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1980

Vida dura na Segundona

O Rio Branco iniciou os anos 80 sob nova direção. Depois de três mandatos de três anos cada à frente do clube, chegou ao fim a era Delcio Dollo, o presidente do clube em dois momentos históricos: a inauguração do Estádio Décio Vitta, em 1977, e o retorno ao futebol profissional, dois anos depois.

Não houve disputa pelo cargo, já que apenas uma chapa de conselheiros participou da renovação do Conselho Deliberativo. A chapa Riobrancão, da situação, tinha como seus principais nomes Dollo, Décio Vitta – presidente do Conselho Deliberativo – e João Feltrin – vice-presidente de Dollo entre 1971 e 1979. As principais bandeiras do grupo eram a sequência das obras do estádio, o início das intervenções na sede náutica, a ampliação dos esportes amadores, a manutenção do futebol e ampla programação social, cultural e artística.

Sob o comando do técnico Brasília, os trabalhos para a temporada começaram (16-1-1980) antes da definição do novo presidente com a proposta de apostar em jovens jogadores, observando atentamente o que ocorria na base do clube e fora dele. Ao lado de Brasília, o supervisor Maritala, ex-jogador de Ferroviária e Comercial, e o preparador físico Fred Smania.

O médico Manoel Pedro, Guaçu e Raimundinho no túnel de acesso ao gramado do Riobrancão em 1980

Ainda em janeiro, a chapa única de novos conselheiros – a maioria já do quadro diretivo do clube – foi aclamada (27-1-1980) e o nome de Feltrin apareceu como o mais forte para assumir a presidência. Dias depois (1-2-1980), os conselheiros reuniram-se e ficou definido que Dollo assumiria a presidência do Conselho, João Tamborlin seria seu vice e Theodolino Pedro Mastrodi, o secretário.

Dollo alegou motivos de saúde para não seguir como presidente da diretoria e Vitta também não aceitou, alegando falta de tempo para se dedicar ao clube. Sem a presença de Feltrin na reunião – estava viajando e já havia manifestado que não pretendia ser o presidente –, apareceu com força o nome de Armindo Borelli, muito aplaudido pelos conselheiros. Com o não também de Borelli, adiou-se a definição do novo presidente, que acabaria sendo mesmo o maior incentivador da construção o estádio, Décio Vitta.

Em campo, a primeira temporada após o retorno planejada desde o início do ano começou com vários amistosos preparatórios para a 2ª Divisão e aposta mantida em vários jovens jogadores, muitos deles da cidade. Sonhou-se com o zagueiro barbarense Ademir Gonçalves, então no São José, como o nome para liderar os garotos, mas tudo não passou de um sonho. Deu-se como certa a chegada de Cafuringa em maio, mas o negócio não saiu.

Depois de tanto tempo longe do futebol, o clube ainda sofria para engrenar na 2ª Divisão. Na 1ª fase do Grupo Norte, o time foi apenas o 10º colocado entre os 14 clubes. Na etapa seguinte, não passou de uma 6ª posição entre sete clubes. Brasília deixou o clube após a derrota para o Rio Claro em casa (29-6-1980), três dias depois de ter seu carro arrombado na frente do estádio, quando decidiu checar as condições do gramado após uma forte chuva em Americana. Documentos dele, de sua esposa e do carro foram levados.

Após a saída de Brasília, o Rio Branco decidiu adotar linha dura. Logo depois (3-7-1980), a diretoria cobrou, de maneira forte, jogadores fora do peso e dispensou Dudu, Tonanha, Índio, João Luiz e Célio. Além disso, trouxe a concentração para mais perto do clube, alugando uma casa na Rua Capitão Correa Pacheco para os jogadores, que desde 1979 ficavam em Carioba.

O novo comandante, que deixou de ser só zagueiro Carlos para ser o técnico Carlos do Santos, logo pediu – e foi atendido – a volta de Índio (5-7-1980) por um motivo simples: faltavam jogadores. O ex-zagueiro do clube nem conseguia 22 jogadores para um coletivo. Com os juvenis disputando torneio em Mogi Guaçu, eram só 18 atletas treinando. Para piorar, entre esses 18 inscritos, seis eram amadores e só quatro deles, pelas regras, podiam jogar por partida.

Fora das quatro linhas, o Rio Branco viu a criação de uma de suas mais tradicionais torcidas organizadas, a Tigre do Frezarim, fundada no segundo semestre (29-8-1980). Outra torcida, a Garra do Tigre, ganhou, nesse ano, 30 bandeiras fabricadas pela Fatex, do empresário Roberto Faé, diretor do clube.

Os dois primeiros anos do futebol do Tigre após o retorno mostravam que não seria nada fácil reerguer o clube. A 2ª Divisão era um campeonato complicado, de muita pegada, e o Tigre ainda não havia conseguido montar um elenco para fazer frente aos rivais.

Na diretoria, a vida também não foi fácil em 1980. O clube chegou a publicar, em outubro e novembro, anúncios em jornais para tentar vender a sede social, o que gerou reações na cidade, com questionamentos sobre se o dinheiro da venda seria para conseguir construir uma nova sede na área do estádio ou apenas para contratar jogadores, em uma polêmica entre o clube social e o futebol que duraria por anos no clube.

Presidente do clube, Vitta se via em outras polêmicas, como a cobrança, mesmo para sócios, para presenciar eventos no clube e o anúncio, em junho, que desativaria o tiro na futura sede náutica para construir piscina, quadra de esporte e restaurante, desagradando os poucos atiradores da cidade. Para Vitta, não havia sentido em manter uma modalidade tão restrita no local em detrimento de outras.

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