Skip to content
Almanaque do Tigre
Menu
  • Início
  • História
    • Anos 1910
    • Anos 1920
    • Anos 1930
    • Anos 1940
    • Anos 1950
    • Anos 1960 e 1970
    • Anos 1980
      • 1980
      • 1981
      • 1982
      • 1983
      • 1984
      • 1985
      • 1986
      • 1987
      • 1988
      • 1989
    • Anos 1990
      • 1990
      • 1991
      • 1992
      • 1993
      • 1994
      • 1995
      • 1996
      • 1997
      • 1998
      • 1999
    • Anos 2000
      • 2000
      • 2001
      • 2002
      • 2003
      • 2004
      • 2005
      • 2006
      • 2007
      • 2008
      • 2009
    • Anos 2010
      • 2010
      • 2011
      • 2012
      • 2013
      • 2014
      • 2015
      • 2016
      • 2017
      • 2018
      • 2019
    • Anos 2020
      • 2020
      • 2021
      • 2022
      • 2023
      • 2024
      • 2025
  • Almanaque do Tigre
    • Todos os jogadores
    • Todos os técnicos
    • Retrospectos
    • Temporadas
  • Memorabilia
Menu

2018

O poço era mais fundo

O Rio Branco descobriu em 2018 que o buraco poderia ser ainda mais fundo. Se até 2007 o clube nunca havia sido rebaixado e até 2012 nunca havia disputado a 3ª Divisão estadual em sua história, 2018 entrou para a história com mais um rebaixamento, desta vez para a quarta e última divisão do futebol paulista.

O Rio Branco também descobriu em 2018 que os vexames fora de campo poderiam ser ainda piores do que os que já haviam sido protagonizados na gestão de Valdir Ribeiro e amargou o primeiro WO de sua história no futebol profissional.

Sem Sandro Hiroshi e Dado Salau, o Rio Branco começou a preparação com bastante antecedência e, já em outubro de 2017, iniciou as conversas para definir o seu treinador, chegando a negociar com Thiago Oliveira (27-10-2017), ex-jogador do clube que havia treinado Batatais e Caldense.

Nos dias seguintes, iniciou a montagem do elenco, mesmo sem ainda ter definido o nome do treinador. Além de manter a base da Copa Paulista, o clube já havia acertado naqueles dias com o atacante Bruno Andrade, o meia Paulinho e o zagueiro Luiz Paulo (30-10-2017). Somando os remanescentes da Copa Paulista, o clube já tinha àquela altura um elenco de 14 jogadores, que sofreria algumas baixas até o início da Série A-3.

Bernardi deixa o campo após o jogo contra o Grêmio Osasco em casa: mais um rebaixamento

Sem dinheiro, o Rio Branco acabou optando por uma solução caseira para dirigir o time e anunciou (1-11-2017) que o técnico Edson Ferreira, o Fio, seguiria seu trabalho à frente do time, com Andrezão como seu auxiliar. O início da preparação começou dias depois (7-11-2017), quando 12 jogadores se apresentaram, alguns ainda em avaliação.

A montagem da equipe não contou com a participação direta de um dirigente do clube, como sempre havia sido feito. As indicações partiam de Fio e Andrezão, o presidente dava o aval e o funcionário do clube Benedito Fusco, o Xororó, fazia o contato com os atletas para fazer a proposta. Seguiu assim até que o Rio Branco resolveu contratar José Antonio Bressan, o Totó Bressan, e apresentá-lo como novo gerente de futebol (1-12-2017).

Bressan chegou com o status de ter conquistado o acesso à Série A-2 e ter sido vice-campeão da Copa Paulista como gerente da Internacional de Limeira naquele ano. Como dirigente, já tinha história no Rio Branco, onde havia trabalhado em 1983 e novamente em 2010, quando chegou a montar uma equipe que acabou não sendo aproveitada em meio a um conflito de parcerias dentro do clube.

Antes do início da Série A-3, o Rio Branco anunciou (12-1-2018) mais uma parceria em um projeto de sócio-torcedor. Depois de tentar com o Movimento Por Um Futebol Melhor, em 2015, e com a empresa Cartão de Todos, em 2016, anunciou parceria com a Total Ticket, que mantinha o programa com outros 59 clubes, além de trabalhar com equipes de basquete, futsal e vôlei. O site www.riobranco.eusoutorcedor.com.br foi criado pelo programa.

Eram seis planos disponíveis, com preços variando entre R$ 5 e R$ 179,90, sendo que a empresa ficaria com uma fatia entre 7% e 20% dos valores. Os planos ofereciam acesso à sede náutica do clube e a um cartão (ao custo de R$ 19,90) que poderia ser usado para descontos em supermercados, restaurantes, comércios e escolas de idiomas, entre outros.

