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2001

Faltou muito pouco

O relógio marcava 43 do 2º tempo quando o goleiro Alexandre cometeu falta em Marcus Vinícius na entrada da área e foi expulso. Como a Ponte Preta já havia feito todas as substituições, o meia Dionísio vestiu as luvas. Um gol àquela altura significava empatar o jogo em 2 a 2 e garantir uma inédita classificação à semifinal do Campeonato Paulista. Na cobrança, o melhor cobrador de faltas do time, o meia Rafa. Mas passou por cima da trave a chance de classificação entre os quatro primeiros, em um campeonato no qual o Rio Branco chegou a liderar.

Sob o comando de Zé Teodoro, o Rio Branco preparou-se em Serra Negra para um início de campeonato que prometia muitas dificuldades, com Corinthians e São Paulo como rivais nas duas primeiras rodadas. Um empate em 3 a 3 contra o Corinthians, com vitória nos pênaltis por 2 a 1 (21-1-2001), e uma vitória sobre o São Paulo por 2 a 1 (28-1-2001) mostraram que o Tigre chegava forte na competição.

Nos acréscimos do 2º tempo, Rafa marca de pênalti e o Rio Branco vira sobre o São Paulo em 28 de janeiro de 2001 em dia de estádio lotado
Nos acréscimos do 2º tempo, Rafa marca de pênalti e o Rio Branco vira sobre o São Paulo em 28 de janeiro de 2001 em dia de estádio lotado

Se a tabela começava com duas provas de fogo, o Tigre acabou se aproveitando do regulamento daquele ano, que previa disputa por pênaltis e um ponto extra para o vencedor. Foram três pontos conquistados dessa maneira, em cinco decisões de pênalti, com Gustavo defendendo cobranças.

E foi brigando lá em cima durante todo o campeonato que o Rio Branco chegou à última rodada precisando de um empate com gols diante da Ponte (empate sem gols dava um ponto apenas a quem vencesse nos pênaltis). Além da eliminação, a derrota para a Ponte no Décio Vitta tirou dos jogadores uma premiação que beirava os R$ 10 mil para cada.

Depois do Paulistão, o Rio Branco voltou a sonhar em disputar o Brasileiro da Série B, mas não figurou na lista dos 28 clubes anunciada pela CBF (21-5-2001). Também não apareceu em outra lista (26-6-2001), a dos nove clubes paulistas que iriam disputar o Torneio Rio-São Paulo do ano seguinte e que, por isso, não jogariam o estadual. Cogitou ir à Justiça, já que havia sido o sexto melhor do Paulistão de 2001, mas se conformou em jogar o estadual do ano seguinte sem a presença dos grandes.

Sequência de um dos dois gols de Anailson nos 5 a 1 sobre a Matonense, em 11 de fevereiro de 2001
Sequência de um dos dois gols de Anailson nos 5 a 1 sobre a Matonense, em 11 de fevereiro de 2001
Sequência de um dos dois gols de Anailson nos 5 a 1 sobre a Matonense, em 11 de fevereiro de 2001
Sequência de um dos dois gols de Anailson nos 5 a 1 sobre a Matonense, em 11 de fevereiro de 2001

Com a Série C pela frente, e gastos estimados em R$ 400 mil para jogar o torneio, o clube apostou no técnico Renê Santana (4-6-2001), filho de Telê Santana. Após uma série de jogos-treino e nenhuma partida oficial, a diretoria anunciou sua dispensa alegando baixo rendimento da equipe (25-8-2001). Mas, segundo Renê, foi ele quem pediu para sair. O motivo? O ambiente estava muito tenso no clube em relação à sucessão de Fred Pantano.

Edu Marangon assumiu e o time caiu ainda na 1ª fase da Série C. As atenções do clube estavam bem longe dos gramados, diante de uma das mais acirradas disputas eleitorais de sua história, com troca de farpas e acusações entre os candidatos.

O cenário eleitoral começou a se desenhar muito antes. No início do ano, em janeiro, Pantano estudava mandar ao Conselho Deliberativo uma proposta para transformar a empresa, que teoricamente era a responsável pelo futebol do clube, de Sociedade Anônima para Limitada. Isso, dizia ele, reduziria os custos, mas só iria para avaliação do Conselho se ele conseguisse fechar uma parceria com a Magnum.

A parceria não veio, a mudança também não e a presidência da S/A, nas mãos de Edson Bassette, era cargo decorativo no clube, pois quem mandava no futebol era Pantano, com Celso Abrahão abaixo dele. Após o Paulistão, o presidente nomeou (3-5-2001) seu vice administrativo, Celso Santini, para acumular o cargo de diretor de futebol e fazer a ligação entre profissional e amador.

