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2019

Na última divisão

O Rio Branco disputou em 2019, pela primeira vez em sua história, a última divisão do futebol paulista, competição na qual eram permitidos apenas jogadores sub-23. Como o calendário da 4ª Divisão paulista era diferente das três principais divisões, o clube ficou 384 dias sem entrar em campo, entre o final da Série A-3 de 2018 e o início da 4ª Divisão de 2019. Nunca o clube havia ficado mais de um ano sem jogar desde a volta ao profissionalismo em 1979.

A preparação começou cedo. O ex-zagueiro do clube Bernardi assumiu como gerente de futebol no ano anterior (30-8-2018) e iniciou o planejamento. No dia em que foi apresentado (3-9-2018), o Rio Branco anunciou parceria com a empresa Mundial Soccer até o final do ano seguinte, para disputar a Copa São Paulo em janeiro de 2019. Se jogadores sub-20 fossem negociados, a empresa teria 60% do valor e o clube, 40%.

O acordo não durou muito. A parceria, que tinha Silvio Nascimento como gestor, chegou a anunciar como técnico do sub-20 o uruguaio Garabet Avedissian Demirdjan (10-9-2018), ex-diretor técnico das seleções femininas da Costa Rica que também havia trabalhado em Porto Rico e estava na Guatemala.

Ele nem chegou a assumir porque a empresa anunciou o fim da parceria (17-10-2018) uma semana depois de o presidente Valdir Ribeiro manifestar a intenção de romper o acordo. De um lado, o presidente Valdir dizia que a empresa não estava cumprindo cláusulas do acordo, entre elas obras no alojamento. Do outro, Nascimento afirmava que já havia investido R$ 70 mil e queria o dinheiro de volta.

Uma semana depois (24-10-2018), o Rio Branco revelou que parte do elenco sub-20 não estava registrado na federação e que isso era responsabilidade da Mundial Soccer. O prazo para inscrições no torneio havia sido 12 de setembro e assim o Tigre acabaria não disputando o torneio.

Bernardi trabalhou no planejamento para a 4ª Divisão ao lado de Sandro Hiroshi, que deixou a cargo do preparador físico Marcelo Campos a gestão das categorias sub-15 e sub-17 do clube para que pudesse cuidar do time de cima. Os elencos das duas categorias eram formados basicamente por garotos de Americana e região, com o apoio de escolinhas.

André Mineiro, irmão do ex-jogador do clube Mineiro, era o técnico do sub-15 e Adriano Luís, ex-lateral do Rio Branco, estava à frente do sub-17. Adriano depois saiu e André Mineiro ficou no comando das duas. André Mineiro também era presidente da Liga Americanense de Futebol e montou, na secretaria do clube na entrada do estádio, a sede da liga. O acordo previa a cessão do espaço gratuitamente em troca de sua manutenção.

Na montagem da equipe, com apoio da prefeitura local, o Rio Branco analisou jogadores desempregados em uma seletiva em Itamogi-MG (19-1-2019), fez peneiras e observou atletas na Copa São Paulo. Os 41 participantes da 4ª Divisão tinham cota total de R$ 35 mil, isenção de taxa de arbitragem e 50 bolas. A competição começaria em abril e seguiria até o início de novembro para quem chegasse à final.

A preparação começou (25-2-2019) com 28 jogadores, todos em avaliação, indicados por empresários. Uma semana antes (18-2-2019), o clube confirmou oficialmente Raphael Pereira, funcionário fixo e técnico da base, como treinador. Ao seu lado, estavam o auxiliar Toni Ferreira, ex-goleiro do clube, e o preparador físico Amadeu Júnior, que havia trabalhado no Rio Branco em 2013 – ele deixaria o cargo quatro meses depois por divergências com Raphael.

Novos jogadores foram chegando antes da estreia e sendo testados até a definição do elenco. O time passou sem dificuldades pelas 1ª e 3ª fases, sofrendo um pouco na 2ª. Mudou de técnico nessa caminhada – Marcos Campangnollo chegou e Raphael Pereira voltou a ser coordenador do sub-15 e do sub-17 – e acabou parando no primeiro mata-mata, nas quartas, diante do Fernandópolis (6-10-2019).

