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Almanaque do Tigre
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2015

A era Zaka Sports

Depois de encerrar a Copa Paulista de 2014 sem dinheiro e com salários atrasados, o Rio Branco fechou para 2015 uma parceria (19-11-2014) com a Zaka Sports e Marketing, do empresário Alan Zekcer, por três anos. Os detalhes do acordo não foram divulgados, apenas a divisão de receitas em 70% para a empresa e 30% para o clube.

A parceria na verdade se mostrou uma completa terceirização do futebol, já que o próprio presidente Teo Feola afirmaria mais tarde que a empresa tinha total independência de gestão. Durante toda a temporada, a empresa se pronunciou falando pelo clube e a diretoria do Rio Branco praticamente não deu as caras.

No dia da assinatura do contrato, Zekcer, que já havia trabalhado com o futebol do Ituano e nas categorias de base do Guaratinguetá, deu uma alfinetada no rival União Barbarense. A história começou quando ele e outros empresários foram levados ao clube de Americana pelo técnico Ruy Scarpino, que havia comandado o União na Copa Paulista. Eles acabaram se dividindo e, enquanto alguns fecharam com o União (12-11-2014), ele acertou com o Rio Branco uma semana depois.

A Malucos do Tigre no aquecimento da bateria antes de entrar no estádio para a estreia na Copa Paulista de 2015, diante do União Barbarense, dia 18 de julho

Isso motivou o presidente Dário Furlan, do União, a alfinetar o Tigre quando os empresários anunciaram a parceria com o Leão da 13. “Não perco nem dérbi, vou perder investidor para o Rio Branco?”, ironizou Furlan. Nos cinco dérbis disputados no ano, o União não seria derrotado.

Quando assinou com o Tigre, Zekcer anunciou que Ruy, com quem ninguém conseguia falar, seria o treinador e voltou a alfinetar o União. “A estrutura e o gramado, o local, chamam muito a atenção, não se compara. Esse é o diferencial. Estivemos aqui, vimos tudo. Uma turma foi para o outro clube e nós viemos para o lado bom da força”, provocou.

Apesar disso, Ruy Scarpino acabou optando por permanecer no União e foi apresentado junto aos parceiros do Leão da 13 em entrevista coletiva (21-11-2014), na véspera do aniversário de 100 anos do clube. O Tigre então anunciou Fahel Júnior (25-11-2014) como treinador. Ele acertou com os parceiros do clube enquanto João Batista ainda aguardava uma posição para saber se permaneceria em 2015.

Junto com Fahel, chegaram dois ex-jogadores: Sandro Gaúcho, auxiliar-técnico, e Silvio Luiz, ex-São Caetano e Corinthians, treinador de goleiros. Rodrigo Quito assumiu a preparação física. Quito e Sandro Gaúcho haviam subido com Fahel Júnior no Santo André na Série A-2 de 2008.

Logo após a definição da parceria, o Rio Branco anunciou seu ingresso (12-12-2014) no Movimento por um Futebol Melhor, que buscava a fidelização do torcedor através de um programa de descontos em cerca de 600 produtos vendidos em estabelecimentos cadastrados. O torcedor virava sócio por R$ 12 mensais e parte deste valor era repassada ao clube.

A movimentação fora de campo seguiu com a chegada do Grupo Zambia de Comunicação, responsável pelo marketing do Ituano e que faria o mesmo no Rio Branco.

Logo de cara, anunciaram a criação de uma plataforma no site do Tigre para transmitir os jogos da Série A-2 pela TV Rio Branco e RádioWeb Rio Branco. A rádio não vingou, após negociações fracassadas com emissoras locais, e a TV não teve autorização para transmitir os jogos ao vivo, mas cobriu todas as partidas da Série A-2 e os melhores momentos foram disponibilizados no site do clube, além de algumas reportagens.

A nova parceira do Rio Branco voltou a conviver com problemas que vinham atormentando o clube nos últimos anos. A Justiça determinou a interdição do Décio Vitta (18-12-2014) por cerca de 30 irregularidades que colocavam em risco a segurança do torcedor. A interdição foi decidida pelo juiz Elói Estevão Troly, da 4ª Vara Cível, em ação movida pelo Ministério Público Estadual (MPE).

O problema era que o estádio era administrado pela prefeitura, que vivia um verdadeiro caos, com o prefeito Paulo Chocolate governando interinamente apenas até o final do ano após a cassação de Diego De Nadai, em meio a atrasos no pagamento dos salários dos servidores e de fornecedores.

