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2002

Brigando pelo título

A turbulência política de 2001 ecoou na temporada seguinte, quando o Rio Branco teve pela frente um Campeonato Paulista esvaziado, com apenas 12 participantes e sem a presença de nove clubes – entre eles os quatro grandes – que foram disputar o Torneio Rio-São Paulo. A nova diretoria manteve Zé Teodoro, contratado por Fred Pantano por dois anos no final de 2001, mas deixou vazar detalhes do acordo.

O ex-lateral-direito tinha salário de R$ 5 mil em carteira e recebia mais R$ 20 mil em direitos de imagem, valor que pularia para R$ 30 mil no segundo ano. Tinha outros benefícios, como aluguel pago e passagens de avião, além de uma multa rescisória de 50% do valor de direitos de imagem que teria a receber até 31 de dezembro de 2002. O assunto chegou ao Conselho Deliberativo e a exposição chateou Zé Teodoro, que aceitava rediscutir itens do contrato.

Tiago e Paulão esperam cruzamento na área contra o Juventus, na Rua Javari, em 17 de fevereiro de 2002

O clima já não estava bom desde o início do ano. Logo no começo do Paulistão, após pré-temporada em Jacutinga, Borelli fez críticas a jogadores, citando nomes, como o de Wilton Goiano. Em defesa do jogador, Zé Teodoro deixava claro que o problema era político, lembrando que o atacante havia sido contratado pela diretoria anterior. Dizia que aceitava críticas, mas que ninguém iria interferir na escalação.

Zé Teodoro acabou caindo logo (21-3-2002), junto ao seu auxiliar Gilson Jader. Nicanor de Carvalho chegou no mesmo dia e dirigiu o time até o fim do campeonato. O time, que vinha oscilando, melhorou e acabou entrando na briga pelo título, mas as chances tornaram-se remotas após uma derrota em Itu para o Ituano por 2 a 1 (28-4-2002), em um jogo com arbitragem de Wilson Luiz Seneme que até hoje é lamentada no clube.

Uma vitória deixaria o Rio Branco com os mesmos 31 pontos de Ituano, Mogi Mirim e Juventus, no topo da tabela. Aos 8 minutos, alegando toque de mão de Alberto, Seneme anulou gol do Rio Branco, que ainda teve mais um gol anulado na partida e um impedimento duvidoso em lance que poderia ter acabado em gol.

A diretoria chegou a cogitar colocar uma placa de campeão moral no estádio, mas logo desistiu. O Ituano ficou com o título, três pontos à frente do terceiro colocado Rio Branco, que havia prometido prêmio de R$ 10 mil para cada jogador em caso de conquista.

O Rio Branco disputou o Campeonato Paulista com um novo diretor de futebol, Jairo Bertiê, que assumiu (31-1-2002) para trabalhar ao lado do também diretor Mário Antonucci e do supervisor Juraci Catarino, todos abaixo de Borelli. O clube também teve novo uniforme na competição, da Lambra, com um Tigre no peito.

Igor tenta o cruzamento na vitória sobre o União Barbarense em 12 de maio de 2002

Por questões financeiras, o Rio Branco cogitou não jogar a Série C no segundo semestre. E se jogasse, Borelli defendia que a Série C teria de ser usada como vitrine da base do clube, sem preocupação com o acesso, para justificar o investimento feito nas categorias de baixo e conseguir negociar jogadores. Com dificuldades financeiras, Borelli já havia mandado cortar em até 15% (30-6-2002) as despesas com infantil, juvenil e juniores, que giravam em torno de R$ 60 mil a R$ 70 mil mensais.

Buscando visibilidade para os garotos, o Rio Branco tentou vaga na Copa Estado de São Paulo, o que foi vetado pela federação depois que o clube acabou confirmando que jogaria a Série C. Logo depois, a federação anunciou o início do Paulistão de 2003 em outubro de 2002, mas acabou mudando de ideia e criando a Copa Mauro Ramos de Oliveira para os clubes jogarem nesse período.

Para a Série C, o Rio Branco tentou manter Nicanor de Carvalho, negociou com Adilson Batista e acabou promovendo Diolei Candido, técnico dos juniores. O time começou bem e fechou a 1ª fase na liderança. Passou pelo Ituano no primeiro mata-mata, mas parou no Marília nas oitavas. Na Copa Mauro Ramos, também foi bem no início e passou às semifinais como líder do grupo. Mas dessa vez levou o troco do Ituano, perdendo os dois jogos.

Sem conseguir bons negócios como havia feito em anos anteriores, o Rio Branco começou a ter problemas financeiros mais sérios. O ano havia começado com o vice administrativo, Sérgio Meneghel, dizendo que precisaria emprestar R$ 300 mil no banco porque tinha R$ 380 mil para pagar até dia 20 de janeiro e receita de apenas R$ 70 mil. Assim que recebesse a segunda parcela pela venda de Anailson, quitaria os valores – o São Caetano atrasou os pagamentos.

Por muito tempo, o Rio Branco, de Alberto, que brigava pelo título paulista, reclamou da arbitragem deste jogo contra o Ituano, em Itu, em 28 de abril de 2002
Torcida do Rio Branco no jogo contra o Ituano, em Itu, em 28 de abril de 2002

O clube negociava, no início do ano, um patrocínio de camisa com a Resource Informática, de São Paulo, que tinha como um dos proprietários Gilmar Batistella, primo do treinador de goleiros do clube, Vander Batistella. Conseguiu fechar um contrato (22-1-2002) com a empresa de R$ 12 mil por mês, até o final do ano, para estampar sua marca na camisa e em duas placas no estádio.

Os valores ajudaram timidamente a reduzir um grande rombo. No mesmo dia em que o Conselho Deliberativo reprovou, por 31 votos a 21, as contas do último trimestre do mandato de Pantano (19-6-2002), revelou-se que o clube havia gastado R$ 2,213 milhões com o Campeonato Paulista e arrecadado R$ 786 mil, entre cotas da federação, ingressos e patrocínios.

Defendendo o Real Madrid, o volante Flávio Conceição, revelado pelo clube, afirmou em maio que pretendia, junto a empresários espanhóis, construir um centro de treinamento em uma área de 50 mil metros quadrados no Jardim Adélia, em Santa Bárbara d’Oeste, para o Rio Branco. Em troca, teria porcentagem sobre jogadores negociados pelo clube. O negócio não vingou.

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