Década perdida
Após uma década de 20 inesquecível, os anos 30 foram de queda. O clube vivia uma grave crise financeira. A situação era tão delicada que, para economizar, o clube decidiu (28-9-1930) que os integrantes da diretoria Fortunato Basseto (vice-presidente), Jocelyno Franco (1º secretário) e Aurélio Cibin (integrante da comissão esportiva) fariam o transporte dos jogadores em seus próprios carros, em dias de jogo.
Naquele ano, o Tigre ainda teve o desgosto de ter roubada (14-12-1930), dentro da sede do clube, a chapa de ouro da Taça do Centenário conquistada pelo título do Campeonato do Interior de 1922.
A comissão que havia sido formada em 1926 para arrecadar fundos para a construção de uma sede ao lado do campo da Fernando de Camargo reuniu-se em 1930 e decidiu que os próprios integrantes iriam arcar com as despesas. Mas a ideia ficou apenas no papel e a sede social do clube só começaria a sair do chão na década seguinte.
As participações no Campeonato do Interior seguiram, mas, diferente do que já havia acontecido, o Tigre fez campanhas apenas medianas. Esta pesquisa não encontrou qualquer registro de jogos em três anos dessa década (1934, 1936 e 1937). Nos últimos dois anos da década de 30, o Rio Branco voltou a disputar apenas amistosos, como havia acontecido nos anos 10.