Percebendo que a prefeitura, em grave crise financeira e com mudança de comando no início de 2015, dificilmente iria se preocupar em agilizar as obras do estádio para que o time pudesse jogar em casa na Série A-2, a parceria resolver arcar com os custos das adequações e deu início às mudanças (29-12-2014), estimadas inicialmente em cerca de R$ 100 mil.

No prazo final para conseguir estrear em casa (26-1-2015), a Polícia Militar não emitiu o laudo de segurança devido a uma parte caída do muro do estádio na Rua Cinaldo Gomes. As exigências que haviam sido feitas pelo Corpo de Bombeiros foram cumpridas e o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) foi emitido. Faltou o laudo de segurança. Assim, o Tigre teve de reconstruir o muro para conseguir jogar em casa.

Na montagem do elenco, o clube sofreu uma baixa importante, já que havia acertado com William Xavier, ex-Vasco e Botafogo, para ser o comandante do ataque, mas, durante exames no final do ano, foi detectado um problema cardíaco, o que o levou a abandonar a carreira aos 31 anos.

O Rio Branco apresentou suas novas camisas (20-1-2015) com uma novidade: o terceiro uniforme, inteiro amarelo e com um tigre em marca d’água, além da tradicional camisa branca como uniforme 1 e uma camisa listrada na vertical como uniforme 2. A fornecedora de material esportivo passou a ser a Kickball, que assinou contrato de dois anos, com o Tigre arcando com apenas 20% dos custos de produção dos uniformes e a Kickball com os outros 80%. A empresa passou a ter uma placa no estádio e propaganda no site.

No mesmo evento, o Rio Branco anunciou uma parceria com a Total Player, do ex-jogador Jamelli, para venda de ingressos, que passaram a ter um código de barra para evitar falsificação. No sábado seguinte (24-1-2015), uma carreata com cerca de 15 carros saiu da frente do estádio para divulgar a estreia do time na Série A-2.

Mesmo não jogando no Décio Vitta, o Rio Branco começou a Série A-2 de forma arrasadora, com três vitórias logo de cara, mas, ao perder para o União Barbarense (28-2-2015), na 7ª rodada, iniciou uma série de seis derrotas seguidas que tirou o time da briga pelo acesso e o jogou na luta contra o rebaixamento.

Em meio às derrotas, o técnico Fahel Júnior caiu e Carlos Octávio, com pouquíssima experiência em dirigir times profissionais, assumiu. Nada mudou e a agonia do torcedor foi até a penúltima rodada, quando o time venceu o Comercial por 3 a 1 (25-4-2015), com um gol de placa de Jobinho, e escapou de vez da ameaça de rebaixamento.

Sequência do gol de placa de Jobinho contra o Comercial em 25 de abril de 2015, o primeiro dos três que ele marcou naquele dia

Em todos os jogos no Décio Vitta, a Zaka Sports entregou placas a jogadores que fizeram história com a camisa do clube. O Décio Vitta ganhou, também na primeira partida do Tigre em casa, contra o Novorizontino (7-3-2015), um espaço kids, para que os pais pudessem deixar seus filhos com monitores enquanto assistiam ao jogo.

Várias ações de marketing foram desenvolvidas pela Zaka Sports, mas a campanha ruim não ajudou a atrair o torcedor ao estádio. Além disso, o clube conviveu com duas denúncias de abandono. Duas reportagens do jornal TodoDia mostraram cenas de completo abandono do clube, comandado pelo presidente Teo Feola. Primeiro, o abandono de todo o acervo histórico em salas do Décio Vitta, que chegou inclusive às páginas da revista Placar. Depois, o abandono da sede náutica denunciado por sócios.

Apesar da decepção no primeiro semestre, Zaka Sports e Rio Branco chegaram a um acordo em julho para ampliar o contrato de três para quatro anos, com outras alterações não divulgadas. Dias antes (24-6-2015), a Zaka havia lançado o projeto “Gol Solidário”, em busca de apoio de empresas da cidade ao clube. A empresa que adquirisse uma cota teria o valor convertido em ingressos e, como contrapartida, teria publicidade no uniforme, outdoor e placas no gramado, entre outras ações.

Logo na estreia na Copa Paulista, contra o União Barbarense (18-7-2015), a Evonik participou do projeto e as camisas dos jogadores, únicas com o patrocínio da multinacional, foram leiloadas. Mas tudo se resumiu a um jogo. Foi o único jogo no ano transmitido ao vivo pela TV Rio Branco, que havia surgido com esse propósito.

