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2021

De novo, nas quartas

Pelo terceiro ano seguido, uma derrota no mata-mata das quartas de final acabou com o sonho do Rio Branco de, enfim, deixar a última divisão paulista, em mais uma temporada com calendário afetado pela pandemia de covid-19 e sem que o torcedor pudesse voltar a sentar-se na arquibancada do Décio Vitta para ver o time jogar.

O calendário de 2020 do futebol brasileiro invadiu 2021 devido à pandemia. E isso afetou todas as competições, incluindo de divisões inferiores. O Rio Branco iniciou os treinos (3-3-2021) mesmo sem saber exatamente quando a 4ª Divisão paulista teria início.

O clube havia sido pego de surpresa quando, em reunião na Federação Paulista de Futebol (FPF) (2-2-2021), todos foram informados que a Bezinha não teria início antes de julho ou agosto, o que fez o Rio Branco adiar sua reapresentação, inicialmente prevista para 8 de fevereiro. Os clubes também já haviam sido informados que os testes de covid-19 seriam por conta de cada agremiação.

Os primeiros reforços haviam sido anunciados ainda em janeiro, logo depois de o clube anunciar a renovação de contrato do técnico Marcos Campangnollo (6-1-2021). No mesmo dia, o atacante Miqueas e o zagueiro Vitor, ex-Manthiqueira, foram anunciados. O clube seguiu anunciando reforços em janeiro, como o zagueiro Gabriel Franco e os volantes Cristiano e João Pedro (14-1-2021); o goleiro Diego (18-1-2021); e o atacante Rodrigo Pelé (19-1-2021).

Bandeirão da Malucos no estádio contra o Catanduva, com os portões do estádio fechado devido à pandemia de covid-19

Os trabalhos começaram com 17 jogadores, alguns dos quais não permaneceriam até o início do torneio. A comissão técnica foi a primeira a sofrer mudanças, com a opção do clube pela saída do auxiliar José Carlos Grandini (24-3-2021), sob a alegação da idade mais avançada em meio à pandemia – Kleber dos Santos assumiu em seu lugar, sendo anunciado junto com o novo massagista do clube, Luis Carlos da Costa, de Araras.

O técnico Marcos Campangnollo seguiu, mas não por muito tempo, já que optou por deixar o clube, junto ao auxiliar Kleber dos Santos (22-6-2021), sem revelar os motivos, dizendo apenas que era uma decisão pessoal. Dias depois, assumiu o comando do São Carlos, mas terminaria o torneio levando a Matonense ao acesso.

O gerente de futebol, Tony Ferreira, assumiu interinamente a equipe, mas não demorou para um novo treinador, Bira Arruda, chegar ao Décio Vitta (30-6-2021). Junto com ele, o auxiliar Fabio Gonzaga. No dia seguinte (1-7-2021), o Estádio Décio Vitta, que tantos problemas havia enfrentado em anos anteriores, foi vistoriado e aprovado pela FPF.

Quando Campangnollo anunciou sua saída, o Rio Branco já sabia pelo menos como seria o campeonato. O Conselho Técnico da competição definiu (17-6-2021) que o torneio teria cinco grupos de seis times cada, com os três primeiros de cada, mais o melhor 4º colocado no geral, avançando às oitavas.

Três dias antes da estreia (18-8-2021), o Rio Branco apresentou seu uniforme repleto de patrocínios: Acefer Tintas, Sh Sports, Aposerv Serviços Previdenciários, Aquiles Nícolas Kílaris e Iara Kílaris, Notícia FM, Guaraná Poty, Educacoin, Di Madre pizzaria, Aliá Seguros, Maryara, D Carvalho Segurança Eletrônica e Telefonia, MGMG Comercial Agrícola, Roland Amublâncias, Bokme Mkt & Eventos e Coisas da Terra.

Na vitória sobre a Sãocarlense por 2 a 1 na estreia (21-8-2021), o Rio Branco entrou em campo com cinco jogadores que haviam participado da campanha do ano anterior. Sem dificuldades, o time garantiu classificação às oitavas mesmo com duas rodadas ainda por jogar na 1ª fase (19-9-2021) e ainda ganhou destaque no noticiário com o gol do meio-campo marcado por Luis Antonio na última rodada, uma vitória por 3 a 2 sobre a Itapirense (26-9-2021).

Com muita dificuldade, o time eliminou o Catanduva nas oitavas, após dois empates sem gols, mas acabou perdendo o seu principal jogador, Luis Antonio, no 1º tempo do jogo de ida. Sem o seu principal articulador de meio-campo, o time acabou mais uma vez parando nas quartas, desta vez diante do Vocem, que praticamente definiu o duelo no jogo de ida, ao vencer por 3 a 0 em casa (6-10-2021).

Pelo terceiro ano seguido, o Rio Branco caía nas quartas da última divisão paulista. Foi a última fase de Bezinha sem público no estádio, já que os torcedores voltaram aos estádios a partir da semifinal.

Neste jogo, contra o Vocem, o Rio Branco deu adeus à briga pelo acesso, sendo eliminado nas quartas

O clube teve eleições no final do ano. Houve apenas uma chapa de conselheiros inscrita e os nove novos integrantes do Conselho Deliberativo foram aprovados em assembleia (30-11-2021). Diferente de outros anos, ninguém lançou seu nome à presidência do clube antes da reunião (13-12-2021) que definiu, por aclamação, o nome de Gilson Bonaldo para mais dois anos à frente do clube. O vice-presidente do Conselho Deliberativo, Fabiano de Camargo Neves, foi eleito, também por aclamação, o sucessor de Eder Duarte na presidência do órgão.

