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Almanaque do Tigre
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2017

Voltando a andar sozinho

O Rio Branco viveu em 2017 um primeiro semestre como há tempos não vivia. O clube não tinha parceiros, nem a ajuda da prefeitura. Não tinha também credibilidade na praça. A volta à Série A-3 prometia ser mais um capítulo triste na história do clube. Mas o Rio Branco mostrou que ainda era possível caminhar com as próprias pernas.

O acesso não veio, mas os acontecimentos do primeiro semestre deram à torcida a certeza de que ainda era possível o resgate das tradições do clube.

Mas os inícios dos trabalhos chegaram a assustar. Sem divulgar detalhes do acordo, o Rio Branco fechou com o CEO (Clube Esportivo Ouroeste), da pequena cidade paulista de Ouroeste, uma parceria para tocar o futebol em 2017 (28-9-2016).

O clube era presidido pelo ex-jogador da Ponte Preta Marcos Merches, o Tuta. No mesmo dia, o técnico Andrezão deixou o clube. Dias depois, Sandro Hiroshi, que foi o responsável pelo time sub-17 no Campeonato Paulista da categoria, no segundo semestre, foi anunciado como gerente de futebol (5-10-2016).

O contrato de parceria foi assinado em 4 de outubro e, logo no início, alguns problemas sinalizavam um fim próximo. Primeiro, o presidente do CEO, Tuta, reclamou que não foi consultado sobre a contratação do técnico João Batista (25-10-2016). Depois, na apresentação oficial do técnico e de Sandro Hiroshi como gerente de futebol (1-11-2016), ninguém do CEO apareceu.

O presidente Valdir Ribeiro cobrou participação dos parceiros no planejamento, inclusive prometendo notificá-los, e revelou alguns itens do contrato. Segundo Valdir, o CEO era responsável por pagar taxas, inscrições e salários de jogadores e comissão técnica. O contrato, afirmou Valdir, previa multa de R$ 300 mil em caso de rompimento.

Um dia após contratar o técnico para a temporada 2017, acertando o retorno de João Batista, Valdir anunciou (22-10-2016) parceria com a LB Consulting para gestão do futebol feminino do clube, que, pela primeira vez, disputaria o Campeonato Paulista. A empresa ficaria responsável por conseguir recursos ou uma parceria para a manutenção do Décio Vitta.

O projeto previa uma nova pintura para o estádio, orçada em R$ 25 mil, depois do anúncio do fim do contrato de comodato, mas tudo acabaria sendo viabilizado de outra forma. No Paulista feminino, o Rio Branco foi o pior entre os 16 participantes, conquistando apenas um ponto em 14 jogos. No Paulista feminino sub-17, o Tigre foi eliminado ainda na 1ª fase.

Um mês depois do anúncio de Sandro Hiroshi como gerente de futebol, o empresário Dado Salau, dono da Mega Tintas, aceitou o convite do ex-jogador para juntos tocarem o futebol do clube na Série A-3 (4-11-2016). Foi um tiro certeiro. Os dois, juntos com outro riobranquense, o advogado Eder Duarte, foram os responsáveis por dar início a um trabalho sério à frente do futebol do clube, resgatando um pouco da credibilidade perdida. A parceria com o CEO já era coisa do passado.

Mal assumiram e receberam a notícia de que a prefeitura romperia o contrato de comodato do Estádio Décio Vitta. Respeitando o contrato, a comunicação oficial foi feita (11-11-2016) e o prazo para o estádio voltar ao Rio Branco era de seis meses (9-5-2017). Na prática, não fazia muita diferença. Apesar de o contrato estar em vigência, já havia algum tempo que a prefeitura, em crise financeira, não fazia o que era necessário no estádio.

Dado, já na reta final da 1ª fase da Série A-3, divulgaria no Facebook que haviam sido gastos R$ 100 mil no estádio para que as arquibancadas fossem lavadas e o gramado reformado, além de uma novidade. Pela primeira vez na história, as arquibancadas foram pintadas de preto e branco, acabando de vez com o laranja que ainda remetia à administração do prefeito cassado Diego De Nadai. A pintura começou com o campeonato em andamento, em fevereiro.

O estádio só foi liberado pela federação após o início da Série A-2 (9-2-2017), com o envio dos laudos de Segurança e o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). O Décio Vitta estava interditado desde abril de 2016, por não ter renovado o laudo de Prevenção e Combate de Incêndio e Pânico, que também foi regularizado.

O Tigre mandou seu primeiro jogo no Décio Vitta na 4ª rodada, contra o Marília (11-2-2017), mas em um gramado em péssimas condições, o que levou a uma nova interdição. O gramado foi reformado às pressas e o Tigre só precisou mandar mais um jogo fora de casa, contra o Comercial, em Santa Bárbara d’Oeste (19-2-2017).

Com o trio Dado-Sandro-Eder à frente de tudo, o Rio Branco conseguiu encher o seu uniforme de patrocínios, como há muito não fazia. O primeiro a chegar foi o da Sanfarma (6-12-2016), para ocupar o lugar mais nobre da camisa. Junto com o anúncio, Dado confirmou que a sua empresa, a Mega Tintas, voltaria também a estampar a sua marca na camisa e no calção.

