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1999

Celeiro de vendas

O Corinthians levou Marcos Senna. O Palmeiras contratou Pena. E o São Paulo ficou com Sandro Hiroshi. O ano de 1999 ficou marcado, na história do Rio Branco, como aquele no qual o clube mais conseguiu arrecadar dinheiro com a venda de jogadores. Os três fizeram um grande primeiro semestre e despertaram o interesse do trio de ferro. Com 16 gols, Sandro foi o artilheiro do Campeonato Paulista se somada a 1ª fase, que não teve a participação dos grandes.

Por Marcos Senna, o Corinthians pagou US$ 1,5 milhão. Pena foi negociado com a Parmalat, parceira do Palmeiras, por R$ 700 mil. E o São Paulo fechou a compra de Sandro Hiroshi por US$ 2,3 milhões. Por adulteração de idade, Sandro acabou suspenso naquele mesmo ano por seis meses, o que levou Rio Branco e São Paulo a acordarem uma redução de US$ 200 mil no valor do negócio. Quando Minão Vitta deixou a presidência no fim do ano, garantiu que o clube tinha R$ 2 milhões aplicados e R$ 2,5 milhões a receber.

Sandro Hiroshi fez dois no goleiro Ronaldo na vitória sobre a Internacional por 3 a 0 em 13 de fevereiro de 1999
Marcos Senna comemora gol nos 3 a 0 sobre a Internacional em 13 de fevereiro de 1999

Mas, no início do ano, não havia essa fartura e o clube decidiu, também atendendo a pedido do técnico Lula Pereira, não fazer pré-temporada em Jacutinga, o que representava uma economia de R$ 20 mil. Além disso, Lula queria treinar no Décio Vitta após as obras de nivelamento do gramado feitas pela federação.

Antes do início da temporada, o Décio Vitta passou por outra mudança. Na vistoria feita pela Polícia Militar (7-1-1999), sob o comando do capitão Luiz Antonio Crivelari, ficou determinada a volta do banco de reservas visitante para a frente da cativa. O clube havia, no ano anterior, levado o banco para trás da linha de fundo, o que o deixava mais próximo da torcida.

Apesar do início ruim, foi uma caminhada tranquila na 1ª fase, ainda sem a presença dos grandes. O Tigre fez uma 2ª fase razoável, com destaque para a goleada de 7 a 1 sobre o Mogi Mirim (24-3-1999), a maior da história do clube na 1ª Divisão do Campeonato Paulista.

Pena cabeceia e comemora o segundo gol do Rio Branco nos 3 a 0 sobre o Ituano em 7 de fevereiro de 1999
Pena cabeceia e comemora o segundo gol do Rio Branco nos 3 a 0 sobre o Ituano em 7 de fevereiro de 1999

Diante da indefinição por parte da CBF de como seria a Série C, Minão decidiu que não jogaria o torneio (8-7-1999). No segundo semestre, o clube resolveu (8-9-1999) disputar a recém-criada Copa Estado, com a base que havia feito uma campanha ruim no Campeonato Paulista de Juniores. Mais um garoto do clube foi convocado para a seleção brasileira, o lateral-direito Gustavo, 15, chamado para a sub-16 que jogaria um Mundialito no Rio de Janeiro.

O clube acertou, durante o Paulistão, o patrocínio da agência de publicidade Lowe Loducca, do empresário Celso Loducca. O acordo (2-3-1999) aconteceu graças à Octagon Koch Tavares, empresa de marketing esportivo ligada à Lowe Loducca que buscava patrocinadores para o clube. Em julho, após o Paulistão, Loducca revelou que investiu R$ 100 mil no clube e calculava o retorno em R$ 1,6 milhão em exposição de marca, levando em conta o quanto teria gasto em mídia para ter a mesma visibilidade.

O último ano de Minão Vitta à frente do clube foi agitado politicamente. Nomes para a sua sucessão apareciam já no início do ano. Em janeiro, Mário Antonucci chegou a se declarar candidato, o que depois não se concretizaria. No mês seguinte, a sede náutica ensaiou lançar Carlos Alberto Frezzarin, que já havia sido seu diretor no mandato de Borelli. Na sede náutica, existia um movimento contra o grupo de Minão porque alguns consideravam que o presidente não dava a devida atenção ao local. Outra liderança da sede náutica que começou a aparecer foi José Carlos Pereira, o Carlinhos Folha.

Três chapas acabaram sendo registradas, algo incomum na história de um clube que havia visto presidentes serem eleitos por aclamação, sem concorrentes, em eleições anteriores. A chapa Rio Branco Novo Milênio, da situação, era encabeçada pelo economista Sérgio Meneghel e tinha como principal rival a Rio Branco 2000, liderada pelo contabilista e ex-presidente do clube Fred Pantano. Correndo por fora, vinha a chapa do advogado e contabilista Sérgio Sega.

A invencibilidade de 15 jogos no Paulistão de 1999 do São Paulo chegou ao fim em 30 de maio. Marcos Senna dribla Bordon
A invencibilidade de 15 jogos no Paulistão de 1999 do São Paulo chegou ao fim em 30 de maio. Souza passa pela marcação de Gilmar Lima
A invencibilidade de 15 jogos no Paulistão de 1999 do São Paulo chegou ao fim em 30 de maio. Marcelinho passa pela marcação de Charles

A assembleia de sócios (27-11-1999) mostrou como o clube estava dividido. Com 2,3 mil sócios com direito a voto, a chapa de Pantano venceu a eleição em uma disputa apertadíssima. A chapa do ex-presidente teve 475 votos, apenas dez a mais que a de Sérgio Meneghel. Sega teve 74 votos.