Para manter o time na 4ª Divisão, o Rio Branco conseguiu alguns patrocinadores. O patrocinador principal foi o arquiteto Aquiles Nícolas Kílaris. O clube também teve outros patrocínios menores e tanto camisa quanto calção tiveram várias marcas durante o torneio.

Um evento no restaurante Nyã Baobá marcou o lançamento do novo uniforme (11-4-2019), que foi colocado à venda por R$ 120 (sem patrocínio) e R$ 100 (com patrocínios). Um terceiro uniforme, vermelho com listras amarelas, foi apresentado – sua estreia aconteceu no dérbi contra o União Barbarense (25-5-2019).

No primeiro jogo de sua história na quarta divisão paulista, o Rio Branco goleou o União Barbarense por 4 a 1; na foto, o segundo gol, de Eliu

Sandro também foi buscar a ajuda do ex-jogador Fábio Simplício, dono do parque T-Rex, no Parque Dom Pedro Shopping, que estampou sua marca na manga da camisa e ajudou a procurar jogadores. O Rio Branco também chegou a anunciar que o vice-prefeito Roger Williams estamparia seu nome, como pessoa física, no calção do clube (20-2-2019).

À época, seu partido, o PSDB, estava rompido com o prefeito Omar Najar (MDB). A iniciativa depois foi vetada pelo departamento jurídico do clube. No início de março, antes do início do Paulista, o empresário Dado Salau, que iniciou o ano ao lado de Sandro, decidiu deixar o clube por divergências.

Outra fonte de recursos veio com o aluguel do Décio Vitta para o Atibaia mandar jogos pela Série A-2. O clube disputou cinco jogos como mandante em Americana, com públicos entre 71 e 144 pagantes. O Estádio Municipal Salvador Russani, em Atibaia, tinha capacidade para 3 mil torcedores e a federação exigia 8 mil para os clubes da Série A-2. Depois de jogar dois anos em Indaiatuba, o Atibaia acertou com o Rio Branco para mandar seus jogos.

Depois dos dois WOs da temporada anterior, o Rio Branco repetiu o vexame na base. O juiz Gabriel Henrique Meira Bispo não apitou o início da partida entre Rio Branco e Amparo (14-8-2019) pela 3ª rodada do estadual sub-20 porque não havia profissional na ambulância.

A alegação do clube era de que o regulamento do torneio não previa médico na ambulância, apenas um no banco do mandante, responsável pelos dois clubes; mas, no regulamento geral da federação, constava essa exigência e o WO se confirmou: derrota por 3 a 0 e multa de R$ 300. O sub-20 era gerido através de uma parceria com o ABC de Vinhedo.

No futebol feminino, a Associação Esportiva Meninas de Americana, que representava o clube, desistiu de jogar o Paulista (28-2-2019) depois que a tabela havia sido divulgada. Cinco jogadoras haviam acertado com outros clubes e só restavam 13 no elenco, o que inviabilizou a participação. No Rio Branco, as garotas só recebiam alojamento, academia e alimentação, enquanto outros clubes ofereciam ajuda de custo e bolsa de estudo.

No fim do ano, o Rio Branco enfim conseguiu reformar o telhado do Décio Vitta, depois de fracassar em sua tentativa de conseguir dinheiro através de uma vaquinha virtual. Após receber cerca de R$ 150 mil pela transferência de Romarinho para o Al-Ittihad, como clube formador, a diretoria reformou todo o telhado do saguão do Décio Vitta, acabando com as goteiras. O outro telhado, que cobria salas, banheiros e bar, teve trocadas as telhas que estavam danificadas.

As dívidas continuavam a atrapalhar o dia a dia do clube. Em decisão judicial (14-2-2019), o clube voltou a ter penhoradas todas as rendas dos jogos no ano devido a uma dívida de R$ 98 mil com a empresa que transportava o elenco em 2009. Penhoras devido a essa dívida já haviam acontecido em jogos entre 2015 e 2018.