No mesmo dia do anúncio, a novela “liberação do Estádio Vitta” voltou com novos capítulos. Com dificuldades, ano após ano, para conseguir os laudos do estádio, o Rio Branco teve nesse dia o Décio Vitta interditado devido ao vencimento do laudo de segurança, que havia expirado em 15 de dezembro.

O clube garantiu na ocasião que a Polícia Militar (PM) já havia feito vistoria e que um novo alvará seria emitido, e descartou qualquer problema para o primeiro jogo do clube em casa, contra o São Bernardo, pela segunda rodada.

A história não foi assim. O Rio Branco não só não conseguiu jogar em casa, como amargou o primeiro WO de sua história no profissionalismo. Com o Décio Vitta interditado, o clube precisaria ter indicado, com 72 horas de antecedência, outro estádio para enfrentar o São Bernardo, como previa o regulamento.

A diretoria não o fez, acreditando que o estádio seria liberado, o que não aconteceu. A PM exigia a reconstrução de muros em volta do campo e capinação do mato alto no entorno para expedir a renovação do alvará.

No horário no qual deveria estar enfrentando o São Bernardo, o time fez apenas um treino, com a torcida Malucos do Tigre dando apoio aos jogadores e protestando contra a diretoria, que veio a público dizer que não tinha como custear os cerca de R$ 10 mil para mandar o jogo em outra cidade.

Diante da possibilidade de um novo WO, o que significaria a eliminação do Tigre da Série A-3, o clube conseguiu jogar as quatro partidas seguintes como mandante no estádio do rival União Barbarense, até que finalmente obteve a liberação do Décio Vitta justamente para enfrentar o rival (21-2-2018).

Esse jogo contra o União – derrota por 1 a 0 – não foi apenas o primeiro do Tigre em Americana na Série A-3. Foi também o primeiro após o retorno do trio Eder Duarte, Dado Salau e Sandro Hiroshi ao comando do futebol do clube e com William Sander fazendo sua reestreia como treinador do Tigre. Nas dez rodadas anteriores, além do WO, aconteceu de tudo um pouco no comando de futebol do clube.

Um dia depois de enfrentar e perder para o São Carlos por 2 a 1 (7-2-2018), o Rio Branco decidiu que o técnico Edson Ferreira, o Fio, não comandaria mais o time. Além disso, anunciou a saída do gerente de futebol, José Antônio Bressan, e definiu que Alessandro Moresche assumiria como treinador.

Mas tudo mudou à noite, quando Moresche descobriu que iria contar com Fio como auxiliar e assim desistiu de assumir o time. Não via sentido em um técnico que havia acabado de sair da função trabalhar ao seu lado como auxiliar.

“Eu não vou mais me apresentar no Rio Branco conforme havíamos acordado ontem. Por volta das 22h, fui informado pelo empresário que está acertando essa parceria com o clube e quem intermediou a minha chegada que, mesmo demitindo o técnico Edson Fio, o presidente avisou que ele permaneceria na comissão. Não tenho nada contra o Fio ou o Andrezão, quem aliás eu conheço desde quando era atleta e sei que é uma pessoa formidável, mas eu não aceito esse tipo de coisa. Tenho meu trabalho, o meu sistema, quero trabalhar com a minha comissão, e jamais tinha visto um time demitir o treinador e mantê-lo no clube na sequência. Interino, até existem casos, mas treinador efetivo eu nunca tinha visto”, afirmou Moresche em entrevista à Rádio Brasil de Santa Bárbara (9-2-2018).

No mesmo dia, um novo treinador, Jânio Fialho, foi anunciado. Sem nunca ter treinado uma equipe, o ex-auxiliar do Dimensão Saúde, da 1ª Divisão do futebol goiano, aceitou o convite de Fábio de Oliveira, que havia feito um acordo para ser o novo investidor do futebol do Tigre, fato que teria motivado a saída de Bressan.

A empresa que chegava para tentar salvar o Tigre do rebaixamento era a GC Soccer, que colocou Luiz Carlos Cerezo como o novo gerente de futebol do clube. A GC Soccer era parceira no gerenciamento do futebol profissional do Artsul, na Série B1 do estadual do Rio de Janeiro. Reforços então chegaram: o meia Jeferson Silva, o atacante Allan, o lateral-esquerdo Brendo e o zagueiro Jonny. Nenhum chegou a vestir a camisa do Rio Branco porque a parceria, que mal havia começado, chegou ao fim rapidamente.

Depois de perder para o Desportivo Brasil (17-2-2018), o Rio Branco era o antepenúltimo colocado e caminhava firme para mais um rebaixamento. Em Porto Feliz, o presidente Valdir Ribeiro bateu boca com torcedores. Pressionado, acabou aceitando, dois dias depois (19-2-2018), uma proposta de Dado Salau para o retorno do trio formado por ele, Sandro Hiroshi e Eder Duarte ao comando do futebol do clube, com carta branca para fazer o que fosse preciso para salvar o time do rebaixamento.