Na sequência, vieram Fortbanco (23-12-2016) e Pura Construções (27-12-2016). O último acerto foi com a Inspiratto Têxtil, já durante o campeonato (9-2-2017).

O novo uniforme foi apresentado na churrascaria Riograndense (25-1-2017). Dado aproveitou o evento para arrecadar dinheiro para pagar despesas do clube. Os ingressos para o jantar, que reuniu cerca de 100 pessoas, foram de R$ 250 (mulher) e R$ 500 (homem).

Pregando transparência, Dado fez questão de divulgar os números do jantar: o clube arrecadou R$ 38,3 mil com as vendas de convites e teve despesa de R$ 8,3 mil, lucrando R$ 30 mil. Ele voltaria a fazer um evento semelhante para arrecadar fundos, uma paella caipira com música ao vivo (20-4-2017), desta vez no Décio Vitta, com ingressos a R$ 100.

Com tudo que foi feito, mesmo com o bloqueio total da cota da federação de cerca de R$ 260 mil devido a ações judiciais, o Rio Branco passou o campeonato inteiro pagando em dia (às vezes até antecipadamente) os salários dos jogadores.

Os treinos para a Série A-3 começaram cedo (16-11-2016), como há muito não se via. O clube sofreu algumas baixas na preparação. O meia gaúcho Tainã Couto foi anunciado (9-1-2016) e chegaria provavelmente para ser titular, mas, dias depois (24-1-2016), um exame apontou a necessidade de uma cirurgia para remoção de um resíduo de uma fratura antiga e a contratação foi por água abaixo.

Outra baixa foi o atacante Daisson, que já treinava no clube, mas recebeu uma proposta do Operário (19-1-2017) e, quatro dias depois, acabou liberado pelo Tigre, que recebeu uma compensação financeira, já que o contrato estava assinado. Para o seu lugar, no mesmo dia, o Tigre anunciou a volta do atacante Rodriguinho, que havia defendido o clube em 2015. Foi outro que deixou o clube antes de estrear.

A diretoria fez diversas promoções para atrair público, mas só conseguiu mais de mil torcedores em três partidas, contra Paulista (1.169, em 1-3-2017), Grêmio Osasco (1.023, em 16-4-2017) e Nacional (1.425, em 29-4-2017). Uma das ações foi cobrar preço único, liberando a entrada na cativa.

Em campo, se não empolgava, o time caminhava ou no G-8 ou bem perto da zona de classificação, apesar de tropeços contra equipes que lutavam contra o rebaixamento. Dois treinadores que haviam trabalhado no clube em 2014 comandaram a equipe novamente na Série A-3. João Batista iniciou a competição, mas, com o time oscilando, acabou perdendo o emprego, Chegou um técnico de estilo oposto, Edson Vieira, que conseguiu acertar a defesa, a melhor da 1ª fase, com 14 gols sofridos.

O Tigre praticamente garantiu vaga nas quartas ao bater o líder Olímpia, fora de casa, por 2 a 0, pela penúltima rodada (9-4-2017). Na rodada seguinte, nova vitória, sobre o Grêmio Osasco (16-4-2017), e a 3ª melhor campanha na 1ª fase.

No mata-mata das quartas, o Rio Branco arrancou um bom empate sem gols fora de casa contra o Nacional (22-4-2017), mas perdeu dois atacantes por contusão, Bruno e Wallace. Na volta (29-4-2017), um time nervoso viu o Nacional vencer por 3 a 1 em pleno Décio Vitta e acabar com o sonho do acesso. Se passasse, o Tigre enfrentaria a Inter de Limeira em duelo que valeria o acesso à Série A-2 e uma vaga na final.

A tristeza pela eliminação foi compensada pela certeza da torcida de que o trabalho havia sido bem feito, mas, apenas dois dias depois, um dos responsáveis pelo futebol, Dado, anunciou oficialmente seu desligamento do clube.

Uma reunião na sede da federação com o presidente Reinaldo Carneiro Bastos (19-4-2017) havia sido determinante para a decisão de Dado. “Assim que saí da reunião, avisei ao Sandro que não continuaria no Rio Branco. Não tem como fazer futebol sem dinheiro. Enquanto o Rio Branco não se arrumar juridicamente, vai demorar a receber dinheiro da federação”, justificou Dado, referindo-se ao bloqueio da cota de participação na Série A-3.

Ainda durante a Série A-3, o Rio Branco aceitou o convite da federação para disputar a Copa Paulista (25-4-2017). Com o anúncio da saída de Dado após a Série A-3, a possibilidade de Sandro Hiroshi também deixar o futebol profissional do clube era real, mas ele resolveu encarar o desafio e seguiu no comando. Manteve alguns patrocinadores e conseguiu custear uma competição que sempre foi deficitária.

O Rio Branco apostou novamente no técnico Edson Vieira e deu oportunidades a garotos da base, alguns de 16 e 17 anos, mesclando o elenco com jogadores mais experientes. Vieira caiu após apenas uma vitória em sete partidas e deu lugar ao seu auxiliar, o ex-jogador Edson Ferreira, o Fio (21-8-2017).

