Skip to content
Almanaque do Tigre
Menu
  • Início
  • História
    • Anos 1910
    • Anos 1920
    • Anos 1930
    • Anos 1940
    • Anos 1950
    • Anos 1960 e 1970
    • Anos 1980
      • 1980
      • 1981
      • 1982
      • 1983
      • 1984
      • 1985
      • 1986
      • 1987
      • 1988
      • 1989
    • Anos 1990
      • 1990
      • 1991
      • 1992
      • 1993
      • 1994
      • 1995
      • 1996
      • 1997
      • 1998
      • 1999
    • Anos 2000
      • 2000
      • 2001
      • 2002
      • 2003
      • 2004
      • 2005
      • 2006
      • 2007
      • 2008
      • 2009
    • Anos 2010
      • 2010
      • 2011
      • 2012
      • 2013
      • 2014
      • 2015
      • 2016
      • 2017
      • 2018
      • 2019
    • Anos 2020
      • 2020
      • 2021
      • 2022
      • 2023
      • 2024
      • 2025
  • Almanaque do Tigre
    • Todos os jogadores
    • Todos os técnicos
    • Retrospectos
    • Temporadas
  • Memorabilia
Menu

2014

Com dinheiro, mas perdido

A fórmula que não deu certo em 2013 foi repetida pelo Rio Branco em 2014. E novamente não deu certo. Com novo presidente, Teo Feola, e Júlio César mantido no cargo de homem-forte do futebol, o Rio Branco planejou para 2014 aquilo que não havia conseguido no ano anterior, o acesso. E, assim como havia acontecido em 2013, chegou à última rodada correndo risco de rebaixamento. Se as chances de cair em 2013 eram remotas diante do Velo Clube, as chances foram bem mais reais diante do Guarani em 2014.

Após insistir, durante um bom tempo, para que Júlio César treinasse a equipe, Teo Feola, diante das negativas, desistiu e foi buscar um desconhecido para comandar o time na Série A-2. O escolhido foi Wallace Lemos, cuja carreira de treinador resumia-se a clubes pequenos de Minas.

Torcida do Rio Branco no Décio Vitta durante a Série A-2 de 2014

Contrastando com a surpreendente escolha do treinador, o Rio Branco apostou em jogadores experientes e alguns medalhões para a Série A-2, como o artilheiro Pedrão e o meia Otacílio Neto, que ajudaram a deixar a folha de pagamento do clube como uma das mais altas do campeonato. Sonhou com Marcos Assunção, mas tudo não passou de um sonho.

O campeonato começou e Wallace Lemos durou apenas dois jogos, um empate e uma derrota. Após errar ao apostar em um desconhecido e não lhe dar tempo para mostrar trabalho, a diretoria não conseguiu mais se encontrar no campeonato.

Júlio César, mais uma vez, assumiu o time. Disse que era interino e que não queria permanecer no cargo. Ganhou duas partidas seguidas e, mesmo depois de uma derrota para o Catanduvense por 1 a 0 (8-2-2014), foi “efetivado” como técnico por Teo Feola. Mas, depois de um empate e uma derrota, e com imprensa e torcida criticando duramente Júlio César, ele voltou a ser apenas o vice-presidente de futebol.

Edson Vieira foi contratado. Conseguiu apenas uma vitória e desafetos fora das quatro linhas. Após a derrota para a Ferroviária (15-3-2014), que deixou o Rio Branco a apenas um ponto da zona de rebaixamento, a ficha caiu. Todos no clube perceberam que a briga não seria pelo G-4, mas contra a volta à Série A-3.

Jogadores foram dispensados – outros já haviam chegado durante a competição – e Júlio César atirou Pedrão aos leões, ao afirmar à imprensa que o atacante havia dito que não vestiria mais a camisa do Tigre enquanto Edson Vieira fosse o técnico. Este cairia na rodada seguinte. Mesmo assim, Pedrão – atacante de melhor qualidade dentro do elenco – não mais vestiria a camisa do Tigre.

Júlio César assumiu novamente o time, desta vez na zona de rebaixamento. Ninguém se atreveu a dizer se ele era interino ou se um novo técnico chegaria, mas a realidade é que não dava mais tempo para que um novo treinador iniciasse um trabalho, já que restavam apenas cinco rodadas para o fim da competição.

O Tigre então empatou com o Batatais (23-3-2014) e perdeu para o Velo Clube (26-3-2014). Na zona da degola, teria pela frente um aspirante ao acesso, o Mirassol. Uma derrota deixaria o time em situação delicadíssima, mas, com dois gols nos três primeiros minutos de jogo, o Tigre teve tranquilidade para vencer por 3 a 0 (29-3-2014) e subir para a 16ª posição.

Robertinho comemora gol contra o Mirassol em 29 de março de 2014

Restava então vencer o dérbi em casa, contra o União Barbarense (5-4-2014), para enfim dar uma alegria à torcida e praticamente espantar a possibilidade da degola, deixando para o rival a luta pela permanência na Série A-2. Mas, pela primeira vez na história, o União venceu o Rio Branco no Décio Vitta pela 2ª Divisão. Livrou-se do rebaixamento e deixou o Tigre precisando vencer o Guarani para não depender de outros resultados.