Dado assumiu as despesas com folha de pagamento, viagens e alimentação e, com apoio da torcida, anunciou que era uma ajuda em caráter experimental apenas até o final da Série A-3, com o único objetivo de salvar o time do rebaixamento. Naquele dia, pela manhã, Fialho já havia se desentendido com representantes da GC Soccer e pedido demissão. O preparador físico Raul Zácaro já havia sido demitido após a derrota para o Desportivo Brasil.

Dado voltou, mas ninguém avisou oficialmente Fábio Oliveira, da GC Soccer. No mesmo dia em que o Rio Branco anunciou a volta de Dado, Oliveira deu entrevistas reclamando que havia investido quase R$ 50 mil desde quando chegou ao Rio Branco e que inclusive havia se reunido com Valdir Ribeiro pela manhã e nada lhe havia sido dito. Só lhe restava esperar uma nova reunião com o presidente, prevista para o dia seguinte, para definir o que seria feito, inclusive revelando que havia uma multa de R$ 300 mil em caso de rompimento de contrato.

Não havia mais volta. Dado começou a trabalhar imediatamente. Anunciou a volta do técnico William Sander e a troca do uniforme do clube, com o retorno dos parceiros da época em que ele estava à frente do futebol. Assim, a camisa do ano anterior voltou a ser usada, mesmo com o Rio Branco tendo mudado seu fornecedor de material esportivo após três anos, com a saída da Kickball e a chegada da Dubal Esportes, de Limeira.

Empresário do ramo de tintas, Dado fez campanha em busca de dinheiro pelo WhatsApp, com pedidos para que 48 pessoas aderissem a uma campanha com cota de R$ 500 de apoio para ajudar o Rio Branco na reta final da Série A-3, anunciando depois que havia conseguido vender 62 cotas de R$ 500 cada junto a empresas e pessoas físicas (27-2-2018).

Dado chegou até a ser treinador por um dia. Uma série de acontecimentos o levaram ao banco na penúltima rodada, em Bebedouro, contra a Matonense (21-3-2018). William Sander havia voltado ao Novorizontino porque nem Dado nem Hiroshi quiseram manter o treinador nas duas últimas rodadas estando ele já certo com outro clube.

O auxiliar Andrezão estava suspenso, o preparador físico Guilherme Buzinari em lua de mel e o treinador de goleiros Paulo Lisa, com virose, provavelmente nem viajaria com a delegação (mas acabou viajando depois). Assim, Dado virou técnico por um dia. O Rio Branco venceu por 4 a 2 e chegou à última rodada ainda com chances de escapar.

Para não cair, o Rio Branco dependia do União Barbarense e do Atibaia. O União, virtualmente rebaixado, recebia o Marília. O Atibaia, já classificado, pegava o Olímpia fora de casa. A torcida do União até levou uma faixa para o estádio pedindo que os jogadores entregassem a partida para rebaixar o rival, e as suspeitas aumentaram quando o volante Cláudio Britto acabou jogando no gol porque Alan Tobias, o único goleiro que ainda estava no União, não apareceu para jogar.

Mesmo assim, o União fez sua parte e arrancou um empate em 0 a 0 com o Marília. O Rio Branco venceu o Grêmio Osasco por 2 a 0 (25-3-2018). Só que o Atibaia não ajudou e acabou perdendo por 2 a 0 para o Olímpia, resultado que rebaixou o Rio Branco pela primeira vez à 4ª Divisão. O presidente Valdir Ribeiro, eleito o grande culpado pelo vexame, foi xingado pela torcida durante boa parte da partida. Ele não foi ao estádio.

Depois da Série A-3, surgiu uma possibilidade de o Rio Branco conseguir escapar do rebaixamento com a denúncia de que o São Carlos havia contratado um treinador, Omar Curi, antes de quitar as verbas trabalhistas do técnico anterior, Luiz Muller, o que infringia o regulamento do torneio. Se fosse considerado culpado, o São Carlos poderia perder pontos e o Rio Branco se salvaria do rebaixamento, já que era o primeiro time da zona de rebaixamento.

Mas o clube de São Carlos acabou absolvido, por unanimidade, em julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) (29-10-2018). Na defesa, o São Carlos apontou que houve pedido de demissão por parte de Muller porque ele iria para o Fernandópolis. Com o pedido de demissão, a rescisão dava negativa e caiu por terra a tese do Rio Branco.

