão técnica diante da indefinição em relação ao segundo semestre.

Sandro Hiroshi e Marcos Senna no final dos anos 90, após treino, e em um reencontro no Décio Vitta, em 4 de julho de 2012
Sandro Hiroshi e Marcos Senna no final dos anos 90, após treino, e em um reencontro no Décio Vitta, em 4 de julho de 2012

A diretoria só confirmou participação na Série C quando o São Paulo comprou os 50% do passe de Marcelinho que ainda pertenciam ao Rio Branco (2-7-1998). O pagamento de R$ 1 milhão, em dez parcelas de R$ 100 mil, fez Minão confirmar, no mesmo dia, o time na Série C e anunciar a volta de Lula Pereira, que havia deixado o clube ao fim do Paulistão para treinar o Ceará nas finais do estadual.

Lula foi o primeiro técnico do Rio Branco, depois do acesso de 1990, a comandar o time na temporada inteira. Contratado em novembro de 1997, ele desta vez foi o responsável pela montagem do time, diferente de sua curta passagem no final de 1995, encerrada precocemente justamente por não concordar com as contratações. Desta vez, Lula indicou 11 dos 13 reforços que chegaram no início do ano.

Após pré-temporada em Jacutinga, o time fez uma grande 1ª fase de Campeonato Paulista, que não teve a presença dos grandes. O time fechou o primeiro turno como único invicto após cinco jogos. No returno, enfrentou o Guarani na última rodada e venceu por 2 a 0 (1-3-1998), fechando a fase na 1ª posição de seu grupo e garantindo um prêmio de R$ 200 mil prometido pela federação.

A diretoria dividiu o valor entre os jogadores, descontando apenas os bichos já pagos (R$ 100 a cada jogador por ponto conquistado), o que somava cerca de R$ 50 mil. Entre os dois grupos – 12 clubes –, o Rio Branco ficou atrás apenas de Ituano e São José. A boa campanha não se repetiu na fase seguinte, com o Tigre sendo goleado por Santos, São Paulo (duas vezes) e Portuguesa.

Ronaldão não conseguiu parar Narcízio, em 14 de março de 1998, e o atacante fez os gols da vitória por 2 a 1 sobre o Santos

O outro jogo contra a Lusa, um empate em 2 a 2 no Décio Vitta (8-3-1998), ficou marcado naquela campanha, não pelo resultado, mas pelos gestos obscenos do árbitro Oscar Roberto Godoi à torcida ao final do primeiro tempo. Ao descer para o vestiário, mostrou o dedo do meio para a torcida, que estava irritada com sua atuação.

Ainda no intervalo, dentro do estádio, o torcedor Luís Gabriel Sacilotto registrou um boletim de ocorrência (existia uma base móvel da Polícia Militar nos jogos do Paulistão) contra o árbitro. Sacilotto estava no estádio com dois irmãos e dois filhos, um deles, Pituco, futuro jogador do clube. No dia seguinte, Godoi, que marcou dois pênaltis para a Portuguesa no jogo, foi suspenso preventivamente pela federação e pediu desculpas à torcida em um programa da rádio FM Notícia. Disse que fez o gesto para protestar contra ofensas de torcedores, que atingiram sua honra. O TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) depois o multaria em R$ 5 mil (26-3-1998), sem punição de afastamento.

O episódio levou à saída do diretor de futebol Ivânio Particelli, o Gibi (17-3-1998). Conselheiro do clube, ele ocupava o cargo desde o Paulistão de 1997 e se desentendeu com Minão após o jogo. Disse que foi ofendido pelo presidente quando pediu que o representante da federação levasse, junto ao relatório da partida, o boletim de ocorrência. Minão não gostou e os dois discutiram. O presidente temia que o clube fosse prejudicado no repasse da cota da federação. A Justiça Pública moveu uma ação contra o juiz, que foi condenado, em 2000, a 17 dias de prisão em regime semiaberto, revertidos em R$ 1,5 mil (dez salários mínimos) a serem pagos a uma entidade assistencial da cidade.

Presidente por dois mandatos nos anos 90, Minão Vitta, filho de Décio Vitta

Com Lula de volta para a Série C, o Rio Branco fez uma de suas melhores campanhas na competição. Após a 1ª fase, deixou para trás, nos mata-matas, Villa Nova-MG e XV de Novembro-RS, parando apenas nas quartas, diante do São Caetano, em um jogo com entrada gratuita que superlotou o Décio Vitta (8-11-1998). Para enfrentar o XV gaúcho, o Rio Branco viajou de avião, algo raro na história do clube.

O Tigre jogou boa parte da Série C com o patrocínio do Ponto Frio sem que recebesse por isso. Em agosto, tanto Ponto Frio quanto Kanxa, fornecedora de material esportivo, decidiram não renovar contrato. O estoque que o clube tinha de uniformes da Kanxa, com o patrocínio do Ponto Frio, era suficiente para jogar a Série C e com eles o time foi a campo.

Seguindo os passos de Sandro Hiroshi e Anailson, outros garotos da base foram convocados (17-2-1998), pelo técnico Carlos César, para a seleção brasileira sub-17, casos do lateral-direito Caio e do meia Bruno, ambos do juvenil. Eles defenderam o Brasil contra Inglaterra (0 a 0) e Middlesbrough (2 a 1). Na seleção principal, a primeira convocação de Vanderlei Luxemburgo como treinador (4-8-1998) teve duas revelações da base do Tigre: Marcos Assunção, então no Flamengo, e Alexandre, do São Paulo.

O Rio Branco abriu os portões para a torcida contra o São Caetano, em 8 de novembro de 1998, e faltou pouco para chegar ao quadrangular final da Série C

Se a venda de Marcelinho Paraíba garantiu o Rio Branco na Série C de 1998, no fim do ano, foi a venda de Mineiro que ajudou a pagar as contas do ano seguinte. Com o passe avaliado em R$ 1,5 milhão, o volante foi vendido à Ponte Preta (21-12-1998), onde atuava emprestado, por R$ 600 mil, em oito parcelas de R$ 75 mil. Os ex-dirigentes do Tigre Gilberto De Nadai e Edison Fassina eram os empresários e procuradores de Mineiro.

O clube deu adeus, no final da temporada, a Guilherme Streicher Junior, que morreu aos 80 anos (28-10-1998). Presidente do Tigre entre 1966 a 1968, idealizou, em sua gestão, o movimento “O Tigre voltará”, pelo retorno do futebol profissional ao clube. Em seu mandato, o clube vendeu títulos patrimoniais para ajudar nas obras de construção do Estádio Décio Vitta.

Ainda em 1998, o clube lançou a primeira versão de seu site, em outubro; começou a discutir em julho as alternativas para virar um clube-empresa, como determinava a Lei Pelé; e cedeu o Décio Vitta para o União Barbarense enfrentar a Ponte Preta pela Série A-2, com o ex-riobranquense Gilson Batata marcando o gol barbarense no empate em 1 a 1.

Um solitário torcedor acompanha atentamente Rio Branco x Santo André em 27 de setembro de 1998, pela Série C

Posts Recentes

  • Nova matéria
  • Hello world!

Comentários Recentes

  1. A WordPress Commenter em Hello world!

Arquivos

  • junho 2025
  • maio 2025

Categorias

  • Memorabilia
  • Uncategorized
©2026 Almanaque do Tigre | Design: Newspaperly WordPress Theme