Torcida do União Barbarense deixa o Décio Vitta ainda durante a derrota para o Rio Branco por 2 a 0, em 8 de abril de 2001
Torcedores do Tigre esperam jogador atirar a camisa após a vitória por 2 a 0 sobre o União Barbarense, em 8 de abril de 2001

No mesmo dia, Ary Cia deixou o cargo que ocupava na diretoria de futebol por não concordar com a nomeação e ainda saiu atirando. Chamou Pantano de ganancioso por liberar o atacante Reinaldo durante o Paulistão e disse que o presidente nada entendia de futebol. Pantano não respondeu.

Não demorou e Pantano demitiu seu vice de esportes amadores, José Carlos Pereira, o Carlinhos Folha (23-7-2001), dizendo que ele não estava seguindo suas determinações. A decisão fez com que Tomaso Sardelli, vice social, pedisse demissão. Tomaso e Folha eram nomes fortes entre os frequentadores da sede náutica e, ao lado de Francisco Sérgio de Barros, o Fran, anunciaram que teriam chapa própria na eleição (25-8-2001).

O conselheiro Oswaldo De Nadai, outro nome da oposição, mas ligado a outro grupo, já era cogitado para liderar uma chapa desde o início de junho, o que acabou se confirmando oficialmente com o registro da Rio Branco Unido e Forte (22-10-2001), quatro dias depois de Pantano lançar sua candidatura com a chapa Bola pra Frente (18-10-2001).

A eleição colocava então, frente a frente, o presidente, Pantano; uma chapa com força junto ao associado, Ética no Rio Branco, com Tomaso encabeçando; e outra com apoios de peso dentro do Conselho, como Sérgio Meneghel e Armindo Borelli, liderada por De Nadai.

Alegando que não poderia esperar até a eleição, Pantano iniciou a montagem da equipe para 2002 anunciando o retorno de Zé Teodoro, com contrato de dois anos (3-11-2001). Faltavam apenas 12 dias para a eleição, o que gerou críticas de seus adversários.

Grupo reunido antes dos pênaltis contra a Internacional, em 22 de abril de 2001
Goleiro Gustavo em ação nas cobranças de pênalti. Tigre venceu a Internacional nas penalidades, em 22 de abril de 2001, e ficou perto da vaga

Quatro dias antes da eleição (13-11-2001), o Conselho viveu uma noite tensa com o veto de uma proposta de Borelli para que o presidente do clube fosse obrigado a consultar uma comissão de seis conselheiros antes de fechar qualquer negociação superior a 2,5 mil mensalidades (à época, R$ 112.500). Foram 53 votos a favor, três a menos do que o necessário para aprovação, o que irritou Borelli.

Votaram contra Carlinhos Folha, Tomaso Sardelli, Gilson Molina, Gilberto Gioya, Carlos Alberto Frezzarin e Antônio Anselmo Afonso Marques, o Taborda. Segundo Folha, isso travaria o clube se os conselheiros da comissão fossem da oposição. O clima quente seguiu com acusações de todos os lados (15-11-2001) e Tomaso chamando seus rivais de “enganador” (Pantano) e “paraquedista” (De Nadai).

As chapas tinham 63 nomes e a vencedora indicaria 21 deles para renovar parte do Conselho Deliberativo antes da eleição à presidência da diretoria. Eram 2.905 sócios com direito a voto, que precisavam estar com a mensalidade de novembro quitada para poder participar. Com 480 votos, a chapa liderada por De Nadai venceu (17-11-2001) as de Tomaso (354 votos) e Pantano (311). Três votos foram nulos.

Prevendo a derrota, Pantano deixou o clube antes do início da apuração. “Me preocupa a vitória desse grupo, já que suas intenções políticas são claras”, afirmou, no dia seguinte, dizendo que seguiria montando o time até o final do ano e que não discutiria o assunto com ninguém da chapa vencedora. Cogitou até conversar com Tomaso para unir forças para a eleição no Conselho, lançando um nome para concorrer com De Nadai assim como haviam feito contra ele dois anos antes, ideia logo rechaçada pelo irmão de Chico Sardelli.