O Tigre voltou a negociar jogadores da base em 2018. Foram 12 atletas do sub-13, sub-15 e sub-17. O clube acordou entre 20% e 30% de futuras negociações desses atletas. Do sub-15, o zagueiro Wagner Loubak e o meia Rafael Júnior foram para a Ponte. Do sub-17, o goleiro Angelo foi para o São Paulo e o atacante Vinicius para o Desportivo Brasil.

As duas categorias eram administradas por Sandro Hiroshi. Do sub-13, que era administrado pelo advogado Eder Duarte em uma parceria com o Unidos da Cordenonsi, o goleiro Cauan Ferraz, o zagueiro Kadu Melo e o atacante Leonardo Porfirio seguiram para o Palmeiras; o lateral-direito Stevam da Conceição, o meia Leonardo Solovjovas para o Atlético-MG; o meia Caike Pereira para o Flamengo; e o zagueiro Thiago Fernandes para a Ponte Preta. Caike foi um dos sobreviventes do incêndio no alojamento do Flamengo (8-2-2019). Ele acordou com a fumaça e saiu correndo. A tragédia no Ninho do Urubu deixou dez mortos.

Durante a trágica campanha da Série A-3, o Rio Branco perdeu um de seus mais fanáticos torcedores. O corpo de Rogério Lopes, o Rogerião, presidente da Malucos do Tigre, foi encontrado em uma área de mata no bairro Chácara Machadinho, perto do Sesi da Avenida Bandeirantes (9-2-2018), cinco dias depois de ele ser dado como desaparecido.

Nascido em 27 de maio de 1972, Rogerião morava no bairro São Luiz. Quem também morreu em 2018 foi o ex-vice-presidente, ex-diretor e conselheiro do clube Sergio Sega (25-9-2018). Pai do médico Renato Sega, que por anos prestou serviços ao Rio Branco, ele sofreu um infarto em sua casa e foi encontrado morto. Tinha 74 anos.

Os vexames não foram apenas no profissional. Além do WO da equipe principal, o Rio Branco também teve um no sub-20, então administrado pelo empresário e ex-vereador de Araras Eder Muller. O Tigre deveria estrear na competição contra a Ferroviária (14-4-2018), mas acabou dando WO porque não inscreveu número suficiente de jogadores. Luiz Gregorin, responsável pelos juniores, justificou-se para o jornal O Liberal dizendo que se confundiu em relação à data limite para inscrição, que era 3 de abril. Disse que colocou na cabeça que era dia 4 e só percebeu a falha quando, nesse dia, foi até a federação. Já era tarde demais.

Os problemas do Rio Branco não ficaram restritos às quatro linhas. Por determinação da Justiça, a sede náutica, avaliada judicialmente em R$ 16,9 milhões, foi para leilão eletrônico, entre os dias 20 de março e 5 de abril. O motivo do leilão foi uma dívida trabalhista de R$ 19.488,72 com o lateral Adriano Sella, que havia jogado no clube em 2007. Não houve interessados na compra nem depois de o lance mínimo ter caído para R$ 7,5 milhões.

Sem funcionário para ficar na portaria, o Rio Branco também foi alvo de pequenos furtos no Décio Vitta. Entre maio e junho, foram três, nos quais foram levados fiação elétrica, transformador e bicicleta, além de roupas e tênis de atletas da base.

O clube abriu em 2018 uma vaquinha eletrônica (24-10-2018), através do site Catarse, para reformar a cobertura do Estádio Décio Vitta. Era uma parceria entre o Tigre e a Associação Esportiva Meninas de Americana (Aema), que representava o clube no futebol feminino. As obras estavam orçadas em R$ 46 mil. Após os 90 dias da vaquinha, conseguiu apenas R$ 134, de três pessoas. Em 2018, o Rio Branco ganhou um prêmio meio difícil de se explicar depois de um 2017 conturbado.

No mesmo dia da queda de Fio e Bressan, a federação divulgou o resultado da edição 2017 do seu Programa de Excelência, que avaliou os clubes ao longo da temporada anterior em dez quesitos. Catorze clubes foram premiados na categoria Ouro, com prêmio em dinheiro de R$ 1,6 milhão.

O Rio Branco ficou na categoria Prata, ao lado de outros oito clubes. Seis clubes ficaram na categoria Bronze e quatro receberam certificados de participação. Em 2016, nenhum clube havia atingido a categoria Ouro. Os itens avaliados foram base, torcida, estádio/infraestrutura, negócios, atleta e comissão técnica, desempenho técnico, futebol feminino, recursos humanos, filiação e gestão e finanças.

Posts Recentes

  • Nova matéria
  • Hello world!

Comentários Recentes

  1. A WordPress Commenter em Hello world!

Arquivos

  • junho 2025
  • maio 2025

Categorias

  • Memorabilia
  • Uncategorized
©2026 Almanaque do Tigre | Design: Newspaperly WordPress Theme