Bate-volta
Após a bela temporada que teve em 2009, ao conquistar o acesso jogando bem e resgatando um pouco a credibilidade com o torcedor, o Rio Branco teria pela frente novamente a 1ª Divisão do Campeonato Paulista.
Durante o início de preparação, o Rio Branco buscou uma contratação de impacto, para marcar seu retorno à elite. Achou. Apresentou o atacante Luizão (6-10-2009), com passagens por grandes clubes, que acertou até o final do Paulistão. Luizão foi jogador do Rio Branco por pouco mais de um mês. Não chegou nem mesmo a treinar com o grupo, já que resolveu desistir do acordo (17-11-2009).
A diretoria também começou a tentar cuidar novamente das categorias de base. Para isso, acertou a contratação do ex-volante do clube Flávio Conceição, para treinar o time sub-17 (19-2-2010) e fechou uma parceria, no mesmo dia, com a empresa EJ Prestação de Recursos Humanos, de Campinas, para montar times e disputar campeonatos nas categorias sub-13 e sub-11. A empresa trabalhava no Campinas, que havia se mudado para Barueri.
No profissional as coisas não iam bem. O time patinava no Paulistão e era um dos grandes candidatos ao rebaixamento, ainda mais pelo fato de não conseguir jogar no Décio Vitta. O estádio havia sido ampliado para atender exigências da federação, que não o liberou para o Paulistão. O Tigre foi o único clube a não jogar uma única partida em casa na competição.

O rebaixamento foi confirmado na penúltima rodada, na derrota por 2 a 0 para a Portuguesa (3-4-2010). Em seu retorno à elite, o Tigre amargou a lanterna e a volta para a Série A-2. Curiosamente, cerca de 15 horas após o rebaixamento, o Décio Vitta foi liberado parcialmente para jogos, com ressalvas.
A última vez que o estádio havia sido utilizado para jogos tinha sido na Copa São Paulo, que só aconteceu na cidade devido a uma liminar, o que teria desagradado e muito a federação.
O Paulistão custou aos cofres do Tigre cerca de R$ 1,3 milhão, que teve problemas financeiros durante toda a competição, ainda mais porque o repasse de cerca de R$ 1 milhão da FPF estava bloqueado.
Após a queda, o Tigre fechou uma parceria de cogestão com a Sport Lifes (14-5-2010), que já assumiria os pagamentos de salários do Departamento de Futebol do mês. A empresa desenvolvia projetos de captação de recursos e marketing em clubes como Vitória, Sport e Ponte Preta. Com a empresa, chegou Marcos Costa, técnico que dirigiria o time na Copa Paulista.
Foi mais uma parceria que terminou sem ter começado oficialmente. Após apenas 31 dias, o Rio Branco rompeu o acordo (16-6-2010) com a empresa, que não teria cumprido o combinado de pagar os jogadores no dia 10, já que não havia conseguido investidores. Como o contrato nem havia sido assinado, as duas partes romperam. A empresa voltaria ao clube (9-8-2010), desta vez para um trabalho de marketing para resgate de imagem, o que acabaria não ocorrendo.
As dívidas continuavam a assombrar o Rio Branco, que em junho teve uma área de 2,1 mil metros quadrados, onde estava a portaria da sede náutica, leiloada por R$ 220 mil para pagamento de uma ação de R$ 40 mil. Em campo, o time ainda jogou a Copa Paulista e amargou a lanterna de seu grupo.
Com as negociações para a chegada do Guaratinguetá à cidade, a prefeitura acabou ajudando indiretamente o Tigre, assinando um contrato de comodato (10-8-2010) do Estádio Décio Vitta por 30 anos. A prefeitura passaria a administrar o estádio e o Tigre teria a prioridade para o uso, que na verdade acabou sendo do Americana (ex-Guaratinguetá) em sua curta passagem de um ano pela cidade.