Na sede náutica, o Rio Branco reabriu a portaria principal (15-7-2019) após conseguir fazer um acordo para pagar aluguel ao proprietário. O clube havia perdido a área em leilão e a entrada dos associados acontecia pela lateral. Depois de 11 anos, o clube voltou a organizar o seu tradicional Baile do Havaí, o Honolulua (26-10-2019), com público de 2.850 pessoas.

Foi o último ano da administração de Valdir Ribeiro. Ele ainda era o administrador provisório do clube, o que havia conseguido na Justiça para que o Rio Branco não ficasse fora das competições por não ter presidente. Nenhuma ata do clube havia sido registrada desde agosto de 2013, por isso o mandato de Teo Feola e os dois de Valdir não estavam registrados.

Para tentar regularizar a situação, o clube fez todo o procedimento de novas eleições (18-7-2019) para que Valdir dirigisse o clube em uma espécie de mandato-tampão até dezembro.

Com as eleições do fim do ano, o vice-presidente administrativo e gestor da sede náutica, Vinicius Carreon, foi o primeiro a cogitar concorrer à sucessão de Valdir Ribeiro, mas depois acabou desistindo quando a diretoria se reuniu e definiu que Gilson Bonaldo, 54, seria o candidato, o que foi confirmado no início de dezembro.

Só houve uma chapa inscrita para a eleição do Conselho Deliberativo, encabeçada por Carreon e apoiando Bonaldo à presidência. Nove novos conselheiros foram então aclamados para um mandato de quatro anos (10-12-2019), o que representava renovação de 50% do Conselho – sem contar os vitalícios.

No dia seguinte, o advogado Eder Duarte revelou que tinha interesse em disputar a eleição dentro do Conselho, sem dizer se almejava a presidência da diretoria ou do órgão deliberativo. Coordenador do sub-11 e do sub-13, tinha o apoio de Sandro Hiroshi, Dado Salau e Aquiles Kílaris, principal patrocinador do clube na temporada.

A possibilidade de uma disputa perdurou até o dia da eleição (13-12-2019), quando Eder optou pela presidência do Conselho. Candidato único, foi aclamado por 36 conselheiros, assim como aconteceu com Gilson para a presidência do clube.

Empresário do ramo imobiliário e irmão de Claudio Bonaldo, advogado do Rio Branco na esfera cível, Gilson anunciou Thiago Barreto como vice-presidente social e Evandro Guimarães como vice de patrimônio, além de manter Carreon no cargo que já ocupava. Vice-presidente do Conselho desde 2016, Claudio descartou terceirizar o futebol e garantiu que já tinha em mente quem convidaria para assumir o departamento.

No início do ano seguinte (9-1-2020), Eder foi anunciado como vice de futebol, deixando a presidência do Conselho para o seu vice, Fabiano de Camargo Neves. No dia seguinte (10-1-2020), Eder anunciou o ex-zagueiro Bernardi como diretor executivo do clube e Junior Ferrari, homem de confiança de Sandro Hiroshi, como gerente de futebol.

O Rio Branco perdeu em 2019 um velho torcedor, José Matheus Veiga, o seu Zé, que por anos trabalhou como gandula do clube. Voltando para casa após trabalhar no jogo entre Atibaia e Rio Claro, no Décio Vitta, passou mal e caiu da moto que dirigia (21-7-2019). Apaixonado pelo Rio Branco, havia trabalhado pela última vez em um jogo do Tigre diante do Marília (20-7-2019). Tinha 81 anos.

Quem também morreu foi o ex-jogador e técnico Marcos Benedito Marcelo, o Marcão (14-6-2019). Nascido em Americana, defendeu Ferroviária e São Paulo e foi treinador da base do Rio Branco em 1997. Sofrendo de Alzheimer, estava internado no Hospital São Francisco, em Araraquara, onde morava. Tinha 65 anos.

No dia de Natal, morreu, aos 88 anos, um dos principais defensores da união entre AEC e Rio Branco. Nelson João Bellan, presidente do AEC no ano da fusão, 1979, não resistiu a duas cirurgias em sua luta contra um câncer de intestino.

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