A sorte ajudou o Rio Branco na última rodada (12-4-2014). Primeiro, porque o Guarani não tinha mais nada a fazer na Série A-2 e escalou vários juniores. Depois, porque os times que lutavam contra o rebaixamento tinham rivais complicados pela frente, todos fora de casa. Mesmo assim, o Tigre sofreu em Paulínia. Quando levou o gol de empate em 1 a 1, entrou na zona de rebaixamento devido aos resultados dos concorrentes. No final, conseguiu vencer por 3 a 2, mas não cairia mesmo em caso de derrota devido aos tropeços de quem estava na zona de rebaixamento.

Para seguir exatamente o script de 2013, a diretoria anunciou (21-4-2014) que não disputaria a Copa Paulista por questões financeiras e para melhor planejar a Série A-2 de 2015. Foi alvo de críticas e, às vésperas da divulgação da tabela pela federação, Júlio César desligou-se do clube e passou a buscar investidores para colocar o time em campo. Quando afirmou ter conseguido, a federação havia acabado de divulgar a tabela. Tarde demais.

O Tigre estava então fora da competição, mas dias depois a Itapirense desistiu do torneio, abrindo a possibilidade de o clube de Americana pleitear a vaga. A federação então incluiu o Rio Branco na competição e divulgou a nova tabela, com o Tigre no lugar do clube de Itapira (28-5-2014). Começou assim uma corrida contra o tempo para montar o time.

Enquanto isso, o Décio Vitta era utilizado pelo Guarani na Série C, já que o Brinco de Ouro passava por reformas para abrigar a seleção da Nigéria durante a Copa do Mundo.

Logo após ter sua inscrição confirmada na Copa Paulista, o Tigre sofreu um duro golpe com a cassação do prefeito de Americana, Diego De Nadai (29-5-2014). Ele ainda permaneceu no cargo até outubro – nesse período, deixou a prefeitura durante 21 dias, até conseguir uma liminar que o reconduziu ao Paço –, mas a ajuda da prefeitura cessou. Com isso, o Tigre voltou a ter de se virar sozinho.

A Copa Paulista começou de maneira desastrosa, com cinco derrotas nas cinco primeiras rodadas. A 1ª fase ainda teve duas derrotas para o rival União Barbarense por 1 a 0 e uma eliminação dada como certa, mas, na última rodada, o Tigre quebrou a sina de não se dar bem em Piracicaba, venceu o XV por 4 a 2 (21-9-2014) e avançou na 5ª posição do grupo.

Sem nunca ter conseguido passar da 2ª fase, o Tigre começou bem, com sete pontos em nove possíveis no primeiro turno. Foi o suficiente para permitir dois tropeços e ainda assim jogar pelo empate diante do Red Bull para se classificar. Saindo atrás, o Tigre virou e bateu, por 3 a 1 (19-10-2014), um rival que era considerado um dos favoritos ao título.

A melhor campanha em Copa Paulista já havia sido alcançada, mas a torcida se animou quando, no mata-mata das quartas, o Tigre fez 3 a 0 em casa sobre o Independente (25-10-2014). Porém, com seus altos e baixos na competição, o Tigre, que vinha melhor fora de casa do que no Décio Vitta, viu o rival devolver o placar (31-10-2014), com três gols em 11 minutos no 2º tempo, e avançar à semifinal.

Na verdade, o Tigre se superou para ir tão longe. Os atrasos de salários voltaram a ser frequentes e o jogadores reclamaram até da falta de mistura para comer. O técnico João Batista fez as vezes de paizão do grupo, inclusive cozinhando quando preciso e gastando do próprio bolso para dar ao menos mínimas condições de trabalho para os jogadores.

Fora de campo, o Rio Branco teve algumas iniciativas que merecem registro, como o novo site e redes sociais do clube; a Tigre Store, loja instalada na arquibancada coberta para vender produtos relacionados ao clube; e o lançamento do sorvete do Rio Branco, o Golaço, pela Skimoni, patrocinadora do clube. Todas ocorreram no primeiro semestre, durante a Série A-2, sem continuidade no restante do ano.

A Prefeitura de Americana, responsável pelo Décio Vitta, tirou as propagandas da administração que ficavam nos painéis do trecho sem arquibancada do estádio e colocou fotos relacionadas ao clube. Cometeu vários erros históricos nas fotos e dedicou um espaço grande ao vice-presidente de futebol, Júlio César, “esquecendo” grandes jogadores revelados nas fileiras do clube.

Os belos novos painéis foram inaugurados no primeiro jogo do Décio Vitta em 2014, entre o Corinthians, mandante, e o Paulista, pela Série A-1, com transmissão ao vivo pela TV aberta.

Posts Recentes

  • Nova matéria
  • Hello world!

Comentários Recentes

  1. A WordPress Commenter em Hello world!

Arquivos

  • junho 2025
  • maio 2025

Categorias

  • Memorabilia
  • Uncategorized
©2026 Almanaque do Tigre | Design: Newspaperly WordPress Theme