Tradicionalmente, da chapa de conselheiros que vencia a eleição junto aos sócios, saía o presidente da diretoria. Porém, após a derrota, tanto Sega quanto Meneghel diziam que tentariam a eleição no Conselho, o que fez Pantano, ao sair da piscina, na qual foi jogado de roupa e tudo pela comemoração da vitória, chamar os rivais de imorais por não estarem respeitando o desejo do associado. Meneghel justificou sua posição por considerar o resultado um empate técnico.

De fato, houve disputa também no Conselho Deliberativo (2-12-1999). O clima quente fez o presidente do Conselho, Reinaldo Bernardi, chamar seguranças para a reunião, o que deixou um dos mais antigos conselheiros do clube, Ruiter Batistuzzi, indignado. Para Bernardi, era melhor pecar pelo excesso do que pela omissão.

Meneghel tentou de novo, e perdeu de novo. Teve 38 votos no Conselho, contra 43 de Pantano. Sega recuou e nem esteve na reunião. Também houve disputa acirrada para a presidência do Conselho, com o radialista Walter Carlos Bartels derrotando Bernardi por 43 a 34. Oswaldo De Nadai, que depois seria presidente do clube, foi aclamado para comandar a Comissão de Obras.

As disputas internas no clube haviam começado meses antes, depois que o Rio Branco, para se adequar à Lei Pelé, homologou, em reunião do Conselho que teve 55 dos 84 conselheiros do clube, a criação da empresa Rio Branco Futebol Clube S/A (31-8-1999). O Rio Branco Esporte Clube era dono de 100% do capital da empresa e o objetivo era negociar percentuais com parceiros – uma auditoria seria contratada para definir o valor do capital do futebol da empresa.

Uma comissão executiva foi nomeada, com mandato até 31 de dezembro. Além do presidente Minão Vitta, faziam parte Reinaldo Bernardi, Erich Hetzl Júnior, Mário Antonucci, Plácido Von Ah, Lourival Arbix, José Antonio Franzin, José Andreeta, Fred Pantano e Sérgio Meneghel. A comissão passaria a ter apenas cinco membros quando os primeiros parceiros chegassem.

Entre o médico Renato Sega e o massagista Denilson Gazola, Alexandre Dorta deixa o campo machucado em jogo contra o União Barbarense, em 24 de janeiro de 1999

O cargo de comandante da S/A, responsável por todas as decisões relacionadas ao futebol, passou a ter tanta importância quanto o de presidente da diretoria. Na manga, o presidente Minão Vitta tinha um trunfo para tentar controlar a S/A.

A CIE (Companhia Internacional de Entretenimento), do México, em parceria com a Octagon Koch Tavares, tinha apresentado uma carta de intenções ao clube. Segundo o diretor-executivo do consórcio das duas empresas, Fernando Silva, CEI e Octagon estavam criando uma empresa de gerenciamento de futebol para trazer investidores do exterior, e o Rio Branco estaria inserido nesse projeto. A intenção era ter 50% da S/A do Rio Branco, mas só negociariam se Minão comandasse o futebol.

A divulgação dessa exigência irritou os candidatos de oposição. Diziam que Minão usava isso para pressionar os conselheiros para que seu grupo fosse mantido no comando do futebol. Em entrevista para O Liberal, nos últimos dias de seu mandato, Minão negou que usara isso para seguir no comando do futebol, reclamou de uso político do clube e disse que o Rio Branco havia perdido a chance de deixar de ser um clube pequeno para ser um médio.

Tentando se manter no comando do futebol, Minão articulou a candidatura de José Antonio Franzin a presidente da S/A. Lançou o nome do diretor jurídico do clube na reunião que definiria o mandatário do futebol (20-10-1999).

Comandante da comissão instituída pelo clube para estudos sobre a Lei Pelé, o conselheiro Lourival Arbix vetou a candidatura de Franzin e irritou Minão. A alegação era de que Franzin não poderia acumular o cargo de diretor jurídico com o de presidente da S/A e que não haveria tempo hábil na reunião para que um pedido de renúncia de Franzin fosse avaliado e ele pudesse concorrer. O ex-presidente Armindo Borelli não teve então dificuldades para vencer Artur Martins por 49 a 14.

Sem precisar nomear um vice de futebol, devido à criação da S/A, o eleito Fred Pantano apresentou seu primeiro escalão (28-12-1999), com os vices Celso Luiz Santini (administrativo), Clodoaldo Tognetta (financeiro), Tomaso Sardelli (social), Paulo José Quaino (patrimônio) e José Carlos Pereira (esportes). Também nomeou como seus assessores os conselheiros Edson José Bassette, Edilberto de Paula Ribeiro e Erich Hetzl Júnior. A Lion Comunicação foi anunciada como responsável pelo marketing do clube.

As discussões sobre o que fazer com a sede social seguiram em 1999. Segundo Mário Biela, funcionário do setor administrativo, a arrecadação dos 3,2 mil sócios pagantes (9 mil associados no total) era suficiente para bancar os custos de manutenção do local, mas, em cinco anos, o clube havia perdido 5 mil associados, o que acendeu mais um sinal de alerta. Uma comissão foi nomeada para realizar estudos. A sede era avaliada à época em R$ 3,5 milhões. Em 1999, morreu o contabilista Durval Pântano Júnior (21-4-1999), aos 57 anos. Ex-diretor do Rio Branco, havia sido também dirigente do Sete de Setembro e da Liga Americanense de Futebol (LAF). Ele estava internado no Hospital Vera Cruz, em Campinas.

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