Uma tarde de festa e sofrimento contra a Ponte Preta em 28 de abril de 2001, quando o Tigre ficou a apenas um ponto das semifinais no Paulistão
Uma tarde de festa e sofrimento contra a Ponte Preta em 28 de abril de 2001, quando o Tigre ficou a apenas um ponto das semifinais no Paulistão
Uma tarde de festa e sofrimento contra a Ponte Preta em 28 de abril de 2001, quando o Tigre ficou a apenas um ponto das semifinais no Paulistão
A Ponte terminou o jogo decisivo para o Rio Branco com um jogador de linha, Dionísio, no gol
Jogadores sentam no gramado após eliminação no Paulistão
Alexandre Chagas deixa o campo chorando ao lado de Silas após a vaga nas semifinais escapar entre os dedos
Polícia protege a arbitragem para deixar o gramado após a eliminação diante da Ponte Preta

Entre as eleições de chapas e de presidente, o Rio Branco fechou a maior venda de sua história (22-11-2001). Depois de pagar R$ 400 mil pelo empréstimo de Anailson, o São Caetano fechou a compra do atacante do Rio Branco por mais R$ 5,2 milhões.

Um novo nome surgiu para enfrentar De Nadai no Conselho. Sem consenso de apoios entre Tomaso e Pantano, membros das duas chapas chegaram a procurar o ex-diretor do clube e médico Laércio Botasso para que lançasse sua candidatura. Após a recusa, apostaram no ex-vereador Paulo Belizário, empresário têxtil e conselheiro nato que não havia integrado chapa alguma na assembleia de sócios. Pensou um pouco e aceitou, chegando a calcular (29-11-2001) que tinha 36 dos 84 votos e precisava conseguir mais alguns para ser eleito.

A eleição no Conselho não teve a presença da imprensa por decisão do presidente do órgão, Walter Bartels. Ele havia vetado jornalistas desde a revelação que surgiu, em outra reunião do Conselho (8-5-2001), de que o clube havia trocado um cheque de US$ 50 mil, referente à venda de Sinha, com um doleiro, negócio irregular por não ter passado pelo Banco Central.

As contas de Belizário não se confirmaram na eleição. Com todos os conselheiros presentes (4-12-2001), De Nadai o derrotou por 56 a 25, com um branco e uma abstenção. A vitória foi completa, pois o grupo também fez a presidência do Conselho, com Reinaldo Bernardi voltando ao cargo após derrotar Bassette por 46 a 36.

Pantano e Santini sofreram outra derrota. Tentaram a eleição para o Conselho Fiscal, mas com 31 e 27 votos, respectivamente, ficaram fora. Foram eleitos Natal Gobbo (53 votos), Roque Pereira (61) e Wilson Aparecido Camargo (47). Altino Cia foi aclamado para voltar à presidência da Comissão de Obras.

Aos 48 anos, De Nadai assumiria o clube no dia 1º de janeiro de 2002 e já tinha seu primeiro escalão definido: Claudine Cometti, o Nei Cometti (social), Sergio Sega (financeiro), Jair Camargo, o Jair Bala (futebol amador), Sérgio Meneghel (administrativo) e Armindo Borelli (futebol), este com os apoios de Mário Antonucci e Ary Cia.

A transição foi problemática. Santini reuniu-se com De Nadai (6-12-2001) e deixou claro que as conversas ocorreriam apenas com o futuro presidente, que, no dia seguinte, recusou a oferta e falou que esperaria o grupo de Pantano deixar o clube no dia 31 de dezembro para ele entrar. As trocas de acusações fizeram Santini revelar o quanto o clube havia gastado no futebol em 2001, até setembro: R$ 3.564.114,41.

Protesto da torcida com faixa de cabeça para baixo na Série C de 2001, contra o Ituano, no dia 10 de outubro

Antes de sair, Pantano demitiu do comando do futebol Celso Abrahão (20-12-2001), que não se entendia com Borelli e sabia que não continuaria em 2002, o que gerou críticas de De Nadai, para quem o gerente deveria pedir demissão para evitar gastos extras ao clube. Segundo Santini, era injusto fazer isso com Abrahão porque ele havia abandonado seu emprego na Inter de Limeira para assumir o Rio Branco.

De Nadai teria pela frente um clube que receberia um bom dinheiro pela venda de Anailson, mas que teria de enfrentar uma nova realidade para a qual não havia se preparado. A lei que acabava com o passe havia entrado em vigor (26-3-2001) e, com ela, chegava ao fim a principal fonte de receita do clube nos anos anteriores.

Ao final do contrato, os jogadores estavam livres. O Rio Branco tinha, quando a lei foi sancionada, 12 jogadores profissionais com contrato até o final de 2005. Eram eles Gustavo, André Nunes, Tiago, Luiz Carlos, Gilmar Lima, Hugo, Rafa, Wilton, Da Silva, Marcinho, Eduardo Ratinho e Anailson, este vendido no final do ano.

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