A sede social, que nem mais existia, seguia dando dores de cabeça ao clube. Uma venda frustrada do antigo imóvel fez o clube sofrer uma penhora (17-9-2021) de R$ 2 milhões de uma eventual transferência do lateral-direito Vanderson, então no Grêmio. O processo havia sido movido pelo corretor de imóveis Paulo Santos, em 2010.

Santos foi o corretor na venda da sede social do Rio Branco para a TradeInvest, negócio que acabou não se concretizando. Ele foi à Justiça em 2010 cobrando R$ 300 mil pelo serviço de corretagem.

Em sua defesa inicial, o Rio Branco alegou que a empresa passou a vender no mercado cotas do empreendimento que pretendia realizar no local, “numa clara demonstração da necessidade de captação de recursos de terceiros para honrar os compromissos assumidos”. O negócio entre as duas partes, diante da falta de pagamento e várias divergências, acabou na Justiça, com o clube pedindo o imóvel de volta e a rescisão do contrato.

O Rio Branco perdeu em primeira instância e no TJ-SP, cinco anos depois, o entendimento foi de que “havendo intermediação profícua, devida é a remuneração”. Os R$ 300 mil de 2010 transformaram-se, com juros e correção monetária, em R$ 981 mil quando Santos deu início à execução da dívida, em 2016. E em R$ 2 milhões quando foi deferida a penhora de eventuais valores da transação de Vanderson destinados ao Rio Branco.

Nascido em Rondonópolis-MT, Vanderson chegou aos 16 anos ao Rio Branco em mais uma tentativa de se tornar um jogador, após outras frustradas. Chegou como meia, mas acabou na lateral no Campeonato Paulista Sub-17 de 2018. Em um dérbi contra o União Barbarense, lá estava Erivelton Lima, observador técnico da base do Grêmio, que havia ido ver o garoto Matheus Araújo, do União Barbarense.

Apesar da derrota do Tigre por 6 a 0 (30-6-2018), Vanderson deixou boa impressão no observador, que, no mesmo dia, avisou Sandro Hiroshi, o responsável pela base do clube, que queria o atleta. Grêmio e Rio Branco se acertaram, com o clube gaúcho comprando 50% dos direitos. Em agosto de 2021, o Grêmio fez valer o que estava previsto em contrato e comprou, por R$ 200 mil, mais 20% do jogador. Já sabia que iria lucrar muito mais do que isso em uma futura venda para o exterior.

Em dezembro, a imprensa noticiou um princípio de acordo entre Grêmio e o Brentford, da Inglaterra, que ofereceu 11 milhões de euros (R$ 69,5 milhões) por Vanderson, valor que poderia chegar aos 14 milhões de euros (R$ 88,4 milhões) por metas alcançadas. Mas o destino do jogador acabou sendo a França. O Monaco entrou nas negociações e a venda foi oficializada no início do ano seguinte (1-1-2022).

O valor foi o mesmo, 11 milhões de euros, sendo que, deste montante, o Grêmio receberia 7,7 milhões de euros, em quatro parcelas, totalizando R$ 48,8 milhões. Os outros R$ 20,9 milhões seriam a parte do Rio Branco e dos investidores da base do clube. O contrato também tinha gatilhos por metas atingidas pelo jogador, o que poderia render ao Grêmio, caso todas fossem atingidas, mais R$ 19,3 milhões.

Quando a Justiça do Trabalho também bloqueou os valores da transação (2-2-2022), o Rio Branco enfim veio a público comentar o assunto, revelando que tinha 9% do montante, cerca de R$ 6 milhões, e outros 21% eram da empresa de Sandro Hiroshi, responsável pela base do clube, a SH Sports Ltda.

A expectativa da Justiça era que a quantia poderia ser suficiente para quitar as dívidas trabalhistas, fiscais e previdenciárias do clube, mas isso dependeria de um levantamento que estava sendo feito por um perito.

O Rio Branco fez parcerias durante o ano para divulgação de sua marca. Em junho, acertou com o lutador de muay thai Mizzael Camargo e com os pilotos André Moraes Júnior, que disputava a Império Endurance Brasil, e Fabio Casagrande, que corria na TCR South America. Na base, o clube firmou uma parceria, no início do ano, para as categorias sub-15 e sub-17, com a Futuro Craque, de Araras.

O Rio Branco perdeu em 2021 dois ex-dirigentes do clube. O ex-presidente do clube Tchida Marin morreu (6-2-2021) aos 71 anos, em Americana. Ele havia sofrido dias antes uma queda em sua residência e, por causa disso, teve uma lesão na cabeça. Precisou ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, no dia 5 de fevereiro, apresentou melhora, deixando a unidade e permanecendo sob observação.

No dia seguinte, sofreu uma parada cardíaca e morreu. Além de presidente o clube entre 1983 e 1985, Tchida foi o homem forte do futebol em 1989, na gestão de Chico Sardelli, e foi por anos figura constante no clube.

Também em fevereiro (22-2-2021), morreu, em Campinas, Adilson Orsi, o Tuta Orsi. O ex-supervisor de futebol de Guarani, Ponte Preta, Mogi Mirim, Ituano, Rio Branco e Bragantino tinha 80 anos. Outros nomes importantes na história do clube, como os técnicos Lula Pereira e Ruy Scarpino, também morreram em 2021.

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