Se o apoio da Evonik foi de apenas um jogo, a partir da 3ª rodada, em uma vitória sobre o XV de Piracicaba por 2 a 1 (1-8-2015), começava o patrocínio da Mega Tintas, que seguiria até o final da competição.

André Luiz comemora com uma pirueta após marcar o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Penapolense em 30 de setembro de 2015

Luiz Eduardo Salau, o Dado, dono da Mega e também da Dado Tintas, que já havia patrocinado o Rio Branco, passou a ser o “torcedor número 1” do clube. Acompanhava o time onde fosse, dava preleção no vestiário, gravava vídeos incentivando os jogadores e sempre era visto no Décio Vitta torcendo feito louco. Enquanto ninguém da diretoria encarou a viagem de ônibus até Penápolis para a partida contra o Penapolense no mesmo dia (14-10-2015), lá estava Dado ao lado dos jogadores.

O Rio Branco passou pelas duas primeiras fases e, assim como em 2014, acabou caindo nas quartas, desta vez diante do rival União Barbarense, que não apenas venceu as duas partidas do mata-mata, como também fechou o ano no qual o dérbi completou 100 anos sem perder para o rival nos cinco jogos disputados – já eram nove partidas de invencibilidade.

Dias depois da eliminação na Copa Paulista, o Rio Branco teve um gerador de energia de porte médio furtado do Décio Vitta durante a madrugada (9-11-2015).

Após a Copa Paulista, surgiu o interesse de Dado em assumir o futebol do Rio Branco, que acabou casando com o da Zaka em deixar o clube. Antes, a Zaka chegou a anunciar um acerto com a Itaquerão Soccer como sua nova parceira no futebol do Rio Branco, mas o clube logo tratou de anunciar que não reconhecia nenhuma outra empresa que não fosse a Zaka no comando do futebol do clube.

O presidente Teo Feola afirmou, em uma sexta-feira 13 (13-11-2015), que a Zaka havia manifestado o interesse em desfazer a parceria amigavelmente e que tudo caminhava para que isso de fato ocorresse, o que concretizou-se dias depois. Com isso, Dado tinha caminho aberto para assumir o comando do futebol do clube, que dias antes (11-11-2015) havia vetado o interesse do empresário em ser presidente do clube.

O estatuto previa que apenas sócios há pelo menos três anos poderiam se candidatar, e Dado nem sócio era. A falta de garantias de que receberia a cota integral da federação – existiam ações de bloqueio – pela participação na Série A-2 e a eleição à presidência que ocorreria apenas em dezembro foram esfriando o interesse do empresário.

Em reunião do Conselho Deliberativo (24-11-2015), com a presença de torcedores da Malucos do Tigre protestando pelo atraso para o início da montagem da equipe para a temporada seguinte, foi aclamada a chapa Náutica, com 27 membros, sendo nove titulares e 18 suplentes.

Com forte pressão da Malucos, que publicou um manifesto pedindo mudanças às vésperas da eleição contra nomes antigos que vinham se perpetuando no poder, e a volta do ex-presidente Armindo Borelli à vida do clube, esperava-se que o Rio Branco tivesse uma disputa entre situação e oposição.

Com Borelli trabalhando pela chapa Náutica e tendo forte influência sobre os conselheiros mais antigos, a situação, após cogitar as voltas de Sérgio Meneghel e José Antonio Franzin, não teve nem candidato à presidência do Conselho nem da diretoria. Assim, em uma reunião com a presença de 36 dos 40 conselheiros do clube (10-12-2015), foram eleitos por aclamação Valdir Ribeiro da Silva presidente da diretoria e Borelli presidente do Conselho.

Já atrasado na montagem da equipe, o presidente, sindicalista havia 20 anos e sócio do clube desde 1989, nomeou Vanderlei Favarelli como vice-presidente de futebol. Começou então a corrida para montar um time para jogar a Série A-2.

Foi em 2015 que morreu de câncer, aos 48 anos, em Americana, Oséas Sass (12-7-2015), autor do novo hino do Rio Branco. Além disso, despediu-se do clube um de seus mais antigos funcionários. Benedito Aparecido Fusco, o Xororó, que aceitou, após a Copa Paulista, uma proposta para trabalhar no Rio Claro. Ele estava no Rio Branco desde 1990 e, segundo suas próprias palavras, fez de tudo no clube (“só faltou jogar bola”). Voltaria depois no fim de 2016.

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