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2020

Um ano bagunçado

Em um ano atípico, com calendário bagunçado devido à pandemia de covid-19, o Rio Branco entrou em campo apenas 12 vezes, em menos de dois meses, e amargou, pelo segundo ano seguido, uma eliminação no último mata-mata antes de disputar o acesso.

Não apenas o calendário foi inteiramente alterado, como também a fórmula de disputa, que previa um rebaixamento em massa no Campeonato Paulista Sub-23 da Segunda Divisão, a 4ª Divisão estadual. Em Conselho Técnico (29-1-2020), a federação decidiu, através de votação com representantes dos clubes, pela volta da 5ª Divisão.

O Rio Branco foi um dos 36 clubes que votaram a favor da volta da 5ª Divisão. A fórmula de disputa da 4ª Divisão também foi definida. Seriam quatro grupos com nove clubes cada. Os quatro primeiros colocados de cada chave não só se classificariam para a fase seguinte, como também garantiriam vaga na 4ª Divisão do ano seguinte. Os 20 eliminados na 1ª fase formariam a 5ª Divisão em 2021.

Técnico Marcos Campangnollo pede proteção, no túnel do Antonio Guimarães, em Santa Bárbara, antes de enfrentar o União Barbarense em 1º de novembro de 2020

A volta da 5ª Divisão fez a federação abrir a possibilidade para que equipes que haviam desistido da competição analisassem a possibilidade de disputá-la, afinal elas teriam um degrau a mais a subir a partir do ano seguinte. Um novo Conselho Técnico foi marcado (5-2-2020) e mais seis equipes decidiram participar: Araçatuba, Tupã, Elosport, Santacruzense, Matonense e Barcelona Esportivo, da capital.

A fórmula então mudou, com seis grupos de sete equipes cada. Os dois primeiros de cada chave mais os quatro melhores terceiros seriam os 16 classificados. O rebaixamento atingiria, assim, os 26 clubes eliminados na 1ª fase.

O início foi marcado para 18 de abril, mas tudo mudou um mês antes. A pandemia de coronavírus começou a paralisar competições pelo mundo todo e, no Estado de São Paulo, não foi diferente. A federação, que já havia interrompido as Séries A-1, A-2 e A-3, anunciou a suspensão da 4ª Divisão (16-3-2020), única que ainda não havia começado.

O Rio Branco estava com elenco montado e treinando. Havia contratado o técnico Jorge Parraga (30-1-2020) e disputado jogos-treino. A preparação começou (17-2-2020) com 29 jogadores e previsão de três semanas testando jogadores.

Cinco dias depois, 11 atletas já haviam sido dispensados e outros chegavam para avaliação. Após quatro jogos-treino, o Rio Branco escolheu 15 atletas (7-3-2020) e começou então a buscar reforços pontuais, mas a pandemia não deixou.

Sem previsão de quando o futebol retornaria, o Rio Branco, como outros clubes, atendeu pedido da federação e suspendeu todas suas atividades, dispensando comissão técnica e jogadores dos treinos (17-3-2020).

O clube colocou sua estrutura à disposição das autoridades. Informou que a sede náutica poderia ser usada (20-3-2020) e que o Décio Vitta também estava disponível (24-3-2020), já que hospitais de campanha estavam sendo montados em estádios, como no caso do Pacaembu, em São Paulo.

Os infectados em Americana começaram a aparecer e a cidade logo registrou a primeira morte pela doença (3-4-2020), no quarto caso registrado no município. Oito meses depois (7-12-2020), esses números chegaram a 7.021 infectados e 184 mortes.

As incertezas sobre o calendário levaram a federação a cancelar todo o projeto inicial de criação da 5ª Divisão. O presidente da entidade, Reinaldo Carneiro Bastos, anunciou (15-4-2020), em entrevista à TV Bandeirantes, que, após conversas com os clubes, a criação da nova divisão estava abortada.

Com tudo parado, o Rio Branco anunciou no Facebook a saída de Dado Salau (6-5-2020) do comando do futebol. Segundo o clube, Dado pediu para se afastar por causa da crise causada pelo coronavírus, mas a versão do empresário do ramo de tintas era outra, a de que o clube o dispensou e que só queria sua ajuda financeira. Ele afirmou que iria fazer um aporte financeiro, mas desistiu devido à pandemia, e que se colocou à disposição para ajudar de outras formas.

“Eles preferiram ruptura em 100% e não queriam minha ajuda em outros sentidos, só a ajuda financeira. Não me querem mais lá, não tinham interesse além do aporte financeiro”, afirmou o empresário, ao jornal TodoDia, no dia do anúncio de sua saída.

Cinco meses depois (14-10-2020), o maior rival do Rio Branco, o União Barbarense, anunciou que jogaria a 4ª Divisão com a Mega Tintas, de Dado Salau, como patrocinadora master da camisa, o que rendeu críticas de torcedores do Rio Branco ao empresário. Entre seus patrocinadores, o Rio Branco teve outra empresa do ramo, a Acefer Tintas.

Com o veto à presença de público nos estádios devido à pandemia de coronavírus, torcedores dão apoio aos jogadores na saída para Santa Bárbara d’Oeste

No início de julho (8-7-2020), o governador João Doria (PSDB) anunciou a retomada do Campeonato Paulista da Série A-1 para o dia 22 de julho, sem a presença de torcida. A federação então começou a repensar a 4ª Divisão e divulgou o protocolo para o retorno, pedindo que, até o dia 21 de agosto, os clubes confirmassem se iriam ou não participar.

Um novo Conselho Técnico, que aconteceu por videoconferência para evitar contato entre as pessoas, foi marcado (27-8-2020) e 35 clubes confirmaram participação. Dos 42 que iriam jogar o torneio, desistiram Taquaritinga, São Carlos, Jaguariúna, Mogi Mirim, Joseense e Taboão da Serra.

Inicialmente, a federação havia garantido que iria fazer duas testagens de covid-19 em cada clube, uma antes do início dos treinos de cada um e outra às vésperas do início do torneio. A federação queria que os clubes fizessem, por conta, testes semanais, o que era inviável para eles devido aos custos. No Conselho Técnico, a federação então se comprometeu a mais duas baterias de testes na primeira fase.

O Rio Branco fez sua primeira bateria de testes (10-9-2020) e todos deram negativos. No mesmo dia, Júnior Ferrari, que vinha ocupando o cargo de gerente de futebol, anunciou sua saída devido a compromissos profissionais, sendo substituído pelo ex-goleiro Toni Ferreira. O comando do futebol teria ainda outra mudança, na semana anterior à estreia, com o advogado Claudio Bonaldo assumindo a vice-presidência de futebol no lugar de Eder Duarte, que voltou à presidência do Conselho Deliberativo.

Na reapresentação do elenco para os treinos (15-9-2020), eram 11 as caras novas no clube em relação ao momento pré-pandemia. Após apenas uma rodada, o clube trocou de treinador, saindo Jorge Parraga e chegando Marcos Campangnollo.

A classificação para o mata-mata só veio na última rodada, com o Rio Branco conquistando a vaga como segundo melhor terceiro colocado, a última em disputa. Após passar pela Francana no primeiro mata-mata, o time parou novamente nas quartas, diante do São José.

Machado abre o placar de cabeça contra o São José, no dia 2 de dezembro de 2020, a última partida do ano

Fora de campo, o Rio Branco lançou em 2020 uma marca própria, a Tigre 1913, cujo logo foi definido em enquete no Facebook em fevereiro. A marca apareceu nos novos uniformes e em produtos relacionados ao clube, colocados à venda em uma nova loja montada no estádio (4-8-2020), logo na entrada pela Avenida Carmine Feola.

Em fevereiro, o Rio Branco recebeu pela segunda vez o prêmio Bronze (R$ 20 mil) do programa de excelência da federação, que avaliava os clubes ao longo do ano em dez quesitos: base, torcida, infraestrutura, negócios, atletas e comissão técnica, desempenho técnico, futebol feminino, gestão e finanças, recursos humanos e filiação.

Em mais um capítulo do fim do comodato do estádio, a Justiça recolheu (4-9-2020) cadeiras laranjas das tribunas do Décio Vitta, cumprindo mandado de reintegração de posse. A prefeitura também buscava reaver outros bens públicos, que não foram encontrados: roçadeira, quatro televisões, trator cortador de grama, três frigobares e ultrassom. Segundo o clube, esses objetos não estavam mais no estádio quando a nova diretoria assumiu.

As cadeiras – pretas – foram repostas no mês seguinte (17-10-2020), após doação de 52 peças pela empresa Helptech, de Araras, atendendo a um pedido do diretor de futebol do Tigre, Tiago Bernardi, que ocupava também o cargo de secretário de esportes de Araras.

O Décio Vitta, como em 2019, seguia sendo a casa do Atibaia, só que com uma mudança. O clube de Atibaia, com a transferência de sua sede, passou a ser, no papel, um clube de Americana. Mandando jogos no Décio Vitta desde o ano anterior, o clube sofria com problemas estruturais no estádio municipal Salvador Russani e não conseguia jogar em Atibaia.

O regulamento geral da federação não permitia um clube jogando fora de sua sede por mais de dois anos.

Durante o ano, morreram algumas figuras muito ligadas ao Rio Branco. Presidente do clube no ano do segundo acesso à 1ª Divisão, em 2009, Walter Bartels morreu (14-8-2020), aos 71 anos, três dias depois de ser internado. Radialista, ele presidiu o Conselho Deliberativo do clube em diferentes épocas e enfrentava problemas de saúde havia dois anos.

Homem forte do futebol do Rio Branco em 1981, o médico urologista Arley Gelmini morreu aos 78 anos (26-2-2020). Gelmini foi candidato a vice-prefeito em 1973, na chapa de Amilcar Tanganelli, e presidente do Hospital Samam. Outro que faleceu em 2020 (4-11-2020), vítima de infarto, aos 86 anos, foi Ruiter Batistuzzi Junior, conselheiro do clube por anos.

Quem sorriu em 2020 foi o presidente que levou o Rio Branco à elite paulista pela primeira vez, em 1990. Chico Sardelli realizou um velho sonho ao ser eleito, pelo Partido Verde, prefeito de Americana pela primeira vez (15-11-2020).

Ele teve 40.014 votos, contra 29.562 da segunda colocada, a vereadora Maria Giovana (PDT). Foi sua quinta tentativa de ser eleito prefeito, com derrotas em 1992, 2000, 2004 e 2008, em meio a seus mandatos como deputado estadual e federal. Em 1988, um ano antes de assumir a presidência do Rio Branco, havia sido candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Abdo Najar, também derrotada.

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