Mesmo com a campanha ruim, o Tigre ainda chegou à última rodada dependendo apenas de suas forças para se classificar, mas acabou derrotado pela Internacional por 3 a 0 (17-9-2017) e deu adeus à competição ainda na 1ª fase. Dez dias depois (27-9-2017), Sandro anunciou que não seria mais o gerente de futebol do clube, mas seguiria cumprindo o contrato que tinha com as categorias sub-15 e sub-17 e ajudando no que fosse possível no profissional.

A temporada também marcou a volta do lendário Zé Pulga, que foi anunciado como técnico da equipe sub-15 (7-3-2017), mas, após alguns meses, deixou o clube. Além disso, o Tigre voltou a disputar, após sete anos, a Copa São Paulo, mesmo não sendo sede de um grupo. A campanha foi ruim, com uma vitória, duas derrotas e a eliminação ainda na 1ª fase do grupo sediado em Limeira.

O Rio Branco passou os dois anos do primeiro mandato de Valdir Ribeiro “sem presidente”. Segundo o clube, as atas desde 2013 não eram reconhecidas pelo Cartório de Registros. Sem o registro, o clube oficialmente não tinha um mandatário. O problema começou a ficar mais sério quando a federação deu um ultimato ao clube: se não tivesse um representante legal regularizado, não participaria do Conselho Técnico da Série A-3 de 2018 no final de outubro de 2017 e corria o risco de ficar fora da competição.

O clube procurou ajuda no cartório e foi orientado a convocar uma assembleia geral de associados, que votariam a regularização no que foi chamado pelo clube de “atão”, seguindo as normas do novo Código Civil. O documento seria então enviado ao cartório e depois à federação. A assembleia aconteceu na sede náutica (17-10-2017) e 120 associados aprovaram a alteração apenas dos dados exigidos pelo cartório.

Logo depois da aprovação, o Rio Branco conseguiu, em outra frente na busca para regularizar a situação, uma liminar (20-10-2017) que dava a Valdir Ribeiro o direito de ser o representante legal do clube. O nome de Valdir Ribeiro só foi aparecer pela primeira vez no site da federação como presidente do Rio Branco em 1º de novembro de 2017.

Naquele mês, apenas uma chapa de 27 conselheiros foi inscrita na eleição do Conselho Deliberativo e acabou aclamada (29-11-2017). Candidato único, Valdir foi também reeleito por aclamação para mais dois anos à frente do clube (13-12-2017). O Conselho Deliberativo seguiu com Armindo Borelli na presidência e Gilson Bonaldo como vice.

Três nomes marcantes da história do clube se foram em 2017: Serjão, Tona e José Geraldo de Oliveira. Serjão, o Sérgio Ceotto, morreu aos 84 anos (27-8-2017). Pioneiro na musculação em Americana, fundou no Rio Branco a primeira academia de musculação e halterofilismo da cidade, que funcionava na sede social do clube. Oliveira, que foi gerente de futebol do Rio Branco nos anos 90, morreu aos 55 anos (20-7-2017).

Ele trabalhava como gerente geral do Desportivo Brasil. Poucos dias antes (29-6-2017), Ildefonso Dorival Secomandi, o Tona, morreu aos 81 anos. Torcedor fanático do Rio Branco, era figura carimbada nos jogos no Décio Vitta.

Quem também morreu em 2017 foi o primeiro técnico campeão no futebol profissional por um clube de Americana, aos 90 anos (13-10-2017). Lucídio Camargo, sogro do ex-jogador do Rio Branco Paulinho Andrade, morava em Americana. Foi o comandante do Vasquinho na conquista do equivalente à 3ª Divisão do futebol paulista em 1968.

O muro de entrada do Décio Vitta ficou mais bonito em 2017, ganhando uma escultura de um tigre ao lado do distintivo do clube (29-8-2017). A obra em alto relevo foi feita pelo artista plástico Vanderlei França, como estágio obrigatório na Faculdade Anhanguera, onde cursava o oitavo semestre de Engenharia Civil.

A escultura de Vanderlei França, que desde 2017 faz parte do cenário da entrada do Estádio Décio Vitta

Não demorou muito para o muro pintado de preto, que dava fundo à escultura, ser pichado por torcedores do União Barbarense (2-11-2017). O fundo preto foi pintado novamente, mas pichado mais uma vez logo em seguida (13-11-2017), e o trabalho precisou se refeito nos dias seguintes.

A secretaria da Sede Náutica do clube foi incendiada no final do ano, durante a madrugada (26-11-2017). O vice-presidente administrativo, Vinicius Carreon, chegou pela manhã ao clube e, ao ver a fumaça, acionou o Corpo de Bombeiros. “O incêndio foi criminoso, uma janela foi arrombada. Alguém tentou invadir a sala para furtar e, como não conseguiu, ateou fogo”, afirmou Vinicius. Ninguém presenciou o fato e outros dois comércios vizinhos também tiveram objetos furtados. Computador, móveis, fichas de sócios e documentos foram